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Sushi, Sashimi, Okonomiyaki…

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Bateu aquela vontade de comer um cachorro-quente!!

Não sei vocês, mas bateu uma vontade de comer um cachorro quente, viu? Eu pensei em fazer um Momento R do Dia mas os dois últimos dias foram muito cansativos. A formatura ontem à noite e o meu despertar não-desejado pela madrugada foram dois fatores que acabaram com minha disposição.

Tenho uma tese para acabar de ler, dois artigos para dar parecer e ainda tenho que pensar nas provas impossíveis que farei para os alunos. Sim, impossíveis porque, certa vez, um aluno me disse:

– Professor, como é que está sua prova.
– Tá fácil.
– Eu não acredito em você!
– Então tá, tá impossível!
– Nossa! Como assim?
– Ué, você não disse que não acredita em mim, né?
– Sim.
– Faça as contas.

A partir deste dia, percebi que alunos que não estudam adoram fazer uma pergunta para a qual já têm uma ordenação de preferências: eles querem ouvir que a prova está difícil para que se sintam bem com seu atraso e sua displicência com o que deveriam fazer: estudar. Por isso, graças a este aluno – cujo nome não me recordo, são anos e anos… – eu sempre digo que minha prova está impossível.

E é por isso que vou providenciar algo para comer porque o cachorro quente já foi.

 

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Miss Universo e Venezuela

“- Crianças, só leiam o que o tio Maduro manda ler, tá?”

Melhor que muita campanha de moda européia…(original daqui). Quem diria que um dia eu iria ver uma Miss Universo fazer isto? Ganhou de muita suposta militante feminista – que apenas fala, mas não age. Tem que ter coragem para fazer uma sessão de fotos assim.

Homens, mulheres, não importa, todos querem mesmo é liberdade. Por que será?

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Momento R Demográfico do Dia

Fui para lá, fui para cá, fui para acolá…

Olha que bacana o que os autores fizeram usando o R! Só para você ver, eles fizeram uma versão para a revista Science.

A article of mine was published in Science today. It introduces estimates for bilateral global migration flows between all countries. The underlying methodology is based on the conditional maximisation routine in my Demographic Research paper. However, I tweaked the demographic accounting which ensures the net migration in the estimated migration flow tables matches very closely to the net migration figures from the United Nations.

Muito interessante para curte demografia, não? Ah sim, mais um pouco:

Widely available data on the number of people living outside of their country of birth do not adequately capture contemporary intensities and patterns of global migration flows. We present data on bilateral flows between 196 countries from 1990 through 2010 that provide a comprehensive view of international migration flows. Our data suggest a stable intensity of global 5-year migration flows at ~0.6% of world population since 1995. In addition, the results aid the interpretation of trends and patterns of migration flows to and from individual countries by placing them in a regional or global context. We estimate the largest movements to occur between South and West Asia, from Latin to North America, and within Africa.

Vejam aí quem está procurando melhorar de vida e onde. O Império do Mal (EUA) continua sendo procurado por onze entre cada dez professores de Filosofia e Sociologia brasileiros que desejam falar mal da economia de mercado sem ter que viver numa economia pré-capitalista como a nossa. ^_^

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O salário mínimo que o Obama tanto deseja…

Pois é. Tem, realmente, o impacto que ele diz ter? Veja aqui. Artigo interessante, não? Veja alguns trechos da conclusão:

This paper re-evaluates the empirical evidence of a minimum-wage effect on employment. Several meta-regression tests corroborate Card and Krueger’s overall finding of an insignificant employment effect (both practically and statistically) from minimum-wage raises. Recently developed tests for publication selection bias confirm its presence in this area of labour research. The research on minimum-wage effects contains the clear trace of selection for adverse employment effects.

(…)

In the minimum wage literature, the magnitude of the publication selection bias is as large or larger, on average, than the underlying reported estimate. Overall, correcting for publication bias would transform a modestly negative average elasticity to a small positive employment elasticity. However, our meta-regression analysis identifies several factors, including structural change, that affect the magnitude of the minimum-wage elasticity. Thus, no single estimate can adequately summarize the minimum wage effect on employment. Rather, estimated employment effects are dependent upon research choices and time. Even under generous assumptions about what might constitute ‘best practice’ in this area of research, little or no evidence of an adverse employment effect remains in the empirical research record, once the effects of publication selection are removed.

É, a coisa não é assim tão simples…

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Popularidade, popularidade…e o governo

Copo cheiocopo vazio…Olha aí o copo vazio e mais alguns detalhes:

O percentual dos que consideram as notícias desfavoráveis oscila de 28% para 32%, no limite da margem de erro de 2 pontos percentuais para cima e para baixo. O percentual dos que consideram as notícias favoráveis varia de 19% para 15%.

As notícias mais lembradas pelos entrevistados em março referem-se as obras para a Copa do Mundo (18%), e manifestações pelo Brasil (11%). Aqueles que declaram não se lembrar de nenhuma são 12%, enquanto 29% não sabem ou não opinam a respeito.

A memória do povo anda fraca, não? Repare que casos de corrupção sequer são citados. Vejamos mais.

A pesquisa mostra que prepondera a insatisfação em todas as nove áreas de atuação avaliadas. Isso significa que o percentual dos que aprovam não supera o percentual dos que desaprovam em nenhuma das áreas. O descontentamento aumentou mais notadamente quanto às políticas econômicas, refletindo a maior preocupação em relação à inflação e ao desemprego.

É, quando o bolso do sujeito sofre com o populismo governamental, não há política populista que se sustente.Vejamos o que nos diz Salvato (que sonha em ser um investidor?):

“Se eu fosse um investidor estaria preocupado com qualquer coisa que afetasse a minha rentabilidade. E o cenário com a Dilma é ruim. Então, qualquer possibilidade de ela não ser reeleita eu vou reagir bem”, explica Salvato.

Salvato deve estar poupando muito e investindo pouco, mas ele tem razão. O povo está simplesmente dizendo que com a política econômica atual, ele prefere uma salutar alternância de poder.

Mas Salvato tem esta mania de pensar em termos de expectativas racionais (vício de economista):

Salvato destaca ainda que a iniciativa de criação de uma CPI para investigar o caso Pasadena vai ampliar ainda mais a exposição de Dilma a notícias negativas. “E a possibilidade de novas quedas na avaliação da presidente faz com que o mercado comece a precificar, acreditando em melhoria de rentabilidade futura”, reforçou.

Quem poderia imaginar um cenário diferente (mas que faça sentido sem o uso de LSD e outras substâncias psicoptrópicas)? Acho difícil. Acho que ele foi ao ponto. Uma CPI, neste caso, é bem-vinda no sentido de se investigar o desvio do dinheiro dos consumidores para aplicações notoriamente ruins. Alguém aí é a favor de não se investigar um caso assim?

Mas toda ação tem consequências. Como o Salvato destacou, as próprias expectativas de ações também têm consequências. E as pessoas não são bobas: a vovó, o vovô, o professor de História do colégio, o estagiário, o bacharel em Filosofia não são bobos: querem perder menos do seu suado dinheiro. Isto é o que Salvato quis dizer ao falar de mercado precificando. Pois é. A coisa não está muito bonita para o lado da economia brasileira não.

Curiosamente, é uma situação enfrentada por um gabinete da Fazenda que é o mais longo (ou está perto disto) em nossa história recente. Tanto tempo, tanta experiência, mas, claro, nem tudo são flores, não é? Agora o ministro anda nervosinho para lá e para cá, reclamando de avaliações externas (só quando a nota cai, claro, porque a memória é seletiva…) e bravo com a imprensa que só lhe dá más notícias.

Alguém aí se lembrou de checar os dados sobre um possível apagão?