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Gás de xisto

Eis um artigo em versão preliminar no qual o autor tenta analisar os impactos desta fonte de energia sobre a economia dos EUA. Veja o resumo:

This paper estimates the effect of the shale oil and gas boom in the United States on local economic outcomes. The main source of exogenous variation to be explored is the location of previously unexplored shale deposits. These have become
technologically recoverable through the use of hydraulic fracturing and horizontal drilling. I use this to estimate the localised effects from resource extraction. A key observation is that, despite rising labour costs, there is no Dutch disease contraction in the tradeable goods sector, while the non-tradable goods sector contracts. I reconcile this finding by providing evidence that the resource boom may give rise
to local comparative advantage, through locally lower energy cost. This allows a clean separation of the energy price effect distinct from the local resource extraction
effects.

Ou seja: o autor não descuida da possibilidade de se observar a doença holandesa no caso, mas não encontra evidências da mesma. É algo que, com as devidas adaptações, poderia ser feito para o Brasil, no caso do petróleo. Ok, eu não sou um cara da área de economia da energia e não conheço as pesquisas por aqui, mas imagino que muito aluno já tenha se feito a mesma pergunta. Assim, caso alguém conheça referências similares para o caso brasileiro, eu agradeço se me enviarem nos comentários.

Para os alunos de Ciências Econômicas, destaco o aspecto extremamente didático do artigo, que usa um modelo teórico muito simples (mesmo) para entender o problema (a seção 2, no qual o modelo é apresentado, não tem mais do que três páginas). Claro que alguém pode querer reclamar da excessiva simplicidade do modelo, etc, mas não custa lembrar do bom e velho conselho: antes de jogar a pedra, faça o seu modelo e mostre que ele é superior do que o outro. Com este recado em mente, vá ler o texto e depois me conte.

Repare, meu caro leitor (tenho um ou dois leitores(as) por aqui, claro) como, novamente, este blog abre mão de complexos artigos em prol daqueles mais simples. Os fins didáticos deste blog, muitas vezes, superam o meu entusiasmo com pesquisas de última geração (e muitas vezes o oposto ocorre). Quem já nos acompanha há mais tempo sabe que me agrada muito ver o esforço de alunos em usarem a Ciência Econômica para explicar a realidade e, claro, este esforço tem que começar com algum modelo simples senão…

É isto, pessoal.

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