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Patrimônios Históricos da Mineiridade: Sabará (Introdução Jona-than)

Eu sei, eu sei, você estava esperando que eu falasse aqui de mais uma cidade. Ainda vou fazer isto, mas Sabará, Jabo(u)ticabas e Jonathan são três palavras com correlação muito alta (e estatisticamente significativa, segundo os alunos).

Futuramente, claro, farei a versão “Almanaque Abril” deste blog para a terra amada de Jonathan. Mas, hoje, vamos apenas falar deste cidadão ilustre da cidade das jaboticabas. Há uma história, beirando à lenda, de que ele teria cometido um gaticídio contra um elemento da espécie dos felinos quando morava em Sabará. Verdade? Mentira? Não sei. Pouco importa.

O que importa é que podemos ver claramente que o professor Jonathan poderia ter motivações econômicas para esfolar o gatuno que roubava a ração de seu gato protégé (clique na imagem para ampliar ou consulte um oftamologista uma vez por ano).

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Como se vê, Jonathan tinha vários motivos para esfolar o bichano. Nem todos ficam contentes com esta história.

“- Os gatos vão se vingar, Jonathan!”
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Cidades Perdidas: Almanaque Abril do Blog em Ação!

O sol se alevanta no sertão!

Pois é. Tem um povo aí que adora falar de cidades e ficar olhando mapas bonitinhos, gráficos かわいい e coisas do gênero. Hoje apareceram-me com uma versão beta do tal DataViva. Não deu outra! Fui correndo ver se as cidades cuja resenha feita por mim, tão elogiada pela mídia que me importa (sou igual à ministra: se falam mal, mando investigar. Mas se falam bem, elogio e chamo de “mídia imparcial”. Bobeando, ainda financio um coquetel para um congresso sobre controle social da mídia), estavam lá.

Ok, você não se aguenta mais de impaciência. Tal qual uma dose de crack (ou um exercício de Kuhn-Tucker), você precisa que precisa ver uns gráficos. Então, vamos lá.

Frondosos Pinheiros de Minhas Montanhas!

Primeiro, a famosa Campoh Beloh.

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Olha aí! Pedras de Cantaria! Eu não sei bem o que é, mas os alunos de tão formosa localidade mineira certamente sabem do que se trata. Mas, prossigamos com Poços.

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O meu amigo Jonathan falou de caixões, mas eu prefiro pensar em caixas para carregar aquelas laranjinhas d’água que vão pro CEASA. Caixotes de madeira! Tantos discursos que mudariam o Brasil já foram feitos sobre eles…

Mas o tempo, diria o Cazuza, com sua sagaz observação acerca da quarta dimensão de Einstein, não pára. Vamos para Conceição do Mato Dentro.

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Eu sei, eu sei. A culpa não é minha. Talvez a potência conceicionense não exporte, mas seja voltada para a economia local, fazendo parte da grande cadeia de comércio inter-regional que orgulha estes comedores de pães-de-queijo que somos nós, mineiros!

Ou talvez o Zezé tenha saído da cidade levando todo o estoque de capital humano da mesma para a capital – ah, o cruel êxodo rural! Asa branca…o sertão….mundo cruel… – deixando para trás uma cidade deserta…

A última hipótese, claro, é a de que não dados disponíveis (consultoria? Pague-me bem que te ajudo na coleta de informações!). Não importa. O que importa é que pelo menos nos divertimos um pouco neste final de noite. Confesso: foi um dia cansativo. Ah, quer usar o aplicativo? Vai lá mexer com os dados. Larga de chorar da lista de Cálculo, da prova do Jonathan ou de outras besteiras que você cometeu: águas passadas não movem moinhos e quem fica parado é poste.

“- E eles deixaram para trás suas vidas, esperanças, bois e vacas. Rumaram para a capital em busca de um trânsito mais tranquilo, sem engarrafamentos…e nunca mais foram vistos”.
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Lições de Desenvolvimento Econômico: reflexões a partir de uma entrevista

Tem vários exemplos legais de crescimento. Mas nenhum deles deixou de ter um componente de mudança institucional não raro contenciosa que fizessem prevalecer as instituições que fazem a economia crescer em oposição às tradicionais. (Gustavo Franco, em entrevista à Conjuntura Econômica, Fev/2014, p.38-9)

Pois é. O Plano Real fez 20 anos (e comentei sobre isto em 20 minutos, aqui). O Gustavo Franco, no trecho acima, chama a atenção para algo muito importante: mudanças institucionais não se fazem facilmente. Não basta saber o que tem que ser feito e nem dá para ignorar as questões políticas. A revista informa que a entrevista estaria no ar mas, honestamente, eu procurei e não a encontrei (e olha que sou assinante!).

Reformas institucionais são importantes? Acho que você não precisa estudar Economia para saber que a resposta é positiva. Por outro lado, se não estudar Economia, provavelmente não saberá organizar suas idéias sobre as reformas. Panfletários de todo os lados apenas vendem suas bandeiras, mas quantos deles param para pesquisar a realidade? Quantos panfletários marxistas ou libertários apresentam-nos um estudo sério, que vá além das correlações, sobre causalidades? O assunto não é fácil, eu sei, mas temos que começar.

O problema é a educação! Eles são jovens, vão aprender!

Vão mesmo? Na mesma entrevista o Gustavo Franco nos lembra que fazer reforma educacional é tão importante quanto difícil. Por exemplo, há um grupo poderoso (que adora não se ver como grupo poderoso…como todo grupo poderoso, aliás) que tem uma visão bem cartorialista da educação:

Mas há um preconceito sindical absurdo quanto ao estabelecimento de metas, planos e meritocracia no funcionamento da educação – na superior então é outra conversa. Você precisa mexer nas engrenagens. É reformar. (idem)

Grupos de interesse agindo? Tirando crescimento econômico? Já ouvi esta história antes. Não dá para ignorar o tema, nem em Macroeconomia. Aliás, o livro do Richard T. Froyen, de Macroeconomia, é o único que tem um capítulo sobre política fiscal que inclui uma discussão interessante sobre o tema da política e eu o recomendo para bons estudantes (e alguns capítulos do mesmo são leitura obrigatória comigo).

Enquanto isto, jovens, muitos deles, querem apenas repetir frases, fazer memes de economistas mortos. Não que não seja divertido brincar de repetir frases, aprender a citar, mas o objetivo final da Educação é melhorar a sua (e a nossa) compreensão da realidade. Então, sim, no final do dia, queremos todos saber se há ou não impacto da educação sobre o crescimento econômico de um país. Não apenas isto, queremos saber, já que recursos são escassos, em que metas devemos focar e com quais instrumentos. Qual é a elasticidade-retorno da educação para cada R$ 1.00 investido no Pará? No Acre? Aqui? E assim por diante.

Você quer falar de livre mercado? Eu gosto de livre mercado. Mas quero saber o quanto a flexibilização do mercado de trabalho geraria empregos e salários relativamente a hoje. Você pode ser um destes que acha os fenômenos sociais complexos e tal, mas, no final do dia, ninguém vai te contratar (no setor privado, pelo menos) para você contar histórias bonitas sobre a não-linearidade do mundo ou sobre o efeito-borboleta. Isto é papo bonito, mas vale para a realidade? Para qual delas? Como se aplica?

Jovens falam em mudar o mundo…

Todo mundo quer mudar o mundo mas, dizem meus amigos libertários, ninguém quer ajudar a mãe e lavar a louça. E eu complemento: e menos gente ainda querem sentar e estudar. Infelizmente, para os que não curtem um bom tempo investido em pesquisa, as pesquisas continuam mostrando que a educação, digo, a Educação, é importante. Por exemplo, lembra deste gráfico?

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Repare que ele ilustra três variáveis, na verdade. A escala das “bolinhas” é medida em Capital Humano (medido em 2010, com dados atualizados de Barro e Lee). Brinquei com este gráfico nestes últimos dias, focando nas variáveis dos eixos vertical e horizontal. Mas repare no tamanho do capital humano dos países. Veja, por exemplo, como esta história de filantropia também parece ter uma correlação forte com o capital humano.

Não quero sugerir mais do que o gráfico nos diz, mas aposto que mais tempo na escola também tem algum impacto na visão das pessoas sobre o que elas pensam daqueles mais desfavorecidos. Ou sobre a ajuda a velhinhas na travessia de pedestres. Pode ser que não, mas é possível que, em média, haja um impacto positivo neste aspecto. Vai saber. Só mesmo com…mais estudo para responder perguntas assim.

Mas as mudanças institucionais…como ficam?

Alguém tem que trabalhar nisto, não tem? Então, vamos lá.

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Apenas uma correlação? Ou há como explicar isto?