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Matriz Sanduíche em R – Dica R do Dia (a segunda de hoje)

O mais bacana deste texto é saber que um brasileiro tem contribuições à literatura. Caso você não se lembre do tópico, volte ao seu primeiro curso de Econometria. Certamente seu professor falou das matrizes sanduíche (embora possa ter falado sobre o tópico com outros nomes…).

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Dica R do Dia – head() e tail()

Muitas vezes, após importar uma base de dados extensa no R, queremos fazer uma checagem inicial. Por que? Porque por mais que a gente pense que preparou o arquivo inicial (eu uso muito arquivos .csv), sempre pode haver um erro.

Eu sempre uso o comando head para ilustrar como eu checo os meus dados. Eis aí o exemplo.

> head(pib)
year production_per_person_ml GDP_capita_1990
1 1925 2416 1885.16
2 1926 2432 1871.58
3 1927 2365 1869.77
4 1928 2590 1992.37
5 1929 2588 2025.73
6 1930 2313 1850.39

Entretanto, você pode ficar em dúvida quanto ao final da base pois muita gente esquece de apagar alguma linha explicativa lá no arquivo salvo em .csv. Bem, eis o comando necessário.

> tail(pib, n=3)

year production_per_person_ml GDP_capita_1990
30 1954 4507 2581.87
31 1955 4567 2770.75
32 1956 5123 2947.87

Dica do dia boa, não?

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Regressões espúrias: produção de cerveja e pib no Japão

Vejam que bela correlação positiva.

japaocerveja

Viu os eixos? A base de dados é de 1925-1956, ou seja, são dados no tempo. Dados anuais. O PIB per capita, claro, vem da base do falecido Maddison. Já a produção per capita de cerveja no Japão (em mililitros), sim, isso mesmo, vem do meu recém-comprado Brewed in Japan de Jeffrey Alexander, que promete ser uma fonte de leitura sobre esta deliciosa estrutura de mercado das mais interessantes (para quem curte uma boa cerveja).

A regressão dá um belo ajuste (mesmo com a correção de Newey-West). Abaixo, a saída sem a correção e, em seguida, com a mesma.

Sem Newey-West:

Coefficients:
Estimate   Std. Error     t value   Pr(>|t|)
(Intercept)     -5.1943   1.2647      -4.107     0.000271 ***
log(pib_pc)    1.7036   0.1648       10.335    1.45e-11 ***

Signif. codes: 0 ‘***’ 0.001 ‘**’ 0.01 ‘*’ 0.05 ‘.’ 0.1 ‘ ’ 1

Residual standard error: 0.1979 on 31 degrees of freedom
Multiple R-squared: 0.7751, Adjusted R-squared: 0.7678
F-statistic: 106.8 on 1 and 31 DF, p-value: 1.451e-11

Com Newey-West:

z test of coefficients:

Estimate     Std. Error     z value    Pr(>|z|)
(Intercept)     -5.19427     3.04829      -1.7040    0.08838 .
log(pib_pc)    1.70360      0.39997      4.2593     2.051e-05 ***

Signif. codes: 0 ‘***’ 0.001 ‘**’ 0.01 ‘*’ 0.05 ‘.’ 0.1 ‘ ’ 1

Pode ser uma regressão espúria? Eu diria que sim, embora não seja tão fácil dizer isto dada a pequena extensão da base de dados. O teste, claro, passa pela análise do resíduo da regressão. De qualquer forma, é o sonho de todo estudante de Economia, não? Sem falar na elasticidade-renda de 1.7 (embora a variável seja produção per capita, não consumo…).

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A crise de 2008 contagiou a América Latina? + Momento R do Dia: como importar os dados do Bovespa para o R?

Ainda citando o último número do International Advances in Economic Research, eis um artigo sobre a crise de 2008 e a América Latina.

Spillover Effects of the 2008 Financial Crisis in Latin America Stock Markets
Jae-Kwang Hwang

Abstract

This paper examines the transmission of the 2008 US financial crisis to four Latin American stock markets using daily stock returns from 2006 to 2010, analyzing before, during and after the 2008 financial crisis. The empirical evidence presents a financial contagion by showing persistently higher and more volatile pair-wise conditional correlations during the crisis period. This indicates there are structural changes in mean and volatility of the correlation coefficients due to the 2008 financial crisis in Latin American markets. The results here could be useful in international portfolio diversification decision-making in Latin American region. In addition, the predicting the volatility in different markets could be a useful input for reducing financial instability in crisis episodes to policy makers.

Mudança importante ou não? Em outras palavras, a crise de 2008 teve algum impacto nos mercados financeiros da selva, digo, América Latina? Para responder a esta pergunta, o autor analisa o mercado de ações e, aí, obviamente, faz uso da vasta caixa de ferramentas disponível para Finanças.

Como se pode ler no artigo – estou quase fazendo uma tradução livre – os países analisados foram a Argentina, o Brasil, o Chile e o México, com dados diários de Jan/2006 a Dez/2010. O autor se faz duas perguntas: primeiro, quer saber se houve contágio e, segundo, quando o contágio ocorreu e quanto tempo durou. A fonte de dados foi esta. Aliás, é uma fonte de dados que você importa para o R em instantes usando alguns dos pacotes mais comuns (uma dica é esta).

Agentes são racionais? Na página 320, em meio à análise, lê-se:

Thus, the subprime crisis in the U.S. did not change pair-wise correlations of the US and Latin American stock markets. However, as time passes and investors begin to follow more reputable and sophisticated investors. At that moment, any available public news is interpreted as information for the entire region, then leading to more uniform behavior and resulting in higher correlations among the markets.

Por definição, agentes não-racionais não maximizariam, né? Mas, como esperado, não é o que parece ter ocorrido.

Ah sim, para o nosso Momento R do Dia, a dica de como obter os dados do Bovespa diretamente do Yahoo Finance. O pacote usado é o Quantmod.

#install.packages("quatmod")

library(quantmod)

getSymbols("BVMF3.SA",src="yahoo")
           
chartSeries(BVMF3.SA, subset='last 6 months')
addBBands()

O primeiro comando carrega o já instalado pacote “quantmod” (caso contrário, você terá que instalar primeiro, o que é fácil. Apenas retire o “#” que se encontra antes do comando de instalação). Depois, para cada linha, digite “Ctrl+R” (que é o comando para se executar linhas de comando em R). Ah sim, cada linha é auto-explicativa, não?

Bem o resto é com você. Em caso de dúvidas, veja este help bem didático.

O gráfico obtido é bonito, não é?

chique

 

 

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A arte, ah, a arte…(ou seja: a economia da arte!)

2981_02ChmielinskiSannaEis aí um artigo que tem um tema interessante: a economia da arte! Para você ter uma idéia sobre o objetivo específico do estudo, veja o resumo.

An Application of Hedonic Regression to Evaluate Prices
of Polish Paintings
Dorota Witkowska

Abstract

As the global financial crisis hit the world-wide stock markets, investors looked for alternative investments to diversify their portfolios. One of the more attractive alternate investment opportunities has been investment in art. However, in order to consider artworks as investment assets, the performance of the artworks must be evaluated in order to compare it to other financial instruments. Therefore, hedonic art price indexes are constructed for different art markets. The art market in Poland is characterized by a limited scale since it has only been developing since 1989. The aim of our research is evaluation of the hedonic art price indexes for Polish paintings. Hedonic regression models are estimated using data from auctions of paintings that took place in Poland in the years 2007–2010

É ou não é um tema interessante? Afinal, como diz a autora na conclusão, o mercado de arte é uma fonte de segurança para os investidores. Eis aí a função (social?) da arte: servir como opção para que uma pessoa se proteja contra crises e momentos de recessão ou depressão. Para o caso da amostra da autora, que diz respeito à economia polonesa:

Considering the situation of the art market, one may notice that decline of art prices became visible in 2009, while the main index of the Warsaw Stock Exchange—WIG decreased by 51 % (in 2008 in comparison to the previous year). As a result of the financial crisis in 2010, the decline of WIG was by 15 % in comparison to the year 2007. In that period the decrease of art prices was only 12.8 % for the naive index, and 7.2 % for the average hedonic index. This observation justifies the opinion that art can be treated as a safe asset class.

É uma função importante, não?