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No tempo da hiperinflação…

2-19Viu como era a vida do garoto no Brasil da hiperinflação? A caderneta de poupança é anunciada como rendendo “juros e correção monetária”. O leitor que já estudou teoria econômica e, posteriormente, um pouco de história da economia brasileira, deve ter, em sua mente, a noção do real significado disto.

Foram tempos difíceis. Sobre a hiperinflação, já falei dela aqui, exatamente no contexto das revistas em quadrinhos. Entretanto, aspectos microeconômicos dos gibis (sim, gibi é sinônimo de revista em quadrinhos) foram discutidos por mim, neste video-curso sobre A Economia Política dos Gibis.

Desde então eu vou e volto ao tema, como os leitores já devem ter percebido. Mas ao ver esta propaganda, numa das revistas da época, eu não resisti: tinha que comentar, rapidamente, sobre o tema. Para mais detalhes sobre a hiperinflação, veja isto.

 

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Não fique a mimar sua indústria, agricultura, etc… – a importância do antifrágil

Além da emporiofobia mencionada anteriormente aqui, talvez os amantes dos novos conceitos curtam a antifragilidade de Nassim Taleb. Diz o autor:

Basicamente, se a antifragilidade é uma propriedade de todos aqueles sistemas naturais (e complexos) que sobreviveram, privar esses sistemas de volatilidade, aleatoriedade e agentes estressores os prejudicará. (Taleb, N.N. Antifrágil – coisas que se beneficiam com o caos, Best Seller, Rio de Janeiro, 2014, p.23)

 

O que seria a “antifragilidade”? Algo como uma propriedade que se beneficia dos choques e da volatilidade para se aperfeiçoar (um ser humano, por exemplo).

Pois junte-se à emporiofobia o conceito de antifragilidade e fica fácil de se perceber que os conceitos nos remetem a uma questão filosófica mais antiga, relacionada ao temor do desconhecido. Devemos nos proteger do mundo externo? Ou precisamos experimentar choques aleatórios para crescermos?

Acho que Virginia Postrel também falou sobre isso em seu – menos lido do que deveria, creio eu – The Future and its Enemies e, claro, a inspiração importante aqui é Hayek. Será que estamos diante de um momento histórico no qual retornamos a problemas que pensávamos exclusivos do passado?

Vai saber…(assim que eu acabar o gigantesco livro do Taleb eu conto para vocês se há algo interessante nesta história…).

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Enquanto isto, em algum lugar do Banco Central do universo (alternativo) Marvel…

lucas

(Clique na figura para ampliar)

O leitor que tem algum conhecimento de Teoria Econômica certamente identificará (sem ironias econométricas) a crítica (idem) que faço na tirinha acima. Não é preciso ser um gênio da Economia para entender os problemas da arrogância de alguns economistas que acham que entendem mais do que de fato conseguem, mesmo com todo seu potencial, entender.

Já tratei do mesmo tema antes neste blog mas não custa fazê-lo de uma forma, digamos, diferente…

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Um pouco de Nova Economia Institucional

O prof. Aoki deveria ser mais lido pelo pessoal que se diz adepto da Nova Economia Institucional, não acha? Veja que ótimo artigo:

Economic and Political Transitions from Premodern to Modern States in the Meiji Restoration and Xinhai Revolution: A Strategic Approach

Date: 2014-06-19
By: Aoki, Masahiko (Asian Development Bank Institute)
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:ris:adbiwp:0486&r=his
Economists often identify a reduction in the share of agricultural employment as a quantitative indication of the economic growth of nations. But this process did not occur in earnest in the People’s Republic of China until the 1980s and to some extent in Japan until well into the mid-20th century. Were extractive political regimes, commonly regarded as the primary drivers of economic performance, solely responsible for the lateness of these developments? This paper deals with this question from a strategic perspective by examining the interactions between the polity and the economy in both countries. It begins by characterizing the complementary nature of the peasant-based economy and the agrarian-tax state in premodern China and Japan. It then describes how endogenous strategic forces evolved from among the intermediate organizations in each country to challenge the incumbent dynastic ruler in response to the commercialization of the peasant-based economy on one hand and the fiscal and military weakening of the agrarian-tax state on the other. The paper then introduces a three-person game model between a ruler and two challenging organizations, and derives conditions for multiple equilbria and their comparative static. The analytical results help to identify the endogenous strategic forces that led the Meiji Restoration and the Xinhai Revolution to move from a premodern state of play to nation-state building and modern economic regimes in each country.