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Hiperinflação – remarcando preços

Olhe o início do vídeo para conhecer um personagem amigo dos pterodoxos: o remarcador de preços dos supermercados.

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Mussum ou: “A Ascensão Social é Possível”

Em um Brasil cheio de inflação e com pouco crescimento real e democracia, eis que Mussum, Dedé e Zacarias levam um prejuízo danado em sua curta fase sem Didi, o famoso Renato Aragão. Logo, tiveram que dar duro. Em meio a este processo, voltam ao “Os Trapalhões” e retomam a amizade.

A vida melhora.

Assim, a vida de Mussum melhora novamente. Mussum compra uma nova casa de praia, novas lanchas e…

Suas lanchas recém-compradas, e novamente batizadas e Neila [nome da esposa], eram uma Cigarrete de 42 pés, pintada com detalhes em verde e rosa, e uma Carbrasmar de 26 pés do tipo cabinada. Por lá, assistia aos filhos brincarem de jet ski,dava passeios de lancha e fazia almoços, preparando ele mesmo o camarão na moranga e distribuindo bourbon Jack Daniels aos amigos como se fosse Pitú. A Brahma gelada rolava solta, mas também adorava uma Malzbier e curtia degustar cervejas importadas, como a japonesa Sapporo e a lager holandesa Grolsch, famosa pelas garrafas verdes vedadas por uma tampa de porcelana. O gosto por cachimbos e charutos não era menos sofisticado. Após o jantar, bebia um cálice pequeno de licor francês Mandarine Napoléon, feito à base de conhaque e laranjas, e abria seu estojo de madeira climatizado para escolher entre cubanos Cohiba, suíços Davidoff ou baianos Dona Flor. [Barreto, J. Mussum Forévis: samba, mé e Trapalhões, 2014, p.342]

Eu sei, eu sei. Você vai dizer que odeia a classe média e que Mussum está “ostentando” mas, como você é um cara politicamente correto, vai dizer que isto é bom porque Mussum veio da pobreza e seus bisavós podem ter sido escravos de alguém.

Tá bom. Vamos dizer que você tem estes conflitos morais sobre a riqueza e tal. Mas como é que você explica ele ter acesso a todos estes produtos anos antes da abertura econômica da era Collor? Como ele tinha cerveja importada em casa? Quem nasceu depois da era das provas cheias de doutrinação do ENEM, acha que os avós já tinham smartphonesBlu-Ray e cervejas importadas.

Mas não era assim não. A cota de importação em viagens era até razoável (talvez fosse a mesma de hoje, esta ridícula cota de 500 dólares), mas poucos viajavam e Mussum, por mais rico que fosse, não saía para passar o final de semana em Miami. Aliás, como você viu no parágrafo acima, ele nem precisava sair do Rio de Janeiro para ter um final de semana digno de ator de Hollywood.

Então, como ele tinha todos estes bens? Bem, meus caros, como todo brasileiro rico deste país no qual o governo sempre dá um jeito de criar burocracias para ganhar uma graninha extra, Mussum usava suas “conexões”.

Preservando as amizades dos tempos de Aeronáutica, Mussum tinha acesso fácil a produtos importados que não eram vendidos oficialmente no Brasil. [idem, p.342]

Não o condenem. Afinal, em terra de capitalismo de compadrio, no qual a regra do jogo é muito mais estar no “esquema” dos políticos do que agradar aos consumidores, Mussum até que agradou muito mais aos consumidores que qualquer outro empresário que já vi.

Mussum é um herói de um Brasil que não mais parece valorizar homens como ele.

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Robin Hanson mostra o caminho…

Excelente manifesto este aqui. Um comentário “crítico” é este. Ao fim, parece que aqueles que se recusam a fazer trabalhos empíricos vão, novamente, perder o bonde da história. Não por falta de aviso, claro, mas a galera que gosta de abortar boas idéias antes que elas saiam do controle de seus confortáveis critérios anti-empirismo tem, no Brasil, uma influência muito forte sobre uma geração Z carente de atenção e mimos. É só para dizer para o moleque que ele, com seu texto no blog, mudou os rumos da humanidade que ele já se acha o John Galt e que vai pegar a garota mais gostosa da turma. De quebra, diz que os velhos são ingênuos, bobos ou babões.

Nem precisa de conspiração bolivariana ou revolução gramsciana para acabar com a criatividade humana: é só deixar a quinta coluna agir, compactuar com ela e não a criticar.