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A econometria de Madoff (um bom exemplo para livro-texto)

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Uma das coisas legais de se ver em um livro de Econometria é um exemplo que chama a atenção. Ok, não precisa ser um dos polêmicos exemplos do Levitt com crime, aborto, macacos e drogas.

Pode ser um, por exemplo, com dados fraudulentos de Madoff. O livro do Verbeek – que é um livro que deveria ser traduzido – tem este ótimo exemplo. Aliás, o autor e outro co-autor parecem gostar do tema como se percebe neste trabalho preliminar.

Além do óbvio exemplo de Finanças, há também o fato de que, nesta quarta edição, o leitor encontra uma variedade de tópicos modernos muito boa e em linguagem de fácil acesso (refiro-me aos estudantes de graduação).

Uma das melhores coisas que me aconteceram foi a de me demandarem, nos últimos tempos, mais ações na econometria aplicada na graduação. Em resposta a estes incentivos, juntamente com meu interesse natural em tópicos de pesquisa empírica, tenho comprado novos livros e tentado me atualizar, na medida do possível, na literatura existente.

De certa forma, percebe-se que a Econometria e a Estatística, em geral, avançaram muito por conta do advento das gigantescas bases de dados a baixo custo (thanks, internet!) nos últimos tempos. Fica até difícil escolher o que estudar.

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Parabéns aos envolvidos! PPGOM-UFPel, mais uma vez…

Olha a premiação aí:

O curso de Economia e o Programa de Pós-Graduação em Organizações e Mercados da UFPel foram destaque na premição do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Sul. O professor Rodrigo Nobre Fernandez e o ex-aluno do Mestrado em Economia Aplicada Gabrielito Menezes, agora cursando doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ficaram em primeiro lugar na categoria artigo científico na premiação. O trabalho premiado foi “Pass-through da taxa de câmbio e índices de preços : uma análise para a economia brasileira (1999-2011)”.

O prof. Rodrigo e o Gabrielito são talentos que a gente sempre quer ter por perto. Vejam que bacana a notícia acima!

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Por que demoramos tanto para ter um Banco Central?

A demora teve a ver com a resistência política oferecida por largo número de agentes econômicos cujos interesses reforçavam os dos funcionários do BB, desejosos de preservar o status quo. Referimo-nos aos que de algum modo se beneficiavam dos empréstimos do banco. O fato de o Banco do Brasil ser a fonte da emissão monetária que cobria os déficits orçamentários do governo certamente assegurava à instituição número ainda maior de defensores, em especial no meio político.

Este trecho aí é do José J. Senna, no prefácio ao livro do prof. Pastore, Inflação e Crises – o papel da moeda, recém-lançado.

Preciso dizer mais? Não. Mas vou dizer. Na campanha eleitoral, muita gente de má fé fez de conta que não viu a propaganda na qual se acusava a instituição “autoridade monetária independente (podem chamar de “autônoma”, discussão puramente semântica…)” de ser a responsável pelo desaparecimento da comida da mesa dos brasileiros.

Não preciso dizer que é uma propaganda de péssimo gosto e mentirosa, mas o trecho acima fala por si. Ok, eu poderia ir adiante e colocar uns gráficos ou citar uns artigos dizendo o óbvio mas também não tenho paciência para fazê-lo. Quem quiser saber mais, faça seu trabalho. Mas fiquem com esta outra frase do prefácio: Sem política monetária austera, não há programa anti-inflcionário que funcione.