Uncategorized

Para a galera da 109!

Então pessoal, o R nos deixou. Por mais triste que isso pareça ser, não há motivos para pânico. O Stata é muito bom. O problema é que é pago e a licença não é das mais baratas, mas enfim, essa é a vida.

Segue abaixo os comando necessários para resolver o exercício empírico 10.2 do livro Introduction to Econometrics 3rd Edition, Stock and Watson. A ideia inicial era fazer algo mais completo, mas como meu tempo está curto vou colocar só os comandos e as saídas. A ideia é facilitar a vida de quem quer estudar e não entregar tudo de mão beijada. Sou aluno da matéria também, aprendo fazendo isso e a intenção principal é essa, então, a probabilidade de surgirem outros posts como esse é alta.

Os dois últimos itens do exercício vou ficar devendo. São quase 21:00 de uma quinta feira e estou na faculdade ainda, trabalhei a tarde inteira e estou um pouco cansado. Queria estar com a minha namorada agora, mas como não tenho uma, fico com a econometria mesmo.

Vamos lá!

Os acidentes automobilísticos são os principais causadores de mortes entre os americanos com idade entre 5 e 32 anos. Através de alguns incentivos políticos, o governo federal tem encorajado os estados a criarem uma lei que torne o uso do cinto de segurança obrigatório. Neste exercício iremos analisar o quão eficientes essas leis têm sido em aumentar o uso do cinto e diminuir o número de fatalidades. No site do livro http://www.pearsonhighered.com/stock_watson você encontrará o link da base de dados Seatbelts que contem os dados em painel de 50 estados mais o distrito de Columbia para os anos de 1983 até 1997.

1) Estime o efeito do uso do cinto de segurança na taxa de fatalidade regredindo FatalityRate em sb_useage, speed65, speed70, ba08, drinkage21, ln(income) e age. O resultado da estimação nos sugere que o uso do cinto de segurança reduz o número de fatalidades?

Vou colocar um “.” na frente dos comando para melhorar a visualização.

. encode state, gen(state1)
. xtset state1 year
. gen lnincome=ln(income)
. regress fatalityrate sb_useage speed65 speed70 ba08 drinkage21 lnincome age



Source |       SS       df       MS              Number of obs =     556
-------------+------------------------------           F(  7,   548) =   95.41
       Model |  .007711649     7  .001101664           Prob > F      =  0.0000
    Residual |  .006327757   548  .000011547           R-squared     =  0.5493
-------------+------------------------------           Adj R-squared =  0.5435
       Total |  .014039406   555  .000025296           Root MSE      =   .0034

------------------------------------------------------------------------------
fatalityrate |      Coef.   Std. Err.      t    P>|t|     [95% Conf. Interval]
-------------+----------------------------------------------------------------
   sb_useage |   .0040684   .0012158     3.35   0.001     .0016803    .0064565
     speed65 |   .0001479   .0004029     0.37   0.714    -.0006436    .0009394
     speed70 |   .0024045   .0005112     4.70   0.000     .0014003    .0034086
        ba08 |  -.0019246   .0004447    -4.33   0.000    -.0027982    -.001051
  drinkage21 |   .0000799   .0008756     0.09   0.927    -.0016401    .0017998
    lnincome |  -.0181444   .0009311   -19.49   0.000    -.0199733   -.0163155
         age |  -7.22e-06   .0001089    -0.07   0.947    -.0002212    .0002067
       _cons |   .1965469   .0082232    23.90   0.000     .1803941    .2126998
------------------------------------------------------------------------------

2) Os resultados mudam quando se usa efeito fixo? Tente explicar de forma intuitiva porque os resultados mudam. (Lembre-se do viés de variável omitda..)

. xtreg fatalityrate sb_useage speed65 speed70 ba08 drinkage21 lnincome age, fe vce(cluster state1)

Fixed-effects (within) regression               Number of obs      =       556
Group variable: state1                          Number of groups   =        51

R-sq:  within  = 0.6868                         Obs per group: min =         8
       between = 0.1957                                        avg =      10.9
       overall = 0.3896                                        max =        15

                                                F(7,50)            =     96.72
corr(u_i, Xb)  = -0.1332                        Prob > F           =    0.0000

                                (Std. Err. adjusted for 51 clusters in state1)
------------------------------------------------------------------------------
             |               Robust
fatalityrate |      Coef.   Std. Err.      t    P>|t|     [95% Conf. Interval]
-------------+----------------------------------------------------------------
   sb_useage |  -.0057748   .0016693    -3.46   0.001    -.0091276    -.002422
     speed65 |   -.000425   .0004555    -0.93   0.355    -.0013399    .0004898
     speed70 |   .0012333   .0003483     3.54   0.001     .0005337    .0019329
        ba08 |  -.0013775   .0003751    -3.67   0.001    -.0021308   -.0006241
  drinkage21 |   .0007453   .0007184     1.04   0.305    -.0006976    .0021883
    lnincome |  -.0135144   .0023849    -5.67   0.000    -.0183047   -.0087241
         age |   .0009787   .0007461     1.31   0.196    -.0005199    .0024772
       _cons |   .1209958   .0184235     6.57   0.000     .0839912    .1580005
-------------+----------------------------------------------------------------
     sigma_u |  .00383103
     sigma_e |   .0017871
         rho |  .82128567   (fraction of variance due to u_i)
------------------------------------------------------------------------------

3) Os resultados mudam quando se usa efeito fixo no estado e no tempo?

. areg fatalityrate sb_useage speed65 speed70 ba08 drinkage21 lnincome age, absorb(state1) vce(cluster state1)

Linear regression, absorbing indicators           Number of obs   =        556
                                                  F(   7,     50) =      87.90
                                                  Prob > F        =     0.0000
                                                  R-squared       =     0.8867
                                                  Adj R-squared   =     0.8737
                                                  Root MSE        =     0.0018

                                (Std. Err. adjusted for 51 clusters in state1)
------------------------------------------------------------------------------
             |               Robust
fatalityrate |      Coef.   Std. Err.      t    P>|t|     [95% Conf. Interval]
-------------+----------------------------------------------------------------
   sb_useage |  -.0057748    .001751    -3.30   0.002    -.0092919   -.0022577
     speed65 |   -.000425   .0004778    -0.89   0.378    -.0013847    .0005346
     speed70 |   .0012333   .0003654     3.38   0.001     .0004994    .0019671
        ba08 |  -.0013775   .0003935    -3.50   0.001    -.0021677   -.0005872
  drinkage21 |   .0007453   .0007536     0.99   0.327    -.0007684     .002259
    lnincome |  -.0135144   .0025018    -5.40   0.000    -.0185394   -.0084894
         age |   .0009787   .0007826     1.25   0.217    -.0005933    .0025507
       _cons |   .1209958   .0193262     6.26   0.000      .082178    .1598137
-------------+----------------------------------------------------------------
      state1 |   absorbed                                      (51 categories)

4) Qual das especificações usadas até o momento se aproximam mais da realidade? Por quê?

Pense que o uso de efeitos fixos, tanto no tempo quanto nos estados, nos ajudam a medir variáveis que não são observáveis, mas caso sejam omitidas, geram viés em nossa análise e jogam o trampo todo no lixo. O habito dos habitantes de cada estado em relação ao uso do cinto de segurança pode ser uma variável fixa no tempo, mas não entre os estados enquanto uma lei federal que obrigue todos os estados a fiscalizar o uso de cinto de segurança pode ser uma variável que varia no tempo, mas não entre os estados. Logo, por levar em consideração o efeito de variáveis não observáveis, o terceiro modelo se aproxima mais da realidade.

Todo mundo usando cinto!
Todo mundo usando cinto!

5) Usando os resultados obtidos na questão 3, analise o valor do coeficiente de sb_useage. É grande? Pequeno? Quantas vidas seriam salvas se a taxa do uso de cinto de segurança subisse de 52% para 90%?

Para responder a pergunta é necessário entrar em alguns detalhes à respeito da base de dados. Esses “detalhes” você encontra no link Seatbelts_Description, no site do livro que está no enunciado da questão.

Bom pessoal, espero ter ajudado. Mesmo.

Gostei do Stata. No R, como há maior “liberdade” para trabalhar e criar, as coisas acabam sendo mais intuitivas, o que facilita um pouco. Andei olhando alguns fóruns na internet e pude perceber que o Stata está presenta em muitas universidades dos EUA e da Europa, então, é um privilégio também ter acesso a essa ferramenta. Até agora vimos o Eviews na Econometria 1, o R na Econometria 2 e o Stata na Econometria 3, o que é muito bom.

Enfim, é isso ai pessoal. Um abraço.

Uncategorized

Mnemotécnicas pedagógicas que deveriam ser aplicadas a alguns candidatos

Puxar a orelha – Era uma invocação à Deusa da Memória, atendida pela conservação imediata do que se procurava reter mentalmente. Fórmula especial de pedir intervenção sobrenatural de Mnemósine, Deusa da Memória e Mãe das Musas. O castigo de “cortar as orelhas”, uma ou ambas, antiqüíssimo e comum, punia a quem não ouvira, entendera, cumprira a voz da Lei. Puxar a orelha correspondia a uma mnemotécnica pedagógica. [Cascudo, Luís da Câmara (1986) Locuções tradicionais no Brasil. Itatiaia/EDUSP, p.220]

“Não aprenderam ainda o que é a independência do Banco Central, candidatos(as)?? Devo puxar-lhes as orelhas mais uma vez?”
Uncategorized

Instituições importam? Por que o Brasil pode piorar muito se um dos candidatos ganhar?

O Leo Monasterio reclamou outro dia da desconsideração do problema institucional. Trecho:

No fim dos anos 80, eu ouvi de um professor meu (eu acho que foi o Barros de Castro) : “E se depois da inflação acabar descobrirmos que o problema do Brasil não é esse? E se descobrirmos que nem temos o caos inflacionário como desculpa?”
A realidade mostrou que a estabilidade foi condição necessária, mas não suficiente para o país tomar jeito. Hoje existem dois entraves consensuais ao crescimento: 1) infra-estrutura; 2) educação. A infra-estrutura é um gargalo óbvio e eu não tenho nada a acrescentar. A minha dúvida é sobre a educação.
Meu medo: fazemos um choque de educação, aumentamos o número e a qualidade do ensino e aí… nada acontece. Depois de 20 anos descobriremos que nossas instituições são uma porcaria e impedem o desenvolvimento econômico. Perceberemos que o acúmulo de coalizões distributivas* nos tornou incapazes de fazer as reformas urgentes.

Ele tem razão. Só educar não basta. Há várias formas de se mostrar isto e geralmente eu tentaria fazê-lo aqui. Mas basta lembrar dois fatos que li hoje: (a) a insanidade do governo argentino, que não mede esforços em destruir a cooperação dos indivíduos – algo próprio das economias de mercado com limitações de margens de lucro (algo similar ao que o caótico governo venezuelano faz com seu próprio povo e, (b) o tratamento que o governo iraniano – este, que muitos de nossos diplomatas governistas adoram louvar como aliado e exemplo a ser seguido (sei lá em que áreas…) – deu aos perigosíssimos jovens que resolveram dançar Happy de Pharrell Williams.

Aí você me pergunta: e o Brasil? Está longe disto? Olha, eu estava pronto para dizer que sim, mas aí nosso governo forçou a barra para demitirem uma funcionária de um banco, nosso Banco Central tentou calar um de seus críticos (de forma muito seletiva, porque há críticos muito mais virulentos que não mereceram a atenção dos atentos encarregados do Banco Central…) e agora, claro, o governo – com a aprovação de seus militantes (pergunte a um deles se ele é contra este tópico do discurso: não encontrei um que saísse fora da partitura…) ataca um patrimônio de anos e anos de trabalho de economistas e funcionários públicos brasileiros: a política monetária moderna, isto é, a que se faz com um Banco Central independente (ou autônomo, ou independente de facto, etc).

Então, não, não estamos tão longe assim. Muita gente ajudou a piorar a situação e, como sabemos, os incentivos importam.

Melhor negócio que Judas
fazes tu, Joaquim Silvério:
que ele traiu Jesus Cristo,
tu trais um simples Alferes.
Recebeu trinta dinheiros…
– e tu muitas coisas pedes:
pensão para toda a vida,
perdão para quanto deves,
comenda para o pescoço,
honras, glórias e privilégios.
E andas tão bem na cobrança
que quase tudo recebes!
[Cecília Meireles, O Romanceiro da Inconfidência]

Não é mesmo?

Uncategorized

Algumas coisas óbvias que alguns candidatos não entendem porque estão de má fé ou são ignorantes

Ignorantes ignoram, por definição. Má fé, ah, má fé é muito chato. Mas eis algumas coisas óbvias que alguns candidatos ou ignoram por ignorância ou por má fé: a relação entre juros altos e bancos. Nada de gráficos, equações ou termos técnicos. O que vamos perder pela falta de exatidão, espero, ganharemos em clareza na visão do todo. Serve como um passo inicial para se desfazer das mentiras.

Vou explicar de maneira (excessivamente) simples. Peço desculpas antecipadas aos leitores do blog. Então, vamos lá: um governo se financia com impostos. Para que? Para gastar. Com o que? Não interessa. Ele gasta. Ponto. Ah sim, ele pode vender patrimônio – privatizar – mas patrimônio, um dia, acaba. Então, tem que viver de impostos.

Mas impostos não precisam ser criados para cobrir gastos em um único mês, trimestre ou ano. Veja, você ganha um salário, gasta metade dele e, em três meses, paga a prestação de sua dívida. Certo? Assim também é com o governo. Então o governo se endivida como você? Sim. Ele quer gastar mais do que pode e não consegue aumentar os impostos sobre você e seus amigos porque senão vocês teriam, digamos, 100% de sua renda tributada. Seria a escravidão e o nosso Judiciário ficaria muito sem graça e ressentido de ter que admitir que parte de sua remuneração viria de um regime pré-Princesa Isabel. Entendeu?

Bom, como é que o governo se endivida? Como você e como empresas: lança títulos no mercado e promete pagar juros. Caso tenha fama de mau pagador, tem que oferecer juros altos e prazos curtos. Que aposentado, jovem ou trabalhador emprestaria a um governo assim? Perder o seu suado dinheiro em papéis podres? Nem pensar, não é? Bom, então, o governo oferece juros altos.

Do lado do senhor e da senhora, aposentados, estudantes, militante virtual que recebe R$ 100,00 por mês para difamar pessoas (sim, eles existem), dono de padaria e funcionário público, enfim, do lado de gente que poupa, você não vai encontrar ninguém que queira perder dinheiro no banco. São estes, sim, os verdadeiros gananciosos que desejam colocar R$ 1.00 no banco e tirar, no mês seguinte, pelo menos R$ 1.00 ou mais de R$ 1.00. Está claro?

Pois é. Então o sujeito, pai de família, que trabalha no banco e assiste propaganda eleitoral estúpida, tem que ajudar estas pessoas fazendo com que seu dinheiro renda algo acima, pelo menos, de zero e, melhor ainda, mais do que a inflação. É o trabalho dele. Ele só o tem se coopera com as pessoas ajudando-as a ganhar mais. É um trabalhador como outro qualquer.

Aí ele olha os títulos no mercado. Geralmente os rendimentos que se prometem não são altos e os prazos são longos. Mas lá está o governo do ministro Mantega lhe oferecendo títulos com juros mais altos. O que ele faz? O mesmo que você: compõe uma carteira com estes títulos. Todos ficam felizes, não é? O governo se financia, o sujeito do banco garante mais um tempo de salário e os eleitores ganham um rendimento ali, no limite, quase acima da inflação ou algo melhor: depende da composição da carteira.

Agora, antes de falar de pseudo-conceitos científicos – mas populares entre jornalistas, políticos e economistas ignorantes – pense um pouco: a quem interessa uma taxa de juros alta? E olha que eu nem falei da inadimplência e outros fatores. O fato é que é o governo, sim, um dos grandes responsáveis pela elevada taxa de juros e isto não é porque o Banco Central é autônomo, independente, magnético ou diabético. Mais do que isso, todo chorão que reclama de juros altos os adora quando é hora de receber rendimentos de fundos de aplicação. Sim, boa parte dos chorões é hipócrita e mentirosa, mas há os que são enganados por este discurso…até hoje.

Por que o governo gasta? Por que tudo isto? Bom, isto é outra discussão. A de hoje é apenas esta: lembrar a você que a “ganância” do “capitalismo” é exatamente o que faz seu professor – que maldiz o mercado – aplicar nos fundos que aplica. Não tem nada demais nisto. Além disso, o governo, que ele tanto ama, é o mesmo que gera juros altos. Olha, eu nem falei da insegurança que ataques ao banco central por parte de gente que deveria defendê-lo, ou seja, gente do governo, causam nas taxas de juros. Mas eu explico rapidinho com um exemplo.

Suponha que eu seja o cara mais confiável do bairro e que os pais me pedem para buscar seus filhos na escola. Carona solidária.Tudo vai bem até que um dos pais que topou o arranjo espalha o boato de que maltrato a meninada ou que sou um pedófilo. Veja, não é alguém de fora que diz isso, mas um dos pais envolvido no acordo informal. 

Ele põe em cheque minha capacidade de ajudar os pais trazendo seus filhos de volta para casa. O que acontecerá? Terei que gastar meu tempo desfazendo boatos. Talvez tenha até que cobrar para buscar os meninos e criar um contrato legal – aumentando custos – para mostrar que sou uma pessoa confiável. No limite, posso até perder amigos, mas o fato é que o custo de continuar fazendo o transporte aumentará. 

Bem, um banco central cuja autoridade é questionada por quem está no governo só tem duas opções: assumir que é o que não é e curvar-se ao governo ou mostrar que é autônomo e…aumentar os juros.

Estamos conversados?

Uncategorized

Federalismo fiscal e dotações…na história econômica do Brasil

Endowments, fiscal federalism and the cost of capital for states: evidence from Brazil,1891-1930
ANDRÉ C. MARTINEZ FRITSCHER and ALDO MUSACCHIO

There is a large literature that aims to explain what determines country risk (defined as the difference between the yield of a sovereign’s bonds and the risk free rate). In this article, we contribute to the discussion by arguing that an important explanatory factor is the impact that commodities have on the capacity to pay. We use a newly created database with state-level fiscal and risk premium data (between 1891 and 1930) to show that Brazilian states with natural endowments that allowed them to export commodities that were in high demand (e.g. rubber and coffee) ended up having higher revenues per capita and lower cost of capital. We also explain that the variation in revenues per capita was both a product of the variation in natural endowments (i.e. the fact that states cannot produce any commodity they want) and a commodity boom that had asymmetric effects among states. These two effects generated variation in revenues per capita at the state level thanks to the extreme form of fiscal decentralisation that the Brazilian government adopted in the constitution of 1891, which gave states the sole right to tax exports. We also run instrumental variable estimates using indices of export prices for each state. These estimates confirm our findings that states with commodities that had higher price increases had lower risk premia.

Por isso é que eu gosto de história econômica: dotações, federalismo e testes de hipóteses…tudo isto em um só texto. Muito bom.