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Sugestão de exercício em R: introdução às séries de tempo

Minha sugestão é simples. Você nem precisa baixar a planilha de dados. Basta usar o Quandl (dei a dica ontem e você deve ler novamente as instruções básicas).

1. Importe uma série mensal (reproduza meu exemplo e depois faça com outra).
2. Faça o gráfico, o gráfico da função de autocorrelação e o da autocorrelação parcial.
3. Comente sobre o que visualizou.

Obviamente, se você já se adiantou e leu mais no livro, faça também um teste de raiz unitária. Mas, se não se adiantou, aguarde. Você mesmo terá a chance de se virar para fazer isto, sozinho. De qualquer forma, um estudante que se mexe sabe que fazer uma pesquisa neste blog por “Momento R do Dia”, ou na internet, vai lhe dar tudo o que precisa para fazer este exercício simples.

Sugestão 

Use este guia. Vá lá e aprenda a discernir as coisas. Sugiro que faça o exercício mais simples que é importar uma única série. Uma vez feito isto, use o pacote forecast para fazer as funçõe de autocorrelação. O gráfico da série, claro, pode ser feito com o comando plot ou com algum outro bom pacote como ggplot2.

A dica é importar os dados como formato de série de tempo “xts” (ou, se você quiser importar de outro jeito, consulte a apostila e se vire). O meu exemplo é este, com duas séries, embora eu só ilustre uma delas. A dica é ir ao site do Quandl e ver as séries lá mesmo.

JPY = Quandl("QUANDL/USDJPY",start_date="2000-01-01",end_date="2013-06-07", type="xts")
JPY_monthly = Quandl("FRED/EXJPUS",start_date="2000-01-01",end_date="2013-02-01", type="xts")

# que tipo de objeto é?
class(JPY)
class(JPY_monthly)

# checando de um jeito ou de outro...
head(JPY)
show(JPY_monthly)

# façamos um gráfico mais decente...

library(lattice)
xyplot(JPY_monthly)
xyplot(JPY)
# pode-se fazer assim, mas o eixo horizontal tem um bug

acf(JPY_monthly)

# agora sim...com Acf do pacote forecast...

library(forecast)
Acf(JPY_monthly)
Pacf(JPY_monthly)

Veja os gráficos.

cambiojp

AcfJPY

Pacf_JPY

Eis aí minha sugestão para os que desejam se exercitar com séries de tempo e no R, até a próxima aula de laboratório.

Agora, vire-se porque você não é quadrado!

Simples assim.

1. Para aqueles alunos que choram, mas não trabalham:

Bom trabalho. Já faz tempo que você precisava trabalhar, não?

2. Para os demais (incluindo não-alunos):

Bom trabalho.

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Lembrete aos navegantes

Acredito que a estabilidade financeira tenha sido fundamental, um século atrás, para estadistas preocupados com o crescimento, assim como é hoje para os líderes que procuram o crescimento e a distribuição de riqueza. Um governo incapaz de controlar seus negócios fiscais e monetários acabará por ser incapaz de atingir a expansão e a igualdade. O preço de políticas irresponsáveis em todos os países e todos os séculos precisa ser pago eventualmente. [Schulz, J. A crise financeira da abolição, Edusp, 2a ed., 2013, p.35]

Ainda existe gente, por aí, que acha que existe uma caricatura chamada economista neoclássico que não conhece a história e, assim, vive em um mundo e abstrações que não lhe permitiria entender a realidade.

Há discussões que valem o meu tempo. Esta, não. Nem preciso citar a desastrada e tortuosa forma de pensar de um ex-presidente que tentou se corrigir acerca de uma declaração que fez, sobre gerar empregos a qualquer custo.

Pois aqui está um economista neoclássico, não-estruturalista, que usa econometria, citando um trecho de um ótimo livro de história econômica. As lições da história estão aí. Entende-se que o mundo nos impõe restrições – como Celso Furtado aprendeu, no lombo, ao tentar fazer suas reformas durante o governo Jango – e que nem sempre conseguimos fazer tudo o que queremos.

Mas o discurso de certos membros da atual administração Rousseff é de espantar. Eles, que sempre nos acusaram – nós, os supostos economistas ortodoxos/neoclássicos (e olha que eu nem me enquadro tanto assim neste rótulo) – de não lermos os livros de História.

Logo eles, que nunca conseguiram terminar um livro-texto básico como o do Mankiw, nunca entenderam o básico de Probabilidade ou o mínimo de Econometria. Ninguém entende de tudo, mas quando o sujeito se vangloria de nunca ter tentado, então você sabe que a discussão está perdida. Feliz o analfabeto que deseja aprender a ler, mas infeliz aquele que se vangloria de nunca ter precisado estudar para ser, sei lá, presidente.

Eu pensaria duas vezes antes de falar bobagens para jornais. Já os falastrões…

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Piada Pronta: em Minas Gerais, a vadiagem é não apenas liberada, como incentivada

Província mineira, ouro em extração e crescimento da população escrava…o que fazer?

Um perspicaz juiz da Coroa, Teixeira Coelho, observou em uma “Instrução para o Governo das Minas Gerais” que as regras contra vadios deviam ser suspensas no caso de Minas, “porque estes vadios, que em outra parte seriam prejudiciais, são ali úteis”. [Luna, F.V. & Klein, H.S. Escravismo no Brasil, 2010, p.65]

Eu citei o livro aqui, ontem. Lembra?

Bem, ao invés de falar sobre instituições, história econômica, etc, prefiro pensar no trecho acima como uma das melhores piadas prontas que alguém poderia fazer sobre Minas Gerais. Alunos, pedestres, motoristas, autoridades, professores, comerciantes…nenhuma profissão está livre da presença dos vadios neste estado.

Quem conhece, sabe.

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Cultura e Livre Mercado

Islamismo e livre mercado? Quem disse que não? Veja este vídeo.

Antes que você ache que esta é uma questão resolvida e consensual, eu te digo: não é. Há quem ache uma ótima idéia cortar as mãos de criminosos (ao mesmo tempo em que condenam os que amarram criminosos em postes para esperar nossa polícia aparecer para a visita…). Há quem diga que o Islã é anti-mulheres, etc.

Há muita besteira sendo dita por aí. Fuja delas!

Para alguma coisa séria sobre o tema, eu sempre recomendo o Timur Kuran.