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Investimentos no Japão

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Dados recentes disponíveis aqui. Discussões, contudo, ficam para depois. Só vou dizer uma coisa: investimento é volátil…como dizem 10 em cada 10 livros-texto de Ciências Econômicas.

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A destruição keynesiana de pirâmides levou à construção…de pirâmides

É mais ou menos o que eu concluo disto. Diferentemente daquela metáfora bizarra dos keynesianos que só estudaram a curva IS (e nunca leram sobre a LM ou o lado da oferta), a história aqui é microfundamentada: um bem público sendo depredado gerou a necessidade de se construir uma réplica.

Irônico, né? Vou começar a falar agora da falácia da tumba egípcia quebrada…

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Gastamos mal?

Fabio Miessi acha que sim. Para não dizerem que só estou de sacanagem, veja a tabela abaixo.

Preciso dizer algo?

Claro, veja também este belo (e triste) gráfico.

Por isso é que tenho criticado um bocado aqui o descaso do nosso governo com o ensino. Não preciso dizer muito: a cada resultado ruim, ouvimos as autoridades desqualificarem os avaliadores ao invés de pedirem desculpas e dizerem que vão trabalhar para mudar o quadro.

Muita arrogância e pouco trabalho são uma fórmula certa para chafurdar na lama. Apenas isto.

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To be or not to be…

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Meu amigo Diogo Costa (cuja propaganda gratuita de sua empresa faço aqui) vive dizendo para os alunos que nem tudo é relativo. Mas, claro, há quem insista em confundir as coisas ou aferrar-se ao pós-modernismo medonho que se difunde nestes trópicos quentes da selva latino-americana.

Bem, eu sou um homem caridoso. Tão caridoso que resolvi dar a maior dica para quem ainda não entendeu.

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Dê o (bom) exemplo!

Ok, político é político em qualquer lugar. Entretanto, em alguns lugares onde a civilização se firmou, os políticos seguem o conselho de Cícero: a mulher de César não precisa ser honesta, mas tem que parecer ser honesta.

Ou seja, é importante dar o bom exemplo. Assim, o ministro Tarou Aso mandou bem hoje, ao comprar seus quadrinhos pagando com o novo imposto. É esperteza de político, mas há um ponto aí: mostra-se orgulho em respeitar-se a lei e não, como no Brasil, em fazer o contrário.

Pode não ser muita coisa, mas acho que estas coisas sempre têm um bom efeito moral. Por exemplo, já que falamos de 1964, há uma lembrança de que os ex-presidentes militares brasileiros não deixaram o cargo com 5 ou 6 vezes seu patrimônio inicial. Bem ou mal, o exemplo ficou e é por isto que muita gente ficar revoltada com a democracia.

Depois eu volto para falar da Abenomics, tá?

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Por que o Judiciário brasileiro precisa ser reformado?

Porque ele gera emprego? Gera lucro? Facilita a alocação de recursos? Tudo isto? Eis trechos da conclusão deste artigo:

In this paper we used data from a survey on approximately 100 Brazilian firms in the textile and consumer electronic sectors carried out between December 2004 and July 2005. It was found that whereas firms had an only moderately negative perception about the judicial systems’ impartiality, honesty, consistency and ability to make its decisions respected, the perception of the systems’ accessibility was very negative and that of its expeditiousness had practically all respondents choosing the most negative qualifier.

(…)

In terms of the variation of firms’ expectations about judicial institutions we found that
larger firms (in value of production) tend to have better expectations, but those with, ceteris paribus, more workers, had a more negative perception. This suggests that larger firms are better able to adapt to the judicial systems’ shortcomings, and that the inherent bias towards workers’ rights, though predictable, is seen as a significant hindrance by the firms. In addition we found that, as expected, exporters and firms that received direct foreign investment tended to have more negative perceptions of judicial institutions.

(…) We found that firms’ expectations of, and belief in, the judiciary decreased, all else constant, the growth of employment from 2000 to 2004/2005 and increased capital labor ratios, though we found no effect on worker productivity. (…)our paper also suggests that the design of such reforms is not straightforward, as judicial institutions are intertwined in complex ways within the broader institutional matrix of the country.

Pois é. Eu falava de como a Estatística é útil, né? Agora, quando falamos de desenvolvimentos institucionais, aí é que a coisa fica mais séria…

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Campanha do Dia!

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Em homenagem aos cidadãos brasileiros que assistiram ao Dallas Buyers Club, o Procon-RJ resolveu mostrar quem manda na escolha dos consumidores brasileiros. Assim, enquanto você espia a jornalista fazendo fotos semi-nua falando de estupro, eu convido você a esta outra causa que também envolve sua liberdade individual.

Eis os links: este e este.

Não tem mulher semi-nua, mas tem o mesmo problema: o direito de comprar um ovo de Páscoa sendo violentado só porque alguém acha a embalagem do ovo inadequada para certas audiências. Eu sei que parece piada, mas não é.

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História Econômica…séria!

Divulgo para a alegria dos pesquisadores:

Second EH-Clio Lab Conference
Call for Papers
We invite all interested researchers to send their paper for submission for the Second EH-Clio Lab Conference which will be held on August 8th and 9th, 2014 in Santiago de Chile, in the Instituto de Economia of the Pontificia Universidad Catolica de Chile (campus San Joaquin). The objective of this conference is to bring together for a day a selected number of papers in economic history, institutional economics and other topics related to the use of economic modeling and econometric techniques to better understand the process of development to be presented to a wide audience of researchers from Chile and abroad working in related topics.
The Economic History and Cliometrics Lab (EH Clio Lab) uses economic tools and quantitative methods for the study of the economic history with the objective of achieving a better understanding of past events. This allows us to improve our understanding of the process of economic development and refine our perceptions of the specific mechanisms present in each historical process.
In order to achieve this, the EH Clio Lab gathers and builds statistical series that reflect Chilean development since XIX century, and contributes with research in specific aspects of economic development in Chile, Latin America, and the rest of the world.
The conference will consist in single-track sessions and each paper presented will be commented by an assigned participant. Three sessions will be offered by our invited speakers:
 Robert Margo, Boston University
 Claudio Ferraz, PUC-Rio
 Gustavo Bobonis, University of Toronto
Papers must be submitted before May 2nd
 2014 by email in pdf format at:
ehcliolabconference@gmail.com. The organizers will contact the selected authors at the latest by June 1st.
We may be able to offer partial funding for economy travel to Santiago for accepted papers, depending on funding opportunities. Please indicate whether you will require funding when submitting your paper.
The organizing committee is made of: Jeanne Lafortune, Francisco Gallego, Matias Tapia and Jose Diaz (all from the EH-Clio Lab in PUC-Chile).
This conference is partially funded by Conicyt /Programa de Investigación Asociativa SOC1102.
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Quer menos jornalistas assassinados? Então aumente a liberdade de imprensa, econômica, política, etc

Tristes trópicos brasileiros…

Um jornalista publica hoje que:

Um levantamento publicado hoje pela entidade PEC (Press Emblem Campaing), com sede na Suíça, aponta que apenas o Iraque registrou um maior número de mortes de jornalistas que o Brasil em 2014.

Os dados revelam que cinco jornalistas foram assassinados no Iraque nos três primeiros meses do ano. Já no Brasil, o número chegou a quatro, o mesmo que foi registrado no Paquistão.

O número de mortes no Brasil seria ainda superior ao que foi registrado na Síria, país em plena guerra civil e com dois mortos, ou no Afeganistão com 3 mortes.

Não é uma notícia assustadora? Pois é. As pessoas estão aproveitando a oportunidade narcísica de se fotografarem semi-nuas para falar de estupro com base em uma pesquisa cheia de problemas metodológicos – já divulgados amplamente pela imprensa – mas não parecem ter o mesmo ânimo quando o assunto é assassinato de jornalistas (ou assassinato de pessoas na Venezuela).

Sabemos muito bem por onde passam as soluções possíveis mas…

Em outras oportunidades, neste mesmo blog, pude mostrar que a liberdade de imprensa é parte do pacote maior das liberdades (ver aqui e aqui). No mínimo, uma correlação positiva entre as duas parece resistir ao passar dos anos. Claro, eu poderia citar alguns artigos e, para você não ficar na vontade, eis um deles.

Who Owns the Media?
Simeon Djankov, Caralee McLiesh, Tatiana Nenova, Andrei Shleifer
NBER Working Paper No. 8288
Issued in May 2001
NBER Program(s): PE
We examine the patterns of media ownership in 97 countries around the world. We find that almost universally the largest media firms are owned by the government or by private families. Government ownership is more pervasive in broadcasting than in the printed media. Government ownership of the media is generally associated with less press freedom, fewer political and economic rights, and, most conspicuously, inferior social outcomes in the areas of education and health. It does not appear that adverse consequences of government ownership of the media are restricted solely to the instances of government monopoly.

Algumas pessoas, que não gostam de evidências empíricas, preferem defender a maior monopolização dos meios de comunicação nas mãos do governo com um argumento tão infantil quanto ingênuo e maquiavélico de que “nas mãos do governo a coisa fica séria, há pluralismo, não há grupos de interesse no comando”. Curiosamente, são os primeiros a se revoltarem com as denúncias de corrupção no governo. Apelam, sempre, para um mundo mítico no qual existe um bom selvagem rousseaniano, tudo depende da boa vontade política, das boas intenções, dos anjos, e o Papai Noel é vizinho dos duendes.

…preferimos defender a intolerância ao discurso que não nos agrada.

Nesta semana vimos alunos de uma faculdade pública de Direito – não é em uma faculdade “pública” que deveríamos proteger o pluralismo das idéias sem a ação do “frio e insensível setor privado aliado ao mercado neoliberal”? – praticamente agredirem um professor que tinha uma opinião diferente da deles. Sim, o sujeito defendia a Revolução de 1964 (ou o golpe, como queiram) e nem todos concordam com a defesa ou com os argumentos utilizados. Mas o fato é que quem ataca o professor hoje, amanhã, está muito mais propenso a assassinar jornalistas (ou a censurar “biografias não-autorizadas”…).

Vamos nos lembrar de algumas evidências empíricas preliminares?

Sim, os gráficos são oriundos dos posts anteriores e, sim, eu acho que eles são uma pista muito importante sobre o que acontece quando tomamos posição contra a liberdade de imprensa ou contra a liberdade econômica e isto não depende de o sujeito ser “de direita”, “de esquerda”, “comunista”, “admirador de Che”, “fã de Costa e Silva”, “defensor de Fidel Castro”, “tucano”, “petralha”, etc. As evidências apresentadas neste gráfico são para países. São padrões, por assim dizer, médios. Transcendem a questão das preferências dos indivíduos por este ou aquele político ou por este ou aquele projeto de governo. Faça a si mesmo a pergunta: e se Amarildo fosse venezuelano?

As evidências, como já discutido antes, são de que a liberdade de imprensa vai junto com as outras liberdades. Ao contrário do que muita gente pensa, mais liberdade econômica não é sinônimo de mais assassinatos de jornalistas ou de censuras (que governo, na América Latina, mais “pede” para o Google retirar conteúdo, ameaçando diretores com ordens judiciais e outros instrumentos legais?).

brazil_marcocivilnada

 

Curioso né? Nosso governo fala do Obama, mas faz o mesmo. Mais ainda, não consegue proteger jornalistas de assassinos, mas é bem eficiente em tentar retirar conteúdo da internet. Há algo errado aí, não há?

Ah sim, veja aí como foi em 2012.

brazil_marcocensurador

Nem Obama, nem NSA: viva o governo brasileiro! Falou algo que alguém não curtiu? Que você seja calado! Não calou? Bom, o jornalista aí citado no início mostrou uma outra forma de solucionar o problema…

Infelizmente…

Não adianta discutir com quem tem duplo padrão para avaliar o papel das instituições. Tive um colega que participava do grupo de jovens da igreja do bairro. Após entrar na faculdade, o sujeito entrou para um partido de esquerda e me disse, uma vez, que tudo que ele lia, tentava ler na ótica do partido, separando “o joio do trigo” segundo o critério do partido (ele se transformou em militante, destes que só fazem ativismo e não se formam nunca…não sei nem se se formou).

É natural que existam pessoas com menor capacidade analítica e que se achem cidadãos mesmo que não sejam bons em raciocínio lógico mas, convenhamos, cidadãos sem raciocínio lógico são pessoas que não conseguem raciocinar e são facilmente manipuláveis pelos que não têm a mesma dificuldade. Agora, honestamente, manipular cidadãos é cidadania? Não sei. Mas sei que, sim, faz parte da lógica política e é por isto que tanta gente honesta se afastou da política…

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Liberdade Econômica, Falência dos Estados e Qualidade Institucional

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Uma imagem não vale mais do que mil palavras, mas se você gosta de imagens, eis aí uma correlação em três dimensões (Liberdade econômica, Índice de Falência dos Estados e Qualidade Institucional, respectivamente, freedom2013failedinstkk).

A amostra foi dividida pelo origem do código legal (civil law) para a alegria do pessoal de Law & Economics brasileiro, que adora um código legal de origem francesa (ou romana).

Não, eu não coloquei a liberdade de imprensa para ver se o Marco Civil tende a ser usado para a repressão pura e simples por parte do governo em países com diferentes instituições. Claro, você pode tentar fazer isto com sua base de dados. A dica para fazer este gráfico está aqui. Bom trabalho.