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Índice de Miséria Econômica de Barro

Criado por Arthur Okun, o índice era originalmente a soma simples da taxa de inflação e a de desemprego. Posteriormente, Barro agregou mais dois termos: a taxa de juros e a variação do PIB em torno de sua tendência de longo prazo (detalhes aqui). Hanke também criou uma modificação do índice (ver aqui e, para os EUA, sob vários cortes distintos, ver aqui).

Recentemente, o Vitor Wilher citou o PIB mensal feito pelo pessoal do IBRE. Com base na taxa de desemprego do IBGE, do IPCA e com a TJLP (disponível na página da Receita Federal), calculei o PIB potencial com um filtro de Hoddrick-Prescott, misturei tudo, temperei e obtive uma estimativa mensal do índice para o Brasil. A limitação dos dados, basicamente, deve-se ao período de tempo em que tenho todas as variáveis.

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Percebe-se que não há uma tendência nos dados, certo? Na melhor das hipóteses, percebe-se uma melhoria (queda) no índice no período de 2005 a 2008, aproximadamente. Posteriormente, notadamente a partir de 2010, parece que o índice se fixa em um novo nível médio e por ali permanece.

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Ou seja, nada demais. Bom, verdade seja dita, seria bom dessazonalizar o índice para ver o que acontece. Mas não há nenhuma notícia boa para os formuladores de política econômica, mesmo com esta dessazonalização.

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Bem, é isso. A impressão que tenho é que este índice é melhor se feito para frequências mais baixas. Mas fica o espaço de comentários aberto para sugestões.