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História Econômica do Brasil e outras

É, estava aqui folheando meu exemplar de Da escravidão ao trabalho livre – Brasil, 1550-1900 do prof. Luiz A.C. do Lago (Companhia das Letras, 2014) quando me deparei com esta esclarecedora página.

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Pois é, gente. História Econômica sem Teoria Econômica é como bolinho de feijão sem feijão. Sim, eu sugiro que você mostre este post para seu professor de Introdução à Economia. Aquele pobre coitado que fala do livro do Mankiw para um monte de gente que jura de pés juntos que quer fazer Economia para “mudar tudo o que está aí”, mas não quer saber de aprender a abstrair…

Bem, sobre o fim da escravidão, escreveu Juvenal Galeno em “Abolição” (Galeno, J. Obras Completas, Governo do Estado do Ceará, 2010 – “A Abolição”, excerto, p.527):

Que chorem debalde ignavos
Os desumanos senhores
Do vício e ócios – escravos,
Escravos de seus credores.

Bacana, né? Mas para ir além da poesia e entender melhor os aspectos econômicos da abolição eu recomendaria a você a leitura da segunda edição (2013) do livro de John Schulz, A Crise Financeira da Abolição, EDUSP.

Ah sim, sobre “pés juntos”, diz-nos Câmara Cascudo:

‘Pés juntos’ é a forma obrigatória e clássica da obediência, respeito, índice de atenção integral. Corresponde à posição militar de ‘Sentido’! Assim, outrora, jurava-se, mão direita na Santa Bíblia e a esquerda sobre o coração. (Luiz da Câmara Cascudo. Locuções Tradicionais no Brasil, Itatiaia/USP, 1986, p.54)

A anotação está antes de Levou Gagau, uma expressão que, confesso, nunca ouvi, mas curti (trata-se de levar um não da mulher, candidata à namorada, rompimento amoroso e afins). E aí? Já levou gagau hoje?