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Nova edição do livro do Maddala…

Nem é tão nova assim, mas eu não sabia que Kajal Lahiri havia tomado para si a tarefa de dar continuidade a este ótimo livro-texto. Como eu não conhecia o autor, resolvi pesquisar um pouco sobre seus artigos e encontrei isto.

Determinants of Consumer Sentiment: Evidence from Household Survey Data

Kajal Lahiri and Yongchen Zhao

Under Revision

We study the information content of the five components of the University of Michigan’s Index of Consumer Sentiment and identify the main determinants of these measures,
using semiparametric ordered choice models and household data from the Surveys of Consumers from January 1978 to September 2012. Our findings suggest that consumers’
own perceptions and expectations, as measured by other survey questions in the Surveys of Consumers, are the most important determinants of the sentiment index. After this set of factors is controlled for, consumers’ demographic characteristics, aggregate macroeconomic variables, and professional forecasts account for little in addition. We also find that the sentiment components about the overall economic conditions are less sensitive to consumers’ own views and characteristics than the components about consumers’ household financial situations. These findings could motivate the use of consumer sentiment measures in a variety of applications, including forecasting consumption expenditures.

Ou seja, o co-autor do Maddala tem um artigo interessante sobre estes indicadores de “confiança” do consumidor. Pois é. Várias idéias surgem na cabeça nestas horas, não é? Muito bom. Fiquei com vontade de comprar esta última edição. Mas eu queria mesmo era ter a base de dados de Cagan (tabela 10.1 da 2a edição) para algumas hiperinflações…

 

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Rebaixado, corrupto…mas tem Copa! Viva!

Pois é. O infográfico é bonitinho e tal. Mas o fato é que entre o Chile e o Brasil, eu ainda prefiro o primeiro. Veja só a cultura de “não-deixar-a-concorrência-atender-bem-o-consumidor” que é gerada pela nossa burocracia, ávida por dificultar a abertura de negócios.

Com tanta regulação, com tanto carinho pelo trabalhador, ainda assim o governo consegue ser mais vil do que mais cruel empresário neoliberal. Os exemplos? FGTS e departamento de compras da Petrobrás.

Não, não é o capitalismo neoliberal que maltrata você não leitor. São seus políticos. É triste, mas é a verdade.

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Momento R do Dia – Teste de Racionalidade

Eu sei que estes testes são polêmicos, mas o objetivo aqui é apenas o de mostrar como se implementa um dos testes em R. Você tem a variável observada e a expectativa da mesma. Estima-se a equação a seguir:

yt – yt* = a + b(yt-1 – yt-1*) + ut

O teste para expectativas racionais é se b =0. Em Maddala & Lahiri (2010), este teste está no cap. 13 (na 2a edição, cap.10), ok?

Assim, só para fazer o exercício, construí uma amostra com um índice de expectativas da Fecomércio-SP e o IBC-Br do Banco Central do Brasil. Primeiro, o diagrama de dispersão:

exemplo_dynlm

Os comandos? Ok, um resumo rápido.

# teste maddala
exemplo <- read.table(file = "clipboard", sep = "\t", header=TRUE)
head(exemplo)

exp<-ts(exemplo$exp,start=c(2003,1),freq=12)
ibc<-ts(exemplo$ibc,start=c(2003,1),freq=12)

dlexp<-diff(log(exp))
dlibc<-diff(log(ibc))

library(ggplot2)
xyplot(dlibc~dlexp)

library(dynlm)
summary(dynlm((dlibc-dlexp)~L(dlibc-dlexp,1)))
madd1<-dynlm((dlibc-dlexp)~L(dlibc-dlexp,1))
plot(madd1$resid)
plot(madd1)

A saída da equação do teste, estimada:

> summary(dynlm((dlibc-dlexp)~L(dlibc-dlexp,1)))

Time series regression with “ts” data:
Start = 2003(3), End = 2013(13)

Call:
dynlm(formula = (dlibc – dlexp) ~ L(dlibc – dlexp, 1))

Residuals:
Min           1Q          Median         3Q           Max
-0.124125   -0.025666     0.000437   0.024512   0.121019

Coefficients:
Estimate Std. Error t value Pr(>|t|)
(Intercept)               0.001799 0.003642 0.494 0.6221
L(dlibc – dlexp, 1)    0.161131 0.087078 1.850 0.0665 .

Signif. codes: 0 ‘***’ 0.001 ‘**’ 0.01 ‘*’ 0.05 ‘.’ 0.1 ‘ ’ 1

Residual standard error: 0.04165 on 129 degrees of freedom
Multiple R-squared: 0.02586, Adjusted R-squared: 0.01831
F-statistic: 3.424 on 1 and 129 DF, p-value: 0.06654

Acho que, olhando somente para isto, as evidências seriam favoráveis às expectativas racionais, não? Repare que trabalhei com as variações de ambos os índices (as séries ficam estacionárias, livrando-nos de problemas conhecidos dos alunos de Econometria II).

Obviamente, é necessário checar os resíduos (fazer os testes de diagnósticos). Mas, para os fins deste exercício, vamos parar por aqui. Repare que usei um comando distinto para fazer a regressão: dynlm. Trata-se do pacote dynlm, mais flexível para regressões com modelos dinâmicos. A sintaxe, inclusive, é mais simples para, por exemplo, declarar uma k-ésima defasagem de qualquer variável. Seguindo a ajuda do pacote:

The interface and internals of dynlm are very similar to lm, but currently dynlm offers three advantages over the direct use of lm: 1. extended formula processing, 2. preservation of time series attributes, 3. instrumental variables regression (via two-stage least squares).

Legal, legal. Mas está tarde e o povo do WordPress.com parece ter piorado a vida do usuário com mudanças que estão sendo feitas no editor de textos. Além disso, estou cansado. Então, fiquem esta dica rapidinha de hoje.

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Vitória da contabilidade criativa e da eleição de campeões!

Muito bem, ministro Mantega e membros da equipe econômica! Começamos bem. Depois que o Cristo Redentor levou um choque divino para aprender a voar sem ter condições para tal, agora conseguimos mais um resultado positivo para nos afastarmos dos mercados. Parabéns a vocês!

Claro, Valdomiro Pinto deve estar em êxtase! Afinal de contas, não é todo dia que o povo pterodoxo da ala esquerda consegue vencer o monstro neoliberal. Temos que agradecer aos gaúchos do Tesouro, que tanto empenho mostraram nos últimos tempos (empenhando o dinheiro alheio…).

Também devemos agradecer aos gerentões (ou gerentonas) que cuidaram da criteriosa análise no uso do dinheiro público na compra da plataforma da Petrobrás. Gente, esta vitória é exclusiva de vocês!

“Mixed policy signalling by the government, with negative implications for fiscal accounts and economic policy credibility, coupled with a subdued outlook for growth over the next two years continue to weigh on Brazil’s policy flexibility and performance profile,” the agency said.

A Reuters disse tudo. Já começou a contagem regressiva para as atitudes xenofóbicas e nacional-socialistas de sempre (“eles não têm autoridade para nos julgarem”, “fora estrangeiros”, etc) que a esquerda nacional adora espalhar nestas horas (não duvide se um ex-presidente aparecer com o semblante tenso, com o discurso da indignação contra os estrangeiros na ponta da língua, tentando fazer você comprar a imagem de que Maduro é estadista e Reagan era um cão neoliberal…).

Já posso ouvir os gritinhos histéricos: “fora aritmética burguesa, na qual 2+2 = 4”! É o grito de guerra apropriado, inclusive, para quem curte “contabilidade criativa”.

Ah sim, eu também acho que os poderosos sindicatos de contadores poderiam ter ajudado a evitar isto tudo se tivessem vindo a público condenar práticas “criativas” em contabilidade, mas isso é outra história. Sempre haverá um empoeirado que dirá que a lei permite isto, aquilo, etc, mostrando um total desconhecimento do papel dos incentivos.

Nada disto importa. O que importa é que médico cubano é capacho e tem Copa no Maracanã. Viva!

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É, mané, achou que tinha aumentado sua renda permanente, né?

bitcoin

 

Pois é. Eis aí o Bitcoin (clique na imagem para ver a base de dados original), sensação não tão sensacional assim para a galera que investiu. Como sempre, vale a lição econômica básica: seja um sujeito convexo! Diversifique suas opções. Aqueles que apostaram na moeda nova ainda não precisam se lamentar…quando observamos apenas o valor da moeda ao longo do período analisado.

Mas não achei um único entusiasta que não tenha ficado incomodado com o colapso de algumas empresas. A esperança, como sempre, está no mercado (é, ele mesmo). Um novo derivativo surgiu para proteger os investidores. Sim, isso mesmo, notícia fresca.

Engraçado mesmo é aquele meme que circula na internet dizendo algo (em um tom irônico) como: “o governo quebra todo mundo e você pede mais governo”. Curiosamente, quando um setor não-regulado como o do bitcoin sofre terremotos, as pessoas não saem por aí com o meme invertido, o que não deixa de ser irônico.

Então, a solução para a instabilidade do bitcoin será “mais mercado”? Tomara. Mas é bom lembrar: ainda estamos longe de ver a era dos bitcoins. Vai levar tempo ainda. Agora, uma coisa é certa: quem não quis ouvir Milton Friedman e se esqueceu da renda permanente se deu mal.

p.s. por que é que liberais gostam de soluções de mercado para falhas de mercado? Olha, isto dá um texto gigante. Fica para outro dia.

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Democracia e Crescimento?

Democracy Does Cause Growth
Daron Acemoglu, Suresh Naidu, Pascual Restrepo, and James A. Robinson
NBER Working Paper No. 20004
March 2014
JEL No. O10,P16
ABSTRACT
We provide evidence that democracy has a significant and robust positive effect on GDP. Our empirical strategy relies on a dichotomous measure of democracy coded from several sources to reduce measurement error and controls for country fixed effects and the rich dynamics of GDP, which otherwise confound the effect of democracy on economic growth. Our baseline results use a linear model for GDP dynamics estimated using either a standard within estimator or various different Generalized Method of Moments estimators, and show that democratizations increase GDP per capita by about 20% in the long run. These results are confirmed when we use a semiparametric propensity score matching estimator to control for GDP dynamics. We also obtain similar results using regional waves of democratizations and reversals to instrument for country democracy. Our results suggest that democracy increases future GDP by encouraging investment, increasing schooling, inducing economic reforms, improving public good provision, and reducing social unrest. We find little support for the view that democracy is a constraint on economic growth for less developed economies.

Mais democracia….mais crescimento? Talvez sim. Mas será que os autores são convincentes? Confira aqui. Vou ficar devendo comentários, ok? O tema é interessante, polêmico, e, claro, é a paixão de 10 em cada 10 estudantes do tema. Entretanto, não estou com tanto tempo assim hoje para comentar um texto tão grande.

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Insumos para a educação: maximizar o bem-estar também é educar…ou civilizar?

Pode-se produzir educação em casa ou na escola. Mas quais são os insumos importantes para aumentar o impacto marginal dos estudos? Conforme uma pesquisa a ser divulgada hoje, existem algumas características básicas.

Um aluno com nível alto de conscienciosidade (organização e responsabilidade), por exemplo, pode apresentar em Matemática mais de 4 meses de aprendizado à frente de um estudante que tenha esse parâmetro mais baixo. Essa característica, no entanto, não é tão influente em Português. Para esse domínio, competências como o chamado lócus de controle (identificado com o protagonismo) e a abertura a novas experiências são as que fazem a maior diferença: numa distância também de 4 meses a mais de aprendizado.

Organização, responsabilidade, protagonismo…palavras bonitas e que nem sempre aparecem entre alunos. A organização, talvez, seja a mais fácil de se obter. Responsabilidade e protagonismo são aquilo que gostaríamos de ver quando o sujeito, em sala, mostra que não está não apenas acordado, mas também ciente de seus deveres e participa da aula buscando reforçar seu conhecimento, não sua fama de palhaço.

 A avaliação concluiu que só esse estímulo [o papel dos pais] pode diminuir em mais de 20% a diferença entre alunos com baixa e alta conscienciosidade. Esse peso é duas vezes maior do que a diferença vista nessa habilidade entre ricos e pobres, por exemplo. A escolaridade da mãe – um atributo que apresenta forte ligação com o sucesso acadêmico – tem impacto quase nulo quando se trata da questão socioemocional.

Sempre temos a escolaridade da mãe em estudos com regressões múltiplas e microdados. Mas eis aí um ponto interessante: depende do canal de transmissão e dos controles. Então, a conscienciosidade pode ser afetada pela intervenção dos pais fazendo o seu (deles) dever de casa que é educar (embora muitos achem que não precisam se preocupar com a educação dos filhos…). Por outro lado, o papel dos pais não é tão forte quando o objetivo é melhorar outra característica da garotada: o socioemocional (algo destacado, dentre outros, pelo Nobel de Economia, o Heckman).

Na opinião do escritor e jornalista canadense Paul Tough, que estuda as habilidades não cognitivas na educação, é preciso garantir mais “proteção” para as crianças de origem pobre. “Em ambientes ricos, as crianças são superprotegidas das adversidades e sofrem porque não tiveram a oportunidade de superar os seus próprios fracassos. Em áreas pobres, porém, as crianças já tiveram muitas adversidades e precisam, mais do que tudo, de proteção.”

Então, a ciência avançou nosso conhecimento sobre os insumos da educação? Eu diria que sim. Vou aproveitar para continuar esta discussão utilizando conceitos de sala-de-aula, no caso, de Microeconomia.

Pensando com o que aprendemos em sala de aula…dois bens, uma função de utilidade…(somente para quem curte Economia)

 Primeiro, não confundimos mais estas habilidades com o falso dilema “capacidade vs conhecimento“, como aponta David Nicoll em matéria correlata, lá no mesmo Estadão. 

Em segundo lugar, Heckman aponta a indústria de testes como um indicativo de que estamos observando incorretamente o fenômeno da educação. Isto não significa que não se deva medir as coisas – não caia no papo dos falsários! – antes pelo contrário, conforme se percebe neste trecho:

Professor de Economia na Universidade de Chicago e especialista na economia do desenvolvimento humano, Heckman ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 2000 por seu trabalho em provar que há efetivos ganhos econômicos quando se investe no desenvolvimento infantil, inclusive ao estimular características como cooperação e auto-controle (competências socioemocionais). Segundo ele, investir nesses aspectos durante a infância pode influenciar a economia, os aspectos sociais e de saúde de indivíduos e da sociedade como um todo, e isso pode ser avaliado com bases científicas. – See more at: http://educacaosec21.org.br/impacto-educacao/#sthash.8Hn7y9NW.dpuf

Estão aí todos os elementos para se pensar no problema da educação da gurizada. Com habilidades cognitivas e socioambientais (dois bens) produzimos a educação do menino (e, portanto, bem-estar).

Mais ainda, sabemos que as curvas de indiferença podem ter diferentes formatos, conforme estejamos observando resultados de bem-estar em aprendizado de português ou de matemática (isto tudo sem falar no papel dos pais). Algo como:

cognitivas = X
socioambientais  = Y
papel dos pais = Z
P = desempenho em português
M = desempenho em matemática

Finalmente, (D)esempenho é definido como:

U = u(P(X, Y, Z)), M(X, Y, Z)).

Eu diria que, para o processo tem duas etapas. Para maximizar U, temos que nos preocupar com o processo produtivo. Assim, pelo que vimos acima, as relações entre as duas matérias básicas e os insumos é tal que:

P = p(X(Z), Y(Z)) e M= m(X(Z), Y(Z)) com um ponto importante que é o de que, em P ou M, dX/dZ > dY/dZ. Imagino que a X e Y não sejam substitutos ou complementares perfeitos em nenhum dos casos, mas isto é com quem entende de educação.

Ah sim, a obtenção de impactos de Z em X ou em Y, conforme vimos no texto acima, é função de uma restrição orçamentária (a diferença entre “ricos e pobres”).

Bom, eu só queria mostrar como esta conversa toda pode ser pensada como um problema de maximização de utilidade típico. A solução do problema ou o refinamento do modelo não são meu foco principal aqui (mas seria uma boa idéia tentar resolver o problema, não? Supor alguns sinais de derivadas, etc). Eu queria mesmo era só destacar o ponto interessante disto tudo que é: a Ciência Econômica tem um papel social notável e não-desprezível. Afinal, quem pode ser contra a educação das pessoas?

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Como eu já dizia…não existe almoço grátis

Em 1997, alertava Mundell (negrito por minha conta):

Greece’s debt is 110 percent of GDP, and short-term interest rates are over 12 percent. If the drachma were stabilized against the mark at a rate that lent confidence to the parity, and if monetary policy were adjusted along the lines of a currency-board arrangement, interest rates would descend toward the German level (as have, recently, the interest rates of Italy, Spain, and Portugal), drastically cutting interest payments on new debt; because the average maturity of the debt is not much more than a year, the full benefit of interest reductions would be experienced in one year, slashing the budget deficit as a percentage of GDP toward the 4-percent level.
Greece is an important country in the European Union, given its history in Europe, its strategic position in the Eastern Mediterranean, and its potential in the services industries. Europe’s commitment to Greece is manifested in the heavy transfers it makes every year. It is in Europe’s interest to wean countries like Greece and Portugal from these transfer payments and the best chance to do so is to help Greece to establish the conditions for bringing its economy into macroeconomic balance. That could best be achieved by allowing Greece to enter the EMU. If 14 countries were to qualify for EMU, and Greece made a concerted effort to bring its economy into balance, the marginal cost of allowing Greece to enter would be small compared to its huge benefits. For that reason, while it is a long shot, it is possible that all countries of the European Union could become a part of the EMU by 1999.

A referência: Currency Areas, Common Currencies, and EMU, The American Economic Review, Vol. 87, No. 2, Papers and Proceedings of the Hundred and Fourth Annual Meeting of the American Economic Association (May, 1997), pp.214-216

Bem, uma tradução possível de to wean é desmamar (ou largar um vício, desabituar). Quando a crise de 2008 começou, eu me lembro de ter encontrado este artigo e enviado para alguns amigos e alunos. Sempre que leio novamente este texto eu começo a gargalhar porque eu me lembro dos arautos do “fim da economia/fim da ortodoxia/fim da economia mainstream” que acusavam os economistas de não terem conseguido resolver todos os problemas do mundo.

Basta ler o trecho acima para ver o que dizia Mundell. Pode-se acusá-lo de qualquer outra coisa, menos de não dizer o que sabíamos que deveria ser feito. Muita gente ganha com esta história de “crise da teoria”, como já lembrei antes (veja o vídeo abaixo).

Pois é, pessoal, o buraco é mais embaixo. Bem mais embaixo…