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Multiplicadores do Gasto Público no Brasil

Tema ao qual já me referi como importante – não que isto não seja óbvio, mas num país em que a galera cai em qualquer lero-lero, é bom lembrar sempre… – aparece aqui, no seminário que ocorrerá lá em São Paulo, na EESP. Veja só os resultados do artigo.

O resumo:

RESUMO
O trabalho quantifica e compara os impactos macroeconômicos de diferentes tipos de gastos públicos – compras de bens e serviços, investimentos, transferências sociais e gastos com o funcionalismo público –, sob diferentes regras fiscais, dentre as quais regras que exigem a manutenção permanente do equilíbrio orçamentário. A análise está baseada em um modelo DSGE de médio porte adaptado e calibrado para a economia brasileira. O modelo incorpora um setor público detalhado e considera explicitamente a existência de emprego público. Os principais resultados obtidos são: (i) sob as regras de ajuste fiscal baseadas no aumento da taxação, o maior efeito positivo sobre o PIB no curto prazo está associado ao aumento do emprego público, enquanto o efeito mais negativo está associado às transferências sociais; (ii) sob as regras de ajuste fiscal baseadas na redução de algum item de despesa, nenhum tipo de gasto público gera impacto positivo significativo no PIB no curto prazo; (ii) no médio prazo, o melhor caminho para ampliar o PIB é via aumento do investimento público, que pode apresentar multiplicadores substancialmente superiores a 1, a depender da regra fiscal em uso; (iv) a maioria dos itens de gasto público caracteriza-se por multiplicadores pouco significativos ou negativos sob a política de equilíbrio orçamentário permanente, mas positivos sob a política de ajuste fiscal defasado e parcial; (v) o aumento das transferências sociais está associado a multiplicadores invariavelmente negativos; (vi) a adoção de regras fiscais muito rígidas baseadas no aumento da taxação distorciva pode levar à redução do PIB concomitantemente a uma elevação da inflação, dado o impacto da maior taxação do capital sobre os custos de produção.

Não li o artigo ainda – e obrigado aos autores por tentar responder à grande pergunta relevante para todos os que se preocupam com o tema – mas os resultados não são lá os mais otimistas relativamente ao discurso da equipe econômica, não?

Um comentário em “Multiplicadores do Gasto Público no Brasil

  1. O item 1 é o efeito funcionalismo. Apenas é percebido um aumento da arrecadação e folga orçamentária (e o limite com pessoal cai, já que é sobre RCL) há uma grande movimentação da máquina para aumentar concursos e salários. Na competição pela apropriação fiscal, a burocracia ganha.

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