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Dia dos Pais para quem não é pai: uma lágrima pelos que não querem criar seus filhos, mesmo tendo dinheiro para tal

No Dia dos Pais, ontem, eu me lembrei da importância do papel destes que pode ser extremamente destrutivo ou não, como citado, por exemplo, no artigo destes dois autores. Pais não são deuses, mas são heróis porque, justamente, diante de tantas adversidades, fazem o que podem para criar filhos que sejam cidadãos.

De nossa parte, cuidamos do ensino técnico. Não são os professores os responsáveis por “cuidar da namorada” do aluno, “ver se há drogas embaixo da cama” do aluno ou “ensinar bons modos” ao aluno. Isso é responsabilidade exclusiva dos pais e, aqueles que fogem deste marco da evolução humana, devem é levar punição e não terem seus filhos terceirizados ao Estado ou às escolas.

Tem gente que não aproveita a oportunidade maravilhosa de ser pai e tenta terceirizá-la. E ainda quer ganhar presente por não trabalhar no que deveria ser sua obra-prima: a educação dos filhos(as). No Dia dos Pais, a gente comemora os bons exemplos e também chora por aqueles que destroem seus filhos com maus exemplos e comportamentos incrivelmente pouco dignos da condição humana. Como distinguir?

Bom, uma coisa é ser humano e, claro, errar é humano. Mas outra, diferente, é se achar não-humano, mais poderoso ou divino. Este não é um erro simples, mas grotesco, cruel e estúpido. Antes de jogar a culpa no professor, no governo ou no guarda de trânsito, meu caro pai, ponha a mão na cabeça e procure em si mesmo os motivos para júbilo ou para arrependimento. O mundo não é perfeito, mas você não precisa ajudar seu filho a ser um monstro.

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Abenomics – confiança do consumidor

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Clique na imagem para ampliar

Pois é, pessoal. O assunto – falo do consumo, em geral – voltou a ser pauta no início do novo semestre e, portanto, vale a pena falar destes indicadores por aqui. Para não correr o risco de ser demitido por ser pessimista – sabe como é, o governo não está nem aí para o plágio, mas não pode ouvir uma análise pessimista que fica nervoso, acha que 13 – 4 é 7 e apela – vamos falar da economia japonesa. Aliás, o Primeiro-Ministro esteve por aqui, no início de Agosto (dia 02 ou 03), então vale a pena voltar ao tema.

Repare que, em termos das expectativas do consumidor, as coisas não estão lá aquelas coisas. O aumento do imposto já se incorporou – imagino – na realidade dos consumidores e, agora, o que o Primeiro-Ministro necessita fazer é mostrar que sua meta de crescimento com inflação de 2% ao ano é factível. Diante disto, há um certo pessimismo quanto às reformas microeconômicas (o mesmo problema que todo governo enfrenta…ou seja, macroeconomista que despreza microfundamento precisa queimar o diploma, né?) para flexibilizar o mercado de trabalho.

O indicador, per se, ainda nos diz muita coisa. Uma boa análise descritiva pode ser feita com a série que está disponível aqui. Olha só o que vem acontecendo com o indicador ultimamente:

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Novamente, clique na imagem para ampliar. O que a tabela nos mostra é que o índice de confiança, já dessazonalizado, não sai muito do lugar desde 2013. O gráfico nos mostra isto. Ele parece estar estacionário em torno dos trinta e muitos e quarenta e poucos, não? Em uma escala logaritmica, provavelmente, teríamos uma visão melhor disto mas, veja só, tenho que entrar em sala daqui a pouco.

Ah, veja que tem mais colunas na tabela e você pode, obviamente, analisar os componentes do índice. Como dizem lá nos EUA, be my guest.