Uncategorized

Sorin era o cara!

Culinária e Cultura

Calma, embora o Cruzeiro seja o melhor time do Brasil, estou falando de outro Sorin.

Municipal officials here are trying to give people a real taste of this city’s history by reproducing European sweets once eaten by local feudal lord Otomo Sorin (1530-1587).

(…)

Mainly using ingredients that have been used for centuries, such as honey, brown sugar and kinako (roasted soybean flour), they produced a variety of sweets, such as “pao-de-lo,” the prototype of castella. They refrained from using materials, such as leavening agents, which did not exist in those days.

“Based on historical facts, we want to make delicious sweets,” said Kikuya Co. President Haruo Saito.

The city government plans to offer samples to citizens in the “Oita Seikatsu-Bunka-Ten” (Oita life and culture exhibition) to be held in the city in October.

Pois é, gente. Quem admira a cultura japonesa deve admirá-la por algo muito maior do que uma suposta “pureza” de mil anos. Cultura é sempre algo dinâmico e tem tudo a ver com o desenvolvimento de instituições e, portanto, com o desenvolvimento econômico. Bom, mas isso você, leitor frequente do blog, já sabe. O que você não sabia, talvez, é que o bolo Castella, tão frequente nas lojas da Liberdade, é, de certa forma, o resultado de uma espontânea – no sentido hayekiano de ordem espontânea – troca de influências culturais aqui e lá.

A ironia da história – digo isto porque sempre me lembro dos preconceitos – é pensar que, enquanto alguns condenam a cultura portuguesa por nossos males históricos, a mesma cultura portuguesa foi uma influência importante para a sociedade japonesa.

Da Macro para a Micro

Quem não acredita em microfundamentos – ou que o indivíduo é a noção última na análise científica das trocas – não deveria levar o que eu digo a sério, não é? Afinal, basta uma variável dummy na regressão com países para você falar que o impacto das instituições portuguesas não é importante.

Infelizmente, para os preconceituosos e pesquisadores sérios, não é tão simples. Estudos de caso são importantes também e, quando analisamos a História Econômica em eventos específicos, nem tudo que parece em macro o é em micro e, eu arrisco, em realidade. Afinal, uma dummy pode ser uma escolha errônea para se mensurar um fenômeno, como já mostraram diversos economistas famosos.

Conclusão

Conclusão? Eu quero é voltar ao Japão para comer um bolo Castella de lá.

Ô, portuga, manda um quindim aí, vai!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s