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Em tempos de ignorância, uma brisa de sobriedade não faz mal a ninguém.

Primeiro, a ignorância:

Agora, a brisa de sobriedade:

Sem título

Entra eleição, sai eleição e eles sempre estão lá. Parece piada, mas não é. Ainda existem pessoas que caem nesse tipo de conversa e defendem veemente a luta contra “o capital”. Justo ele que emprega, gera renda, movimenta a economia e ainda financia “o estado”. Só o que a Vale já pagou de impostos ao governo brasileiro supera, e muito, todo o faturamento que um dia ela já teve sendo uma estatal.

Não precisa ser um apaixonado pela iniciativa privada, mas dizer que ela faz mal tende ao absurdo. Nem mesmo o estado acredita nisso, afinal, o que seria dele se não fossem as empresas? Seria ele capaz de criar o mesmo número de emprego e gerar o mesmo nível de renda? Seria ele capaz de desenvolver os mesmos remédios, as mesmas pesquisas, os mesmos avanços? Não e, mais uma vez, nem mesmo ele acredita nisso.

Bom, passado esse momento de sobriedade vamos a algumas breves explicações à respeito do meu desaparecimento. Não imaginei que trabalhar fosse tomar tanto o meu tempo e tanto a minha cabeça e, para piorar a situação, deixei para tirar carteira de motorista só agora e estava no limite do cansaço e da pressão para resolver isso logo. Graças a Deus deu tudo certo e as coisas estão voltando ao normal. Agora é colocar a vida em ordem e isso inclui voltar a publicar mais aqui.

Então é isso. Quando ver o vídeo acima e pensar que não há motivos para ter esperança, olhe para o gráfico de dispersão logo abaixo e lembre que ainda há motivos para sorrir.

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Quer entender, de verdade, o que é a “independência/autonomia” do Banco Central?

Tem gente fazendo propaganda na TV buscando espalhar medo e desinformação. O tema? Banco Central.

Eu poderia ficar calado e não falar nada. Mas, infelizmente, é uma área que entendo. Estudei muito mais tempo que qualquer um dos candidatos à presidência na área de Economia para dizer que há muita mentira e besteira sendo dita. Ponto.

Então vamos fazer assim: ouça o Alexandre e depois, se tiver dúvidas, posso indicar referências bibliográficas para você se aprofundar nos estudos.

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Grandes momentos dos estudos raciais no Brasil: vocês são racistas, que se entendam!

Ah, o racismo…

De maneira que as cidades do período colonial funcionam como poderosos centros de seleção e concentração dos elementos brancos superiores. São êsses elementos superiores que, deslocando-se para o campo e entrando na aristocracia rural, concorrem para assegurar a esta classe o alto coeficiente ariano e eugenístico, que tanto a distingue nessa época (…). [Oliveira Vianna, Evolução do Povo Brasileiro, José Olympio Editora, 1956 (4a edição), p.143]

Honestamente, o que ainda me surpreende é o grau de popularidade que estas idéias ainda encontram entre o povo deste país. Sei de um professor universitário cujo aluno criticou a miscigenação da sociedade brasileira porque a mesma atrapalhava a evolução da mesma.

Claro, há um lado muito engraçado em trechos como este aí no alto. Não há como não rir desta pretensão de que haveria algo como grupos raciais com temperamentos próprios. Aliás, “raças” e ironia são duas palavras que me remetem prontamente ao famoso folclorista Câmara Cascudo.

São calouros, lá se entendem!

oliveira
“Eu usaria uma saia em protesto por algum amigo eugenista…”

Câmara Cascudo nos explica a origem da expressão popular São brancos, lá se entendem, ainda hoje em voga (mas muito menos do que posso me lembrar…). Segundo ele, origina-se de uma discusão entre um capitão e um soldado no Rio de Janeiro, no século XVIII. Narra-nos o autor:

O Capitão Manuel Dias de Resende, do Regimento dos Pardos, fora desrespeitado por um seu soldado. Queixando-se ao Comandante do Terço, Major Melo, português cioso da prosápia, mereceu a zombeteira resposta: Vocêis são pardos, lá se entendam! O capitão procurou o Vice-Rei, narrando a indisciplina da praça e a sentença do major. Luís de Vasconcelos e Sousa [o vice-rei] mandou chamar o Major Melo, obtendo a confirmação, mandou-o recolher preso. Preso, eu? E por quê? – Nós somos brancos, cá nos entendemos, informou o futuro conde de Figueiró. A resposta do Vice-Rei (…) teve uma imensa repercussão em simpatia, comentada com aplausos e tornou-se frase feita, empregada nas oportunidades. E não desapareceu. [Cascudo, L da C. Locuções tradicionais no Brasil. Belo Horizonte, Itatiaia, 1986, p.63]

Pois é. Nem a expressão desapareceu, nem os pardos, os brancos e os demais. Nem os calouros e os estagiários, estas pestinhas…