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O último recurso e o brasileiro que inventou a máquina de fabricar água

Julian Simon chamava o “côco” de último recurso. Não, não me refiro ao côco do bem ou da água geladinha e sim ao cérebro. Pois é. Aí eu leio que um brasileiro inventou uma máquina que tranforma ar em água.

É de bater palmas, né? Pois é. Aí ele fala que boa parte dos componentes de sua máquina são importados (custos), a escala é pequena (“não tem linha de produção”) e a demanda aumentou. Já sabe para onde vai o preço de equilíbrio, não sabe? Para o alto (e avante). Basta brincar com as curvas de oferta e demanda que você aprendeu no curso.

Tivesse o governo feito o trabalho que lhe cabe de baratear a infra-estrutura e aumentar o grau de abertura da economia nestes últimos anos (vamos ser mais explícitos: nos últimos 12 anos), muito provavelmente (mesmo) o inventor conseguiria atender sua demanda a um custo menor.

No momento em que a água é um problema para o país não apenas por causa de um tempo seco, mas também porque uma conta de luz artificalmente barateada estimulou o consumo de energia elétrica e aumentou a demanda por uso de energia hidrelétrica, invenções como esta seriam uma ótima notícia.

Mas falta parar de demonizar o empreendedorismo nas escolas, olhar com seriedade para os problemas do chamado custo Brasil e também abrir mais a economia. Nada que passe perto da cabeça de gente que manda o povo comer ovo quando o preço sobe, eu sei, mas é o que eu esperaria…

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