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Preferências podem ser afetadas por divulgação de “rankings”?

Duvido um pouco disto, mas com algum fundamento empírico, a gente pode discutir, não é mesmo? Então, uns pesquisadores resolveram olhar para a grande loja Amazon e:

Our society is increasingly relying on digitalized, aggregated opinions of individuals to make decisions (e.g., product recommendation based on collective ratings). One key requirement of harnessing this “wisdom of crowd” is the independency of individuals’ opinions; yet, in real settings, collective opinions are rarely simple aggregations of independent minds. Recent experimental studies document that disclosing prior collective ratings distorts individuals’ decision making as well as their perceptions of quality and value, highlighting a fundamental discrepancy between our perceived values from collective ratings and products’ intrinsic values. Here we present a mechanistic framework to describe herding effects of prior collective ratings on subsequent individual decision making. Using large-scale longitudinal customer rating datasets, we find that our method successfully captures the dynamics of ratings growth, helping us separate social influence bias from inherent values. Leveraging the proposed framework, we quantitatively characterize the herding effects existing in product rating systems and promote strategies to untangle manipulations and social biases.

Pois é. O problema destes trabalhos de “big data” é que, às vezes, a tentativa de tentar descobrir tudo a partir dos dados (inclusive para se construir teorias), a gente fica perdido. Eu sei, você vai dizer que estou pensando muito em termos da Methodenstreit que ocorreu na economia no passado. Na verdade, a grande lição daquele debate, para mim, é que sempre há uma teoria oculta em nossa coleta de dados.

Posto isto, não jogue fora estudos no estilo big data só porque não tem um modelo de otimização dinâmica. Afinal, o problema pode ser que não temos um bom modelo ainda e, bem, olha o nó de novo…

De qualquer forma, enquanto não temos o conhecimento final (nunca o teremos) sobre o comportamento do consumidor, eu diria que vale a pena continuar pesquisando com todas as metodologias possíveis. Algumas, de tão ruins, serão deixadas de lado – se o ambiente científico for competitivo, claro! – e teremos sempre um entendimento mais rico, marginalmente falando, do comportamento do consumidor. Aliás, creio que o pessoal que curte economia comportamental aqui no Brasil já percebeu que, sem dados, nada feito.

Bom, sobre o artigo…bem, dê uma lida. ^_^

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