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Abrir um negócio é quase um crime (exceto quando o assunto é pagar impostos para o partido-império)

"- Papai, por que não podemos vender sorvetes? - Porque o BNDES quer campeões, filha, e nós somos só gente pobre".
“- Papai, por que não podemos vender sorvetes?
– Porque o BNDES quer campeões, filha, e nós somos só gente pobre”.

Assim é no Brasil. O partido-império – aquele que comanda a máquina pública – adora tributar, acusar os consumidores e empresários de egoístas que lutam contra o país porque importam bens do exterior…exceto quando pagam seus impostos.

Mais ou menos assim, porque se o seu carrinho de sorvete atrapalhar o grande financiador da campanha política, eles te chamam em um canto, fazem uma pressão e dizem que você deveria se retirar para deixar os campeões (escolhidos por volume de contribuição feito em caixa dois) usarem e abusarem dos consumidores.

Instituições importam? Importam. É um dos assuntos mais enjoativos deste blog: cinco em cada dez textos aqui são sobre o tema (e os outros cinco são sobre R, eu sei).

Acha que exagero? Vai lá olhar o que fizeram com a nossa economia em termos da burocracia para se abrir um negócio no país. Não é à toa que tentam desqualificar agências estrangeiras: afinal, é mais fácil mandar uns técnicos do IBGE para o almoxarifado e tirar o tomate do IPCA do que bancar o valentão no Banco Mundial, não é?

Mas o fato triste é que o governo atual levou nosso país a um inacreditável deja vu dos anos 70.

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