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Em breve, mais Abenomics…(e um brevíssimo Momento R do Dia)

abe_rcharts

Clique no gráfico acima para ver mais uma super-produção em rCharts. Assim que puder, volto com a nossa série sobre a política econômica japonesa recente. Mas, para não dizer que não falei das flores, Roseli, você que gosta de análise espectral, não poderia deixar de ser citada aqui.

Olha o presente:

# a funcao periodogram estah na biblioteca TSA
library(TSA)
# mas a taxa de cambio diaria eh cheia de zeros. tem que tirar.
newcambio<-na.omit(exemp$DEXJPUS)
# pronto, agora sim. O periodograma, para a sua alegria...
periodogram(newcambio, ylab='Taxa de câmbio Yen-Dólar');abline(h=0)

Sacou? Não vou seguir em frente porque está tarde e tenho descansar. Também não vou colocar o periodograma aqui. A idéia era apenas deixar o comando. Para estudar análise espectral eu precisaria, como já falei, de um pouco mais de leituras ou de uma consultoria com gente que entende do tema.

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Momento ARIMA do Dia

Dicas de Cryer & Chan (2010) citado outro dia aqui, em um dos nossos Momentos R do Dia. A dica, na verdade, diz respeito ao risco de se sobreparametrizar os modelos. Assim, dizem eles (em três partes), nas páginas 187-8:

1. Specify the original model carefully. If a simple model seems at all promising, check it out before trying a more complicated model.

2. When overfitting, do not increase the orders of both the AR and MA parts of the model simultaneously.

3. Extend the model in directions suggested by the analysis of the residuals. For example, if after fitting an MA (1) model, substantial correlation remains at lag 2 in the residuals, try an  MA(2), not an ARMA(1,1).

Não é novidade nenhuma quando se pensa no que se aprende em Econometria I, com meu colega Salvato: você testa um modelo estimando, digamos, dois parâmetros e, para ver se os mesmos são invariantes à adição de uma terceira variável, inclui a mesma. Ao estimar a nova regressão, claro, você espera que os parâmetros originais não se alterem (certo?).

A mesma idéia vale nos modelos ARIMA. O que os autores fazem aí em cima é dar umas regras práticas para ajudar a evitar problemas. Repare que não há como escapar: você tem que analisar os resíduos. É inevitável o seu trabalho duro nesta hora e não reclame de sua vida. Eu, por exemplo, estou com 11 mil observações com o computador lento apenas para gerar um pequeno gráfico bonito e interativo para meus amigos leitores, exatamente neste momento.

Aliás, aproveitando que estou citando autores, que tal o falecido Kennedy (2008):

Granger (1982) claims that ARIMA should really have been called IARMA, and thus a key reason for the success of the Box-Jenkins methodology is the pronounceability of their choice of acronym. It should also be noted that ARIMA has been known to replace MARIA in the well-known West Side Story song, allowing it to play a starring role in graduate student skits! (Kennedy, P. (2008), A guide to econometrics, 6th edition, 2008, p.304).

O autor ainda fala da análise espectral – um tópico que eu sempre quis estudar com mais carinho (e que nunca estudei com o merecido carinho…) – e que é sempre interessante. Dá para fazer um pouco de análise espectral no R, claro. Por enquanto, desta vez, fiquemos apenas com as dicas e com esta belíssima imagem por mim gerada em homenagem ao bom e velho ruído branco.

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Sim, somos brancos, ruídos brancos, somos vários e somos todos assim, deste jeito…
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Dados de esportes…

O pessoal do Tableau Public (não, não consegui entender este programa direito até hoje, mas também não investi mais de umas 2 horas nele, e de forma descuidada) tem uma dica ótima para quem curte estatísticas esportivas.

Já quem usa o pacote Quandl, em R, para dar uma espiada em dados financeiros, por exemplo, já deve ter visto este tal de Plotly. Eu usei pouco esta ferramenta, mas há um concurso de gráficos usando-a aqui. Por que não tentar? Bem, eu não curti muito ter que fazer mais um login e mais uma senha por aí. Mas fica a dica para quem quiser.

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João Turco! Ah, João Turco!!

20140331_170458Há momentos na vida de um homem em que ele se coloca entre a cruz e a caldeirinha. Ou seria entre a cruz e a espada? E, se fosse no Islã? Seria entre o crescente e a espada? Não sei. São perguntas difíceis, que confundem a cabeça de milhões de jovens pelo mundo. Alguns até usam isto como desculpa para dizer que confundem função Cobb-Douglas com curvas de indiferença de uma função Cobb-Douglas, como se fosse fácil confundir a sombra de um Audi A4 com…um Audi A4.

Rá-Ti-Bum

Mas, eu dizia, há momentos na vida em que nos vemos diante de um dilema. São momentos de tensão. Todos já passamos por algum momento assim: compro uma bicicleta ou caso? Jogo o macarrão fora ou guardo na geladeira? Disparo os mísseis contra a URSS ou não?

Dilemas, percebe-se, há muitos. Mais ainda, são variados. Tem de tudo, não é? Uma questão clássica de custo de oportunidade, eu sei, você sabe e o pessoal do IPEA que acredita no machismo em amostras não-aleatórias também sabem. Estuprar: pode ou não? Olha, com o policiamento que temos, até pode. Mas você pode ir preso. Mas outro dia mesmo um adolescente assassinou brutalmente a namorada e a imprensa mostrou-se, como diria o otimista Mantega, “nervosinha” com o caso. Já notou que o caso foi esquecido? É, a tal maioridade penal é uma discussão que só faz sentido no programa de meio-dia da TV.

Mas há dilemas! Não nos esqueçamos. Há dilemas e dilemas. A presidente tinha lá um laudo de duas páginas e meia sobre uma refinaria em Pasadena. Tinha um dilema: ler ou não ler. Talvez perdida olhando o cachorro que há atrás de toda criança, em devaneio poético, lembrou-se dos tempos de estudante, tempos em que era contra a proibição do porte de armas, e deixou de lado o gigantesco laudo. Pena que não o trocou por uma Constituição ou um clássico da literatura. Mas há gosto para tudo, mesmo no tenso mundo dos dilemas.

Ah, dilemas…há dilemas! 

Dilmagogia é uma palavra que se me apresenta como um dilema (dica do prof. Diogo): uso-a para fazer humor ou vão usar o Marcos Civil, aquele rapaz mal-humorado que não gosta de piadas contra poderosos, para me calar? Mas o humor é livre, não é? Bem, depende. Caso ofenda uma apresentadora de TV lembrar-lhe que fez filmes nuas com menores – ah, bons tempos… – ela pode ligar para o Marcos Civil:

– Alô, Marcos?
– Fala, loira! Tudo em cima?
– Olha, não vamos perder tempo. Uns baixinhos aqui me ligaram me falando de um filme que fiz..bando de pixotes nojentos!
– Pode deixar, sou contra as corporações! Vou fazer o que você disser. Mas só porque é você, amiga de tantos anos…

Sim, meus caros, dilemas. E você pode me perguntar: mas qual é seu dilema? Bem, veja a foto do início deste texto. Ela me remeteu a 1982, o ano em que perdemos a Copa (os atleticanos se lembram do que fizeram no jogo, certo?) para a Itália. Sim, Itália, aquela galera que entra nas guerras e muda de lado no meio para sair ganhando. A Itália, de onde vieram os socialistas e os anarquistas para nossos cafezais. A mesma Itália que é responsável por aquele sotaque do ô meu paulistano. Sim, amigos! Eles mesmos!

Foi um jogo histórico. Ali morreu minha paixão por futebol (que me pediu para ser enterrada perto de um rio, numa menção a um índio norte-americano). Morreu mesmo. Acho que ela se suicidou após a derrota para a Itália. Lembro-me bem do momento: ela olhou para mim, eu olhei para ela, os olhares tristes, solitários, frustrados. A Itália levou embora meu sonho de ver o Brasil campeão naquele ano.

Sim, eu superei isto e nunca botei a culpa nos meus pais (não sou como estes Y-chorões e seus filhos amuadinhos que não aguentam duas doses de Enxadex na semana sem pedir uma lei especial para garantir sua felicidade falsa…). Mas aí eu ando na rua, voltando de meu veterinário, e deparo-me com a vitrine de uma loja de festas. Faço questão de repetir a foto.

20140331_170458

Viram aí? Há alguém como eu nesta loja. Alguém que se vingou dos italianos por alguns instantes. Eu conheço um italiano cujo nome será alterado para preservar sua identidade: João Turco. João Turco é um italiano. Não via um desde sempre. Só conhecia italiano de filmes e jogos de futebol. Ele é meu amigo. Aí eu vi a vitrine. Vejam, vocês podem até ver meu reflexo lá. E, sim, o dilema foi resolvido: eu publiquei a foto aqui, neste texto, cujo título evoca este italiano safado, representante da seleção que me tirou do coração o futebol!

Vitória atrasada? Frustração vencida? Tristeza enterrada? Não. Jamais se enterram as lembranças do passado. Elas permanecem sempre lá, em minha mente, nos sonhos, lembrando-me que perdemos aquela Copa nos pés dos italianos. Não há vingança possível, infelizmente. Mas há o humor. Ainda há o humor. Não tão engraçado – mas eu sempre posso dizer que “é para poucos”, como se isso me desse ares de um humorista superior, intelectualmente falando – e, bem, muito atrasado. A vitrine chegou tarde. Minha infância, minha adolescência, tudo isto se foi. Só me restou a amargura e, como tantos, virei bom goleiro por um tempo.

Ironicamente, também não gosto de molho de tomate no macarrão (sim, João Turco: M.A.C.A.R.R.Ã.O.!!!). Por outro lado, não curto macarrão italiano. Decerto (decerto? Uau! Faz um self que vão dizer que sou elitista no uso da língua!) é uma vingança inconsciente. Ah, João Turco, finalmente nós ganhamos de 3 a 1. Pelo menos na festa de alguma criança. Será que teve brigadeiro?

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FGTS: por que ele existe e por que ele não deveria existir mais?

Não, não é um texto malvado que pretende impor um estilo de vida mais saudável, com mais dinheiro, riqueza e conhecimento sobre pobres trabalhadores que já estão bem com o marxismo do dia-a-dia, garantido, dizem alguns, pelo amigo Marcos Se Viu. Trata-se de uma análise muito interessante e técnica do FGTS.

O papel dos incentivos, como sempre, destaca-se na análise e é por isto que eu recomendo o texto em primeiro lugar. Mas há mais lá. Há bons motivos para você acreditar que o melhor seria não existir mais FGTS, conforme está aí no título.

Hoje a imprensa escondeu a CPI da Petrobrás porque ficou centrada em outros assuntos (segundo alguns) – inclusive sobre uma outra pesquisa divulgada de maneira bombástica pelo IPEA (ou pela mídia? Ambos? Não sei…) sobre um suposto “machismo” de, acreditem, mulheres brasileiras.

Sim, porque como explicou o Adolfo em um video cujo link coloquei aqui ontem, é isso que a amostra não-aleatória utilizada nos dá. É gente, vamos parar de brincar e vamos começar logo a investigar a Petrobrás? Ah, e vamos pedir para o IPEA usar melhor seus quadros para conseguir uma amostra de qualidade técnica melhor? Tem tanto economista e estatístico por lá, gente boa, então, vamos tentar reaver a reputação perdida?