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Tarifa implícita média e Índices de Produção

Lembrando das aulas de História Econômica do Brasil, eis um gráfico interessante.

brazil_tarifas

Os dados estão lá naquele livrinho do Versiani & Versiani (leitura básica de todo curso de história econômica do Brasil) para os índices de atividade (Agr(icultura), Ind(ústria) e Tot(al)). A tarifa implícita média é de um texto do Marcelo de Paiva Abreu.

Não vou fazer uma análise de correlação baseada nisto aí não, mas é um bom gráfico para se começar a falar de crescimento, industrialização, rent-seeking e falhas de governo. O que falta nesta molecada é a vontade de fazer algo sério com dados. Tem uma galera que adora fazer barulho e bradar aos quatro ventos que “tal filosofia é a melhor para a política econômica”. Infelizmente, não conseguem apresentar uma análise minimamente séria que vá além das correlações.

Sim, é preciso ir além das correlações. Então, meus caros, tudo começa com uma correlação, claro. Mas o resto do trabalho…

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A sede de sangue…

É isto aí. Amanhã tem defesa de tese. Eis o anúncio:

10.04.2014 :: DEFESA PÚBLICA DE TESE
Postado em 1/4/2014

O Programa de Pós-Graduação em Economia tem a satisfação de convidar a Comunidade Universitária para assistir a Defesa Pública da Tese do doutorando, como segue: 

Aluno: Rodrigo Nobre Fernandez
Dia: 10/04/2014 – 5a. feira 
Horário: 13:30 
Local: Sala 31-B da FCE 

Título: Ensaios sobre parcerias público-privadas

Orientador: Prof. Dr. Ronald Otto Hillbrecht

Comissão Examinadora: 

Cristiano Machado Costa (UNISINOS) 
Cláudio Shikida (IBMEC-MG) 
Hudson da Silva Torrent (PPGE/UFRGS)

Isto quer dizer que tenho que ir e voltar no mesmo dia porque amanhã tem aulas pela manhã e eu não tenho muito mais horários livres para ficar brincando de reposição com meus alunos (que, obviamente, odeiam reposições de aulas por minha causa e também por causa da reposição, um evento que sempre lhes parece desagradável).

O lado bom da correria é que faz tempo que não encontro algumas pessoas muito bacanas lá do sul. Ainda que brevemente, será extremamente prazeiroso reencontrá-las.

 

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Qualidade institucional, contabilidade (criativa?) e o jornalismo sério

Vou direto ao trecho do texto:

Recent research in accounting has examined the link between political connections and accounting quality. Researchers in this area have posited that political connections may increase accounting quality because connected firms are subject to greater media scrutiny, which could provide for stronger monitoring of earnings manipulation. Connected firms may also have readier access to subsidized financing or government contracts, which may blunt incentives to manage earnings for capital market and contracting purposes. On the other hand, politically connected firms may be shielded from the consequences of poor accounting quality or the revelation of earnings management. Moreover, connected firms may manage their earnings to avoid detection of payments to political insiders to maintain their connected status.

Preliminary evidence from this body of research suggests that politically connected firms tend to have lower financial reporting quality. However, there is reason to expect that a country’s political, legal, and media institutions—which affect firms’ financial reporting environment more generally (Leuz et al. 2003)—may moderate the relationship between political connections and accounting quality. For example, lack of transparency may limit media outlets’ role in scrutinizing political cronyism. Strong investor protection laws, accompanied by prosecutorial and judicial independence, may impact a connected firm’s ability to escape the consequences of accounting manipulation.

Antes que você fique “nervosinho”, o artigo trata da Venezuela. Quer ler mais? Dá uma olhada lá.

 

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IPCA…chegamos lá: estamos quase nos anos 80…

Deu lá no IBGE, pessoal: 0.92% ao mês. Nada de herança maldita, nada de tucanagem, nada de alma branca do Joaquim Barbosa só porque ele colocou políticos na cadeia, nada de crise asiática, nada de neoliberalismo, nada de independência do Banco Central.

Ah sim, não vamos amarrar os tomates nos postes, né, classe média intelectualizada? Só porque um componente do índice subiu, não quer dizer que ele foi a causa do aumento do IPCA. A pergunta é: que forças fazem com que o IPCA varie?

ipca_atualizado

Veja lá a derrocada da estratégia econômica do governo no último mês (aquela pujante subida no final do gráfico). Deve-se torcer para que efeitos sazonais sejam a nosso favor, que ocorram choques positivos e que alguém, lá no governo, estude Economia e entenda que uma tarifa de energia elétrica reduzida aumenta a demanda da mesma. Caso contrário, estamos em trajetória direta para os anos 80.

As políticas governamentais chamadas de “política industrial” por alguns já nos levaram ao governo Geisel. A ineficiência dos resultados está nos levando rapidamente para os anos 80, a era de ouro dos experimentos heterodoxos.

O (e)leitor mais jovem terá a oportunidade antes reservada a turistas ou viajantes do tempo: viver em um país de inflação acelerada. Digo, pode ser que isto não ocorra, pode ser que o Mantega só esteja “nervosinho” e pode ser que as coisas não piorem mais. Entretanto, é difícil não ver no que ocorre uma terrível semelhança com o passado…