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Capital Humano, circa 1970

20140816_110813-002Não sei precisar ao certo quando foi, mas sei que a formação do capital humano começa em algum momento para todos nós de maneira mais sistematizada, pensada e organizada. Em algum instante, algum nano-instante, uma nova e maravilhosa sinapse se inicia, com novos elementos: é quase um novo-nascer, sabe?

Depois de um tempo – e a novidade do uniforme, da merendeira – os rostos diferentes, brincadeiras que exigem um pouco mais de algumas habilidades que não necessariamente sabíamos ter (ou que não direcionávamos, digamos, de certa forma).

Alguém ajudou a criança a ver diversão em uma sala de aula. Foi lá, em tempos passados, circa 1970. Depois, sempre depois, seguiu a mesma criança em frente, por caminhos nem sempre cômodos ou fáceis. Onde será o fim disto tudo? Não sei. Só sei que terminará um dia, quando o bombeamento de sangue cessar, por um motivo ou por outro.

De qualquer forma, às professoras da época, meu muito obrigado e…………………voltamos à programação normal.

 

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Ipês

Eu e mais outros enviamos fotos de ipês para este blog…que as publicou. É isto aí. Belo Horizonte tem muitos problemas, mas há alguma beleza no ar (embora efêmera e que cai ao chão com o vento, dando lugar a outras belezas, feiúras, também efêmeras, que caem…).

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Multiplicadores do Gasto Público no Brasil

Tema ao qual já me referi como importante – não que isto não seja óbvio, mas num país em que a galera cai em qualquer lero-lero, é bom lembrar sempre… – aparece aqui, no seminário que ocorrerá lá em São Paulo, na EESP. Veja só os resultados do artigo.

O resumo:

RESUMO
O trabalho quantifica e compara os impactos macroeconômicos de diferentes tipos de gastos públicos – compras de bens e serviços, investimentos, transferências sociais e gastos com o funcionalismo público –, sob diferentes regras fiscais, dentre as quais regras que exigem a manutenção permanente do equilíbrio orçamentário. A análise está baseada em um modelo DSGE de médio porte adaptado e calibrado para a economia brasileira. O modelo incorpora um setor público detalhado e considera explicitamente a existência de emprego público. Os principais resultados obtidos são: (i) sob as regras de ajuste fiscal baseadas no aumento da taxação, o maior efeito positivo sobre o PIB no curto prazo está associado ao aumento do emprego público, enquanto o efeito mais negativo está associado às transferências sociais; (ii) sob as regras de ajuste fiscal baseadas na redução de algum item de despesa, nenhum tipo de gasto público gera impacto positivo significativo no PIB no curto prazo; (ii) no médio prazo, o melhor caminho para ampliar o PIB é via aumento do investimento público, que pode apresentar multiplicadores substancialmente superiores a 1, a depender da regra fiscal em uso; (iv) a maioria dos itens de gasto público caracteriza-se por multiplicadores pouco significativos ou negativos sob a política de equilíbrio orçamentário permanente, mas positivos sob a política de ajuste fiscal defasado e parcial; (v) o aumento das transferências sociais está associado a multiplicadores invariavelmente negativos; (vi) a adoção de regras fiscais muito rígidas baseadas no aumento da taxação distorciva pode levar à redução do PIB concomitantemente a uma elevação da inflação, dado o impacto da maior taxação do capital sobre os custos de produção.

Não li o artigo ainda – e obrigado aos autores por tentar responder à grande pergunta relevante para todos os que se preocupam com o tema – mas os resultados não são lá os mais otimistas relativamente ao discurso da equipe econômica, não?