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É preciso ler mais Adam Smith, antes que seja tarde

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Pois é. Mas não basta ler Adam Smith. O Brasil tá cheio de auto-denominados liberais (ou libertários) que dizem que devemos ler este ou aquele autor. Há até exegeses, como se liberalismo fosse uma doutrina religiosa. Há institutos, grupos de estudo, etc.

Fazem mais de 20 anos que ouço falar a mesma coisa e, recentemente, conversando com um verdadeiro liberal, ele me fez a pergunta óbvia: por que não se tem nada produzido? São anos e anos de “vamos ler Mises”, “vamos ler Smith”, e não há uma única série de, digamos, índices de liberdade estaduais. Ou algo assim. Por que isto? Parece que nosso capitalismo de compadrio explica isto. Os grandes empresários só financiam discussões doutrinárias, que não colocam em risco seu poder de monopólio neste ou naquele setor. Nada de fazer um índice de liberdade econômica, meninos, porque isso vai gerar discussões sobre minhas relações com o governo.

Fato óbvio, até antigo, este de que empresários de um capitalismo de compadrio, não iriam mesmo além do discurso fácil. É muito bonito falar que é “anarco-capitalista”. Quero ver é alguém meter o traseiro na cadeira, pegar os livros, os dados, e fazer as pesquisas. Esta história de fugir da estatística tem, como diria a galera da Public Choice, uma explicação simples: interesses poderosos não querem ver medidas de concorrência porque atrapalham sua vida subsidiada e anti-mercado com o governo.

É por isto que não acredito mais em algumas pessoas do ramo: lucram com os estudantes, professores e filósofos liberais sem lhes patrocinar, realmente. Isto não diminui minha crença de que o caminho de Adam Smith é o melhor para o desenvolvimento econômico com prosperidade social. Isto só me mostra que Adam Smith, Hayek e outros tiveram as idéias certas e vislumbraram corretamente seus grandes inimigos.

Com a ajuda dos bolivarianos, claro, esta realidade que nos amarra a um sistema econômico ineficiente, desigual e atrasado defendida por supostos “anarco-liberais” que odeiam concorrência não mudará tão cedo. Claro, mudar dói. Quem é que não queria engatinhar ao invés de andar? Mas a realidade histórica nos mostra que dói menos do que dizem os defensores do obscurantismo e do liberalismo quadrúpede (este, que só é da boca para fora), melhor amigo do nacional-socialismo tupiniquim que adora o discurso militar ao mesmo tempo em que fala de “comissões da verdade”.

Churchill faz-se necessário. Pena que não ressuscitou na Páscoa (e no Brasil)…

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Momento R do Dia – dicas esparsas

Após dias e dias sem uma dica nova, eis a dica (com algum atraso) para os que se preocupam com o diagnóstico do modelo econométrico estimado. Eu pensei em fazer um exemplo, mas o do autor do post está tão bom que deixo para o leitor a tarefa de se divertir (quer coisa melhor?) com sua própria base de dados. Outra dica sobre o tema, para quem deseja discussões intermediárias, é esta.

Ah, sim, caso queira brincar com gráficos adicionais, independentemente dos diagnósticos, sugiro que se atualize com isto.

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Quando se iniciou a globalização?

Eis o resumo:

Abstract: This paper extends our previous work on grain market integration across Europe  and the Americas in the eighteenth and nineteenth centuries (Dobado, García-Hiernaux and Guerrero, 2012). By using the same econometric methodology, we now present: 1) a search for statistical evidence in the East of an “Early Globalization” comparable to the one ongoing in the West by mid eighteenth century; 2) a study on the integration of grain markets in China and Japan and its functioning in comparison to Western countries; 3) a discussion of the relevance of our findings for the debate on the Great Divergence. Our main conclusions are: 1) substantial differences in the degree of integration and the functioning of grain markets are observed between East and West; 2) a certain degree of integration may be reached through different combinations of factors (agents, policies, etc.) and with dissimilar effects on long-run economic growth; 3) the absence of an “Early Globalization” in the East reveals the existence of some economic and institutional limitations in this part of the world and contributed to its “Great Divergence” with the West from at least the eighteenth century.

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Voltando…

Oi pessoal. Foram dias de férias, então eu não consegui colocar nada aqui. Ainda há coisas por fazer (estes dias vão me exigir um pouco), mas fiquem com notícias da civilização.

É isto aí. Clicou na imagem, vai para a notícia. Aproveite para ver como vão as coisas no Japão.

É isto aí. Novamente: clicou, foi para a página original. Divirtam-se. Acho que o Thomaz estará mais presente aqui do que eu nestes dias.