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Efeito Hawthorne e os incentivos

The Hawthorne effect (also referred to as the observer effect) refers to a phenomenon whereby individuals improve or modify an aspect of their behavior in response to their awareness of being observed.[1][2] The original “Hawthorne effect” study suggested that the novelty of being research subjects and the increased attention from such could lead to temporary increases in workers’ productivity. [Fonte: Wikipedia]

Pois é. Mas, dizem-nos Stock e Watson, em seu excelente livro de Econometria, que:

Careful examination of the actual Hawthorne data reveals no Hawthorne effect (…)! Still, in some experiments, especially ones in which the subjects have a stake in the outcome, merely being in an experiment could affect behavior. [Stock & Watson “Introduction to Econometrics”, 3rd ed., 2012, p.518]

Incentivos importam, já diziam os economistas. Pode ser que o efeito exista em diversas situações, claro. Mas não deixa de ser engraçado notar que, no “episódio que deu origem à série”, não há evidências do mesmo.

O fato de se achar parte de uma “mudança”, um “experimento social”, faz com que pessoas se comportem de forma particularmente cruel? Os assassinatos na era do socialismo real poderiam ser interpretados assim? O fato de o sujeito se achar parte de uma revolução faz com que ele entregue o pai ou a mãe aos guardas (Revolução Cultural de Mao) e isto seria um exemplo deste efeito?

O que vocês acham?

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Instituições…definições não tão simples assim

Parágrafo cheio de sabedoria sobre como devemos estudar o impacto das instituições sobre as ações de indivíduos:

Saying that ‘institutions matter’ implies that, due to the existence of institutions, actors behave differently than they would in the absence of institutions or in the presence of different institutions. For the statement to be meaningful, two preconditions must be satisfied. First, it must be realized that the universe is comprised of more than just ‘institutions’; otherwise, the statement is trivial. At times, it seems as though the term ‘institution’ is all encompassing. In the literature, newspapers, supermarkets, and even phone booths have been described as institutions. Often, no explicit distinction is made between institutions and organizations (like firms, churches, governments, etc.).
The second precondition arises once a conceptual distinction is made between institutions and non-institutions: it must be possible to empirically ascertain institutions; otherwise, it is impossible to show their relevance empirically and saying ‘institutions matter’ cannot be falsified in any substantiated way. [Voigt, S. (2013). How (not) to measure institutions. Journal of Institutional Economics, 9, 1, p. 1-26]

Qualquer aluno que responda uma questão em prova – uma resposta que mereça o total dos pontos – sabe que a primeira coisa que deve fazer diante de um problema como este, é definir os termos. O que são instituições? Obviamente, a definição, como diz Voigt, não pode ser o seu oposto (uma definição “genérica”), mas sim uma delimitação clara dos possíveis candidatos ao conceito “instituição”.

Em seguida, claro, há a questão da mensuração empírica. Esta é bem mais complicada. Voigt dialoga com um texto de Glaser (Glaser et al (2004)), mas nós podemos pensar em problemas de nosso dia-a-dia. Aliás, definir instituições é um desafio intelectual que nem sempre é cuidadosamente pensado por estudiosos da área.

Acho que o primeiro trabalho teórico ao qual me dedicarei em breve será me debruçar sobre este problema. Já faz um tempo que preciso rever certos conceitos…

Mudando de assunto, eu já falei para vocês que o Lucas Mafaldo renovou seu blog de filosofia?