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Acabou o mimimi pterodoxo: corrida aos bancos também tem equilíbrio!

Foi o Laurini, aquele danado, que viu primeiro e publicou, mas eu replico aqui a ótima notícia.

O artigo “Run theorems for low returns and large banks”, escrito pelo professor Jefferson Bertolai, do Departamento de Economia da FEA-RP, em coautoria com Ricardo de Oliveira Cavalcanti e Paulo Klinge Monteiro, do EPGE/FGV, foi publicado na revista Economic Theory, A1 no Qualis CAPES na área de Economia.
No artigo, os autores demonstram a existência de equilíbrio em casos de corrida bancária. Até então, dentro da literatura existente, não havia prova matemática da existência de equilíbrio em casos de retiradas em massa de recursos bancários.

Obviamente, vai começar o mimimi pterodoxo número dois, que é o famoso: “mas isso é só matemática, não entendo nada, logo, não é relevante porque sou muito inteligente” (coloque hífens para ler com aquele gostinho especial). O fato é que o artigo é muito importante e tem implicações teóricas que precisamos começar a entender melhor a partir de agora.

Antes de sair por aí com um panfleto dizendo que “matemática não é economia” ou que “economia é muito abstrata e precisamos ler o Piketty”, sente e estude, meu amigo. Você poderá se tornar um ser humano melhor amanhã…

Ah sim, não conheço nenhum dos autores, mas lhes pagaria uma cerveja artesanal por esta publicação. Parabéns!

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Mercados geram cultura? A resposta é inequívoca: sim!

Leia esta ótima matéria para ver como o comércio gera cultura. Trata-se de uma das matérias de um especial do Asahi Shimbun sobre o chá verde e a trajetória de um piloto kamikaze (que, ironicamente, sobreviveu à guerra).

Eu sei que muita gente é emporiofóbica e acha que mercado destrói cultura. Trata-se de um preconceito bem sedimentado em muita cabeça de meninos e meninas que andam por aí, pelos colégios, desarmados diante da ignorância. Mas o fato é que trocas voluntárias (sim, este é outro nome para trocas de mercado, a despeito do que te disseram nos “supostos” livros de história do ensino médio) geram cultura.

Claro que é verdade que o advento do Caminho do Chá (esta arte japonesa inventada a partir do chá verde trazido da China), uma vez admirado, roubou público do que quer que existisse antes, mas aí não é uma destruição de cultura, mas a criação de uma nova forma de se agregar valor ao chá (o prazer de se beber chá não precisa ser preservado em sua pior forma, a não ser que alguém o queira…e se o quer, que não obrigue os outros, mas faça-o para si).

A diversidade cultural vem do fato de que sempre há quem discorde deste ou daquele aspecto de uma determinada forma de se fazer algo – no caso, tomar chá – e é por isto que a arte nipônica do chá não é unanimidade mas, nem por isso, deixa de ser admirada.

A propósito, pode ser que você queira mesmo é fazer uma super-panqueca de chá verde, esquecendo-se desta conversa toda. Bem, isso não é difícil e a receita está aqui.

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Por que mudanças marginais? – a justificativa conservadora

Meu amigo – e ex-patrão – Afonso, presenteou-me, outro dia, com o As idéias conservadoras de João Pereira Coutinho. Como já li de Karl Marx e Adolf Hitler a Thoreau passando por Anuários do IBGE e Zé Carioca sem preconceito algum, não seria com este livro diferente, né? Há quem me chame de conservador, embora eu ainda afirme que sempre achei minha autocrítica bem ruinzinha.

Voltando ao livro, o Coutinho nos lembra de um ponto que já foi muito bem explicado por Hayek em vários de seus textos: a questão da imperfeição humana. Por que devemos ser cautelosos quanto a projetos de mudanças amplas e ambiciosas? Nossa imperfeição.

Somos imperfeitos, intelectualmente imperfeitos, não porque tenhamos nascido livres e nos encontremos aprisionados em toda parte (a célebre proclamação de Jean-Jacques Rousseau que não é mais do que a corruptela bíblica sobre a queda do homem), mas porque a complexidade dos fenômenos sociais não pode ser abarcada, muito menos radicalmente transformada rumo à perfeição, por matéria tão precária. [Coutinho, J.P., As Ideias Conservadoras explicadas a recolucionários e reacionários, Três Estrelas, 2014, p.34]

É incrível como esta idéia simples ainda não tenha gerado maior cautela por parte de mais gente, independentemente de seu posicionamento no espectro ideológico. A arrogância humana e a má fé dos vendedores de sonhos nunca tiveram muito valor (lei da escassez, claro!), mas minha impaciência com a espécie (supostamente humana) sempre me deixa cansado de tanta lentidão para optarmos por soluções mais, digamos, “pé no chão”.

Seja você um liberal (libertário) ou não, este é um ponto que não deveria ser ignorado em suas análises da realidade. Afinal, somos todos imperfeitos e é por isto que você termina este meu texto achando que ele poderia ter sido escrito de forma mais talentosa. Poderia mesmo.

 

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Estatísticas municipais

O Mansueto divulgou, mas eu quero reforçar (criticamente): este site é uma ótima fonte de dados municipais e você deve usá-lo. Contudo é limitado. A série histórica é curta, embora haja mais dados na fonte original (o Tesouro, cuja página ficou bem mais confusa, infelizmente, mas você acha os dados lá). Além disso, os indicadores que se mostram lá são apenas alguns dos indicadores que se podem construir.

É uma ótima iniciativa, como já disse o Mansueto. Só faltou estender a série histórica e detalhar mais os dados, na minha opinião.