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Faraós e séries de tempo

Bacana este resumo sobre uma série famosa: a do rio Nilo.

Bacana demais, né? Dá uma lida lá que vale a pena.

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Enquanto isto, no laboratório de Econometria do Edifício Baxter…

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É, pessoal, este é um erro comum dos alunos em laboratórios. Eles começam a usar programas como o Stata, o Eviews, o R, o Gretl, o EasyReg (ah, cansei, dá um google aí) e, claro, querem importar os dados das planilhas.

Ocorre que as planilhas estão configuradas para o sistema regional da selva brasileira. Aqui, um número como “dez mil” é escrito como 10.000,00. Entretanto, os programas econométricos são configurados para a língua inglesa e, portanto, o “dez mil” aí tem que ser escrito como 10,000.00. Em outras palavras, é exatamente o contrário.

Geralmente, uma rápida conferida inicial dos dados é suficiente para corrigir o erro mas, como de costume, sempre existe um aluno que não presta atenção no que você fala (umas vinte vezes) ou no que o colega do lado fez (corretamente). Aí ele importa os dados e não faz um gráfico para dar uma olhada (ou faz, mas é como se não o fizesse porque, sabe como é, dá preguiça pensar…). Depois de toda esta epopéia (na qual fiz várias observações para ver se o leitor percebe a variedade de problemas que um pouco de desatenção pode causar), ele te pergunta se os dados estão certos.

Ben Grimm, a esta altura, já teria dado uns socos na mesa mas a dica é: mude a configuração regional do seu sistema operacional. Vai te dar menos dor de cabeça.

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Econometrias…

De vez em quando a gente pára para pensar no que se passa em aula e é surpreendente perceber que adotar a última edição do livro do Stock & Watson (a terceira, em inglês porque a editora parece não ter decidido renovar a tradução, o que é uma pena…) mostrou-se acertada.

Quero dizer, todo mundo que quer estudar continua querendo e quem não quer continua lutando contra o esforço. Isto não mudou. Mas os temas dos capítulos são muito bons e quem curtia Econometria, mas não entendia bem o que fazer, tem elogiado a escolha. Afinal, exemplos criativos não faltam.

Tivemos o debate do desempenho dos alunos com o tamanho das classes, o exemplo dos bandidos capturados por conta do America’s most wanted (um show da Fox), a questão da lei seca e, agora, vamos começar um sobre discriminação racial (e olha que eu nem sabia que a torcedora do Grêmio iria fazer aquela macacada toda com o time). Sem falar que ainda vou passar um exercício em painel com os dados do artigo do Donahue e co-autor sobre porte de armas e crimes.

20140905_170248Ou seja, os temas das aulas não poderiam ser mais diversificados. Claro que dependendo do aluno, a discussão pode morrer na praia, mas vejo que há pessoas interessadas em um ou outro destes temas. Aliás, como ser humano e não ser afetado por algum (ns) destes temas? Quase impossível. E eu ainda falei da questão dos chefs em sala hoje (aquele post que, surpreendentemente, fez um certo sucesso ontem), o que nos deu mais material para discutir. Até Bolsa-Família e Copa do Mundo vão entrar nesta discussão uma hora destas (a Copa, provavelmente, em Econometria II, para qualificar um pouco a história do choque exógeno…). Claro que, um dia destes, as pessoas vão perceber que a econometria e a história econômica também caminham juntas e, então, bem, quem sabe?

Fico imaginando o que teria acontecido se eu tivesse sido o professor de Econometria do Pedro Sant’Anna na época e existisse Econometria III. Será que ele teria escolhido se especializar em séries de tempo? Ou não?

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Resumo de argumentos malucos

Mansueto mostra bem como é uma tentativa de diálogo com certas pessoas que se auto-denominam “críticas” (como se “criticar” fosse um verbo carregado de conteúdo bondoso, generoso, etc). O diálogo é com pessoas que não pensam, mas já torcem por certos políticos. Ah sim, é um diálogo sobre economia, assunto no qual posso conversar com relativa tranquilidade, pois é minha área.

Olha, Mansueto resume bem boa parte do que irrita. Ainda bem que existem professores de Economia sérios para corrigir o que os professores de Economia ruins e estes torcedores desensinam por aí. Este é um outro bom aspecto do pluralismo: o que os ignorantes disseminam pode ser corrigido pelo que ensinamos. Claro, é uma escolha permanecer na ignorância, mas a vida, geralmente, mostra que as pessoas preferem diminuir sua própria ignorância ao longo do tempo. Assim, pelo menos, é como penso.