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Arquétipos e o Diagrama de Nolan: Dica R do dia

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From the Jorge Cham’s amazing “The PhD Movie”.

Olha, eu não sei não se não deveríamos parar com estes diagramas prontos e buscar um estudo mais profundo sobre os arquétipos dos indivíduos. Isto me passou pela cabeça ao ler o início deste texto do Joel Caldwell:

Carl Jung was at least partially correct. We do tend to think in terms of the extremes as shown in this archetypal wheel with rulers versus outlaws and heroes versus caregivers at different ends of bipolar dimensions. Happily, we are not required to accept Jung’s collective unconscious to explain this tendency.Metaphorical thinking works just fine. For example, why not separate all political players into two camps based on our earliest experiences with powerful others: liberals as caregivers (supportive mothers) and conservatives as heroes (demanding and punishing fathers)?

Preferências de consumidores não se restringem apenas a produtos, mas também a ideologias políticas. Também somos consumidores de fantasias, não é? No diagrama de Nolan, somos apresentados a um esquema fechado, no qual escolhemos entre algumas perguntas. Serve como brincadeira, mas não sei se é lá muito útil para descrever padrões sociais. Voltando ao R, autor do texto que citei acima resolve investigar a bipolarização política dos eleitores norte-americanos:

That is, instead of describing the two clusters using their centroids positioned near the “humps” in the two curves, archetypal analysis attempts to describe political ideology in terms of idealized liberals and conservatives. These are not necessarily the most extreme points, as the archetypes R package makes clear with displays such as the following showing both the convex hull of the most extreme data points in gray and archetypes as the vertices of the internal red triangle.

Ok, você precisa ir lá ver as figuras que ele gerou. Mas o que me chama a atenção é que sempre ouço reclamações de pessoas sobre resultados de eleições baseadas em algum tipo de “ele não sabe votar” ou “ele é cego pela ideologia”. Na verdade, este raciocínio é um pouco estranho porque todos nós temos nossos tipos ideais – que geralmente é caricaturizado (existe o verbo?) pelo diagrama de Nolan – e, portanto, somos tão “cegos” quanto eles.

Posto isto, então a questão não faz sentido. O mais interessante seria pesquisar os pontos ideais de cada um e verificar se existe um padrão. De vez em quando, alguns institutos de opinião fazem este tipo de pesquisa. Eu gostaria, portanto, de saber onde está o eleitor mediano brasileiro em um diagrama menos, digamos assim, ad hoc do que o de Nolan.

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