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Obrigado a você, leitor. Espero que não precise trocar carne por ovo.

Não conhecço o Ellery pessoalmente. Mas ele escreveu um texto inspirador hoje. Fiquei com inveja. Queria ter tido a idéia de escrever algo assim aqui, mas não conseguiria. Até o final deste domingo, acho que o meu sentimento é o do menino da foto que coloquei aqui ontem.

20141025_114232No passado eu era um pouco mais norte-americano com meu voto: não o divulgava. Passei por uma experiência traumática em 1989 quando fui de Covas e, depois, de Lula, sendo derrotado por Collor (hoje, aliado de Lula apesar de ter sido caluniado pelo mesmo por anos, não sem uma dose, digamos, cristã, de merecimento).

Esta eleição começou como qualquer outra para mim. Há muitos anos eu anulava – com uma ou outra exceção – meu voto. Acredito que é um direito do cidadão se omitir de escolher, sim. Também acredito, entretanto, que o voto deveria ser voluntário. Claro, também acredito que deveríamos viver em um país melhor, etc. Mas a realidade é muito mais dura e sabemos que nenhum político é santo (nem o meu candidato, nem o seu). É, a política é feita por seres humanos.

Ellery fala do Aécio. Olha, não é o candidato dos meus sonhos? Não. Mas mostrou-se uma liderança bem mais forte e articulada do que eu imaginava. Ganhou pontos comigo. Ajudou a resgatar um discurso correto que o PSDB havia deixado de lado por injustificado temor, nas eleições anteriores.

Tentei pensar em um texto para deixar aqui, como o Ellery fez, mas não consigo. As palavras não saem. Ou saem, mas não se organizam. Ficarei devendo aos leitores do blog um texto sobre este dia. Mas, o mais importante, não passarei por ele sem tê-lo vivido. Ficamos assim. Em breve, voltamos à programação normal.

p.s. o preço do pãozinho na padaria estava decisivo para votar na mudança.