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Outra dica de R e uma observação

O Cinelli, como sempre, dá-nos uma ótima dica de R. Desta vez, o assunto é a PNAD. Devemos agradecer ao Flavio Barros por isso. Ele, aliás, inicia seu texto nos lembrando do problema recente pelo qual passou o IBGE.

Com o erro recente na divulgação dos resultados da PNAD 2013, o nome do IBGE e também os resultados dessa pesquisa, chegaram na grande mídia de um forma muito negativa. Ainda assim, a maioria das pessoas desconhece o que é a PNAD, como esses dados são obtidos e como eles podem ser baixados e utilizados. Neste post vou fornecer uma breve explicação do que é PNAD, como esses dados são distribuídos (na forma de microdados) e como você pode facilmente obtê-los e utiliza-los a partir de ferramentas gratuitas como o R.

Veja como são as coisas. Como foi descoberto o erro da PNAD? Segundo consta, alguns pesquisadores estranharam os dados (gente que se especializou em certos assuntos, como nos ensina Adam Smith, pega estas coisas bem rápido). O uso do R, neste sentido, e a transparência na divulgação dos dados – que é uma característica do IBGE, vale dizer – só ajudam neste processo.

Ao longo da semana eu vi, com tristeza, o governo tentar fazer disso um ponto na campanha eleitoral. Um desrespeito, na minha opinião, ao trabalho de gente séria que existe no setor público, notadamente no IBGE. A imprensa, inclusive, tem sido muito tímida, quase medrosa, na cobertura dos fatos que lá se desenrolam desde então. Há um problema sério quando o governo tenta intimidar pesquisadores por meios burocráticos e isso sinaliza para uma argentinização indesejável em órgãos geradores de dados públicos tão importantes para análises de políticas públicas. Gostaria de ver mais discussões sobre isto na blogosfera.

Por outro lado, novamente, como é maravilhosa a liberdade e o seu bom uso por parte dos indivíduos. Caso existam erros, pesquisadores poderão encontrar rapidamente o erro e ajudar a corrigí-los se os dados são disponibilizados sem burocracias, sem véus autoritários, etc. Esta é a tecnologia de auto-correção que a própria internet e os avanços computacionais nos permitem hoje em dia.

Fica aqui meu desejo de boa sorte às pessoas não apenas do IBGE, mas de todos os órgãos públicos (em todos os níveis da federação e também em qualquer lugar do mundo), que valorizam seus currículos e não querem ser conhecidas por aí como funcionários de órgãos aparelhados que fazem maquiagem de dados, escondem pesquisas, etc. Torço por vocês, amigos!

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