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Momento R do Dia – Macarrão instantâneo no Japão

myojao2

Lembra que falei do tema aqui e aqui? Pois é, meu caro. Eis aí um gráfico diferente, com os dados apenas para o Japão, o grande país do macarrão instantâneo, por excelência. Quem já visitou as mercearias do bairro da Liberdade, em São Paulo, sabe do que falo.

O momento R do dia não poderia deixar de vir sem a dica. Então, aí vai.

myojo<-data.frame(year=c(2008:2012), number=c(5100, 5340,5290,5510,5410))
library(ggplot2)
library(xkcd)
q<-ggplot()+xkcdrect(aes(xmin=year,xmax=year+0.2,ymin=number,ymax=number+36),myojo,    fill="red", colour="black")+ggtitle("Million Packets of Instant Noodles in Japan")+ theme_xkcd() 
q

Ah, sim, recomendo fortemente que você faça uma pesquisa sobre o pacote xkcd. É, não existe almoço grátis, mas o macarrão, bem, o macarrão ficou aí, bonitinho, fácil de visualizar. E foi fácil de fazer. Deixei a água ferver, escrevi o código em dois minutos e, pronto, estava prontinho para comer. ^_^

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Produção Industrial Mensal – XKCD

pim-pf

Eis aí, meus caros, a série da PIM-PF, na versão moderna. Aposto que os alunos vão começar a olhar para os gráficos com outros olhos (de preferência, abertos).

Obviamente, estudos empíricos precisam de alertas iniciais, como este:

Eu sei que não tem nenhuma correlação no meu gráfico aí no alto, mas não custa lembrar, né?

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Se uma prova dura duas horas na faculdade, na Terra…

Planetas Um dia (minutos) Considerando o percentual… Em minutos
Terra 1436 8.356545961 120.00
Vênus 348948 8.356545961 29160.00
Mercúrio 84248 8.356545961 7040.22
Júpiter 596 8.356545961 49.81
Marte 1477 8.356545961 123.43
Netuno 967 8.356545961 80.81
Saturno 615 8.356545961 51.39
Urano 734 8.356545961 61.34
Plutão 9216 8.356545961 770.14

Pois é, não ache que sua vida é difícil. Um aluno, em Vênus, teria uma prova com muitas questões (sem falar no horário de aulas). O pessoal que chega atrasado em Vênus e não pode entrar na sala esperaria um bocado fora de sala?

Em Júpiter, por outro lado…

Você pode visualizar os dados da tabela acima interativamente aqui. Obviamente, eu não entendo nada de Física e não faço idéia da medida correta dos dias em cada planeta. A piada não é nada mais do que uma piada, ok? (dados originais daqui)

“Prova de Macroeconomia em Vênus de novo? Oh, não!”
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A cultura e o cronismo – qual é mesmo a definição de “tigres asiáticos”?

tigres_asiaticos

As pessoas gostam de falar dos “tigres asiáticos” como se os mesmos fossem bons exemplos de países “heterodoxos” (melhor seria: “pterodoxos”). Mas será que a causa da pujança destes países está em regimes fortes, com gerentões na presidência, com políticas industriais que escolhem “perdedores” (você não pode escolher um “vencedor” sem escolher “perdedores”, certo?) e com a contabilidade criativa em ação? Talvez não.

Veja, por exemplo, o gráfico acima. Temos a posição do país no ranking de cronismo (rent-seeking) da The Economist no eixo horizontal. No eixo vertical, a variável de cultura que mostra valores compatíveis com sociedades que privilegiam a alocação de recursos por meio do sistema de mercado. Ah, ok, as escalas são logaritmicas.

Então, veja, quanto mais à direita, no eixo horizontal, menos sujeito ao cronismo é o país. Já no eixo vertical, quanto mais para cima, mais a cultura do país privilegia aspectos (valores) que favorecem as trocas voluntárias entre as pessoas (isto, apesar do discurso errado que você ouviu do militante, é exatamente o que define o mercado).

Observe, no gráfico, onde estão Japão, China e Coréia do Sul. Os “tigres” não são tão tigres assim, não é? Repare em Taiwan e Cingapura, por exemplo. O caso da Rússia e da Ucrânia é mais interessante – já que o Putin resolveu brincar de Hitler agora – e você vê que sociedades com capitalismo com menor ênfase no mercado – como é o caso destes dois países – também são países caracterizados por alto índice de cronismo. Quem já estudou os incentivos que operam no socialismo real sabe que este não é um resultado surpreendente (leia qualquer artigo/livro do Janos Kornai, por exemplo).

O Brasil, claro, mostra um índice de cultura muito baixo e minha observação anedótica me diz que isto dificulta a evolução do país em direção à construção de instituições que privilegiem trocas voluntárias: as pessoas gostam de um ditador ou um presidente gerentão, autoritário, que lhes diga o que fazer e lhes dê de comer. Troca voluntária é vista como jogo de soma-zero (um erro grosseiro, mas repetido goebellianamente por supostos professores todos os dias…).

Minha observação anedótica é que brasileiro adota ditadores como nomes de praças, avenidas, ruas e fundações, como é o caso de Getúlio Vargas, não protesta para mudar este nomes e nem chama o golpe de Getúlio de golpe, mas de “revolução”. Somente quando alguns grupos de interesse agem é que você vê alguma mudança, mas repare que esta só diz respeito a ditadores que estes grupos não curtem como os da revolução (ou golpe?) de 1964.

Pois é. Então, se há algum aspecto “tigre” nos países do sudeste asiático, ele passa pela adoção de valores pró-mercado nestas sociedades. Dá o que pensar? Creio que sim. E olha que nem comentei o capital humano, também presente no gráfico.

Antes que você me pergunte sobre os dados, lembro que já os usei diversas vezes aqui, neste blog, anteriormente. Então, a “cultura” vem de trabalhos da Claudia Williamson (que também usei com Pedro e Ari neste artigo) e o índice de cronismo vem da The Economist. O capital humano, obviamente, é da famosa base de dados de Barro & Lee. Faça sua pesquisa neste blog e encontre as fontes. Ou vá pelo google mesmo.