Uncategorized

DSGE…e um novo livro

The virtue of DSGE macroeconomics is brought out by the following encounter with a frustrated student. He protested that he knew there were many theories of macroeconomics, so why was I teaching him only one? My reply was that this was because only one theory was required to analyze the economy, and it seemed easier to remember one all-embracing theory than a large number of different theories [Wickens, M. Macroeconomic Theory – A Dynamic General Equilibrium Approach, Princeton University Press, 2011, 2nd ed, preface, p.XV]

Nada como uns dias no PPGOM com uma mesa cheia de novos livros que o pessoal comprou para eu me ver, em poucos dias, com um exemplar de um livro de macroeconomia novo em casa. Eu havia folheado o livro e decidido comprá-lo. Agora, ao ler o início do início (o famoso “prefácio”), vejo que minha compra foi acertada.

Sensacional este trecho aí, não?

Anúncios
Uncategorized

Socialismo Real – como funcionam os quase-mercados na terra dos sonhos dos bolivarianos

Um Peugeot 206 ano 2013 é vendido por US$ 91 mil, enquanto um 508 novo chega a custar US$ 262 mil, num país onde não é raro ganhar menos de US$ 20 por mês.

Como isto é possível? Desigualdade social gerada pelos mercados? Pense bem antes de responder a esta pergunta porque o responsável pelo baixo valor dos salários dos cubanos é o governo de Cuba (e também o nosso, no que diz respeito aos contratos flagrantemente desumanos que fez com médicos cubanos, com o surpreendente silêncio dos sempre atentos membros do Ministério Público).

O engraçado é que a matéria não vai até a raiz do problema. Por exemplo, o redator continua:

Por enquanto, a administração pública não fez nada para que os preços cobrados sejam minimamente ajustados à realidade cubana, deixando o mercado de automóveis limitado a alguns poucos endinheirados.

Eu sei que a “administração pública” é a grande responsável pelo fracasso sócio-econômico da ilha. O jornalista que redigiu a matéria, imagino, também sabe. Agora, como é que ele espera que o governo cubano consiga “ajustar minimamente” os preços à “realidade cubana” é-me um mistério. Por que?

Primeiro, pelo óbvio fato de que é o próprio governo (ou, como ele quer, a “administração pública”) o grande responsável pela mudança. Segundo, é lá que provavelmente se encontram os “poucos endinheirados”. Aliás, faltou fazer a pergunta: como é que pode existir alguém “endinheirado” num regime socialista?

Bem, ao contrário do discurso, é exatamente isto que um regime socialista faz. Não, não me refiro às toneladas de livros escritos sobre a igualdade no socialismo. Uma coisa é a publicidade dos intelectuais, outra, a realidade (como é que você acha que eles ganham a vida?). Obviamente, não é novidade para ninguém que assim seja no socialismo. Qualquer um que tenha estudado um pouco da história do leste europeu já deve estar familiarizado com isto. Quem é esta, como diria um porta-voz do governo atual, “elite branca”?

Antigos filhos da classe trabalhadora são os mais afoitos membros da nova classe. Foi sempre o destino dos escravos que seus representantes mais inteligentes e bem-dotados se tornassem seus senhores. Neste caso, uma nova classe dominante e exploradora nasceu da classe explorada (Djilas, M. A Nova Classe, Círculo do Livro, p.45)

Pois é. O jornalista que se espanta com o preço do Peugeot poderia ir além e se perguntar de onde surgiram estes endinheirados. O ex-assessor do Marechal Tito, Milovan Djilas, autor do trecho citado acima, foi bem claro na pista para se descobrir a origem dos “endinheirados” cubanos.

Fullscreen capture 6192014 74720 AM