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Ph.D. Movie – The Sequel?

Ajude o Cham a fazer o segundo filme! Eu já ajudei. Agora sou um pequeno (bem pequeno) financiador deste filme. Já brinquei um tempo com microcrédito no Kiva (acho que por uns três anos). Agora é hora de investir em algo mais interessante cujo retorno é não-pecuniário.

Eu sei, eu sei, você é marxista e acredita no tal “valor trabalho”. Pois é. Mas eu acredito na teoria do valor utilidade e acho que esta sequência do filme vai aumentar muito o meu bem-estar.

Hic Rhodus, hic salta!

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Austríacos com Econometria? – Vida inteligente existe!

Alguns conhecidos “austríacos” estão de luto pelo uso da Econometria, mas eu saúdo este tipo de artigo.

An Empirical Analysis of the Austrian Business Cycle Theory
William J. Luther & Mark Cohen

International Atlantic Economic Society 2014
Abstract
The Austrian economists Ludwig von Mises and Friedrich A. Hayek developed a unique theory of the business cycle. In their view, an unsustainable boom ensues
 when the rate of interest prevailing in the market falls below the natural rate. The boom is characterized not only by an increase in aggregate production but also by a distortion of the structure of production. Similarly, the recession that follows is characterized by a decline in aggregate production as the structure of production is repaired. Hence, the Austrian account of macroeconomic fluctuation stresses the misallocation and reallocation of resources in addition to the overproduction and underproduction of more conventional business cycle theories. In a recent article, Lester and Wolff (Review of Austrian Economics 26(4):433–461,2013) attempt to consider the empirical relevanceof the Austrian view. We argue that the authors’ use of the federal funds rate as anindicator of monetary policy is inappropriate in that it fails to distinguish a low marketinterest rate from a market interest rate that is low relative to the natural rate. Using an estimate of the natural rate provided by Selgin et al. (2011), we attempt to improve upon their analysis.

Meus amigos austríacos sempre insistem que o mercado é a melhor forma de se alocar recursos. Bem, eu assino este periódico e, portanto, não devo repassar este artigo gratuitamente para ninguém, não é? Quem entendeu a piada, entendeu. Quem não entendeu, chorou.

Ah, o artigo? É, eles – os autores – usam um VAR estrutural (SVAR), fina flor da da Econometria moderna, para sua análise empírica. Talvez alguns achem que isto é só uma “questão acadêmica” como chegaram a dizer para mim, certa vez, quando falei da necessidade de se analisar empiricamente a carga tributária. Pois é. Eu concordo que a teoria de Einstein é acadêmica, a epidemiologia é acadêmica, a psicometria é acadêmica, mas saber utilizá-la para aprimorar nosso conhecimento da realidade é um pouco mais do que academicismo. Acho que posso dizer que é fruto da ação humana, sempre cheia de propósitos…

Confere o número especial do AES, caso você realmente goste do tema.

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Lepo-Lepo-Lepo: quando nos tornamos tão ignorantes que não sabemos mais nos comunicar…e fingimos o oposto

Lepo, lepo, lepo…lepo.

O autor do trecho acima mostra um profundo desgosto com a sociedade neoliberal opressora imposta ao Brasil pelo FHC, os tucanos, e reforçada pelo Lula e asseclas. Nota-se o uso de 4 (quatro) “lepos”, comum em frases de protesto contra o status quo que, lembremos, é sempre violento e cruel. Abaixo a censura!

Lepo, lepo, lepo…lepo.

Frase de impacto! Atinge o nosso coração! Claramente um apelo à divindade que, porque não dizer, existe dentro de cada um de nós. Sim! Somos todos meio Deus, meio Satanás. A frase acima mostra isto com clareza. Só não vê quem não quer ver e, claro, quem não quer ver não merece a alma que Deus lhe deu: é apenas um tronco seco, morto, de folhas mortas.

Lepo, lepo, lepo…lepo.

Como discordar do autor ao usar “lepo” como uma figura de linguagem tão sofisticada? Vê-se a preocupação com a política monetária proposta por economistas ortodoxos que, certamente, não leram Mises. Lepo é roundabout!

Lepo, lepo, lepo…lepo.

Assim denuncia o leitor a repressão invisível da sociedade que, guiadas por Gregórios e Sakamotos, impõe a lei da palmada ideológica sobre todos. Falou mal do “social”, só pode ser fascista! Uma espécie de ostentação da superficialidade retórica, intelectual e, como vemos no último “lepo”, espiritual. Triste fim terá este país.

Lepo, lepo, lepo…lepo.

Quão enganosos podem ser os discursos dos políticos? O autor do trecho acima captou a mensagem. Está tudo ali, para quem quiser ver (ou ler, sei lá). O primeiro “lepo” nos lembra a batalha de Guararapes. O segundo “lepo” faz alusão à decadência do império. O terceiro, ah, sempre ele, é uma poética elegia elogiosa à capacidade humana deste ser brasílico de vencer obstáculos para atingir, claro, o quarto e último “lepo” que é a sociedade igualitária, sem diferenças, de pensamento único e, claro, livre dos intelectuais burgueses.

Lepo, lepo, lepo…lepo.

Chegamos ao ponto que algumas pessoas insistem em dizer que as frases dizem coisas que elas nunca disseram. “Professor, eu lepo-lepo, mas quis dizer política monetária expansionista”, diz-em um. “Quando eu falei lepo-lepo eu quis dizer não-lepo-mas-lepo”, diz-me outro, mais sofisticado em sua tentativa de me enganar.

A verdade é que lepo, lepo, lepo…lepo não quer dizer nada mais do que isto: lepo, lepo, lepo…lepo.