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Em busca de cidades desconhecidas: Poços de Caldas

Poços de Caldas: fartura em poços!

Embora não seja exatamente a cidade sobre a qual eu deveria estar falando, segundo um membro do Nepom, sabemos que Poços tem bandeira e brasão.

Da Wikipedia, sim, isso mesmo, em língua inglesa, aprendemos que:

It lies on the boundary of the state of São Paulo at 1186 meters elevation and is the main socio-economic nucleus of its region, having an area of 544 km² (85 km² urban and 459 km² rural) in the municipality.


The physical area is made up for the most part of a high plateau formed by mountains, fields and valleys with an area of approximately 750 km². The average elevation is 1200 m (3937 ft), with Cristo Redentor, the highest point, at 1686 m (5531 ft). The topography is highly suggestive of a 
volcanic crater and, given that the region’s rocks are indeed igneous and there are hot springs, this gave rise to a common misconception that Poços de Caldas would be located inside the crater of a large extinct volcano. In reality, Poços de Caldas is inside a caldera that was formed by the collapse of a central portion of terrain amid elevated areas, and while the latter have volcanic origin, the process that formed the supposed “crater” had nothing to do with volcanic activity.
Poços de Caldas occupies a highly strategic geographical location, due to its proximity to São Paulo (243 km), Belo Horizonte (460 km) and Rio de Janeiro (470 km), whose connections are made with good highways, and due to its integration into the routes of the hydro-mineral spas of Serra NegraÁguas de Lindóia, Socorro, Monte Alegre do Sul, Águas da Prata, Caldas (Pocinhos do Rio Verde), CambuquiraLambari,Caxambu and São Lourenço. Poços de Caldas is also close to the most developed regions of the interior of the state of São Paulo, such asRibeirão Preto (240 km), Campinas (160 km) and São José dos Campos (315 km).

Estive lá uma vez na vida e me ensinaram que a cidade era uma cratera vulcânica. Lamentavelmente, não há nenhum Monte Fuji para se ver. Os paulistas adoram achar que tudo que faz fronteira com seu estado é estratégico. Bem, assim Poços de Caldas é descrita como “estratégica” (geralmente, o pessoal de Juiz de Fora é que acha sua localização “estratégica” porque ficam mais perto das praias do Rio de Janeiro do que nós…).

Percebe-se que a cidade é rica em poços (águas termais) e o que não faltam lá são canecos de alumínio para se tomar cerveja. Na verdade, há mais para se saber sobre Poços. Por exemplo, quem nasce em Poços de Caldas é caldense? Poço? Água quente? Nada disso. É poço-caldense.

Seguindo uma tendência brasileira, a cidade tem cerca de 6.526 caminhonetes e 3.010 caminhonetas e, não, caminhoneta não é tal e qual presidente e presidenta. Você sabia disto? Nem eu.

Aposto que você também não sabe da origem do nome desta cidade! Então, um pouco de IBGE para você.

Os paulistas, na “marcha para o Oeste” em demanda de pastagens, pulavam as tranqueiras e arrancavam os moirões de posse como tinham feito no “ciclo do ouro” e assim iam invadindo o Planalto. O recuo da divisa foi o curioso fenômeno que ligou geograficamente a Região do “planalto da Pedra Branca”, também chamada “maciço de Poços de Caldas”, ao desenvolvimento social e econômico da Capitania de Minas. Começou com a expulsão do paulista Bartolomeu Buenos do distrito de Campanha, em 1743, e terminou com a disputa entre a Câmara de Caldas e a de São João da Boa Vista, na Fazenda do óleo (atual município de Andradas), por ocasião do inventario de Antônio Martiniano de Oliveira, em 1874.

Tranqueiras e moirões…saudades de Câmara Cascudo, Machado de Assis e outros que sabiam usar a língua portuguesa…

Quando das costumeiras penetrações realizadas pelos aventureiros da época, foram descobertos, em meio do planalto, os poços de água quente, cujo valor medicinal foi de pronto constatado. Nasceu desse fato o constante crescimento do lugarejo que imediatamente se formou nas vizinhanças dos poços. Esta data é considerada a de fundação da cidade de Poços de Caldas.

Ahá! Curiosamente, o texto do IBGE, neste parágrafo, não menciona a data. Prossigamos.

O nome de Caldas veio da tradição portuguesa relacionada com as águas de igual nome existentes em Portugal. Inicialmente era a freguesia de Nossa Senhora da Saúde das Águas de Caldas.

Desde 1886, funcionava na cidade uma casa de banho, utilizada para tratamento de doenças cutâneas, na qual já era utilizada a agua sulfurosa e termal da Fonte dos Macacos. Poços recebeu seu primeiro visitante ilustre, o Imperador Dom Pedro II, em outubro de 1.886. O mesmo esteve acompanhado da Imperatriz Dona Tereza Cristina para inauguração do ramal da Estrada de Ferro Mogiana.

É, rapaz, IBGE também é cultura (mas ainda não sei a data…).

Bom, o que não se pode negar é que, de vez em quando, na faculdade, podemos ouvir uma voz cheia de saudades desta cidade, que canta as saudades de sua terra (notadamente ao ver o preço do salgado na cantina). Você também pode cantar. Faça seu ensaio aqui.

Sugestões para a próxima cidade? Coloca nos comentários do blog e, quem sabe, uma hora destas, eu faço mais um texto bem-humorado para você?

Não, você não precisa de voltar ao oftamologista: é só olhar aquele trechinho em vermelho, ali, no cantinho, na fronteira com São Paulo, sô.
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4 comentários em “Em busca de cidades desconhecidas: Poços de Caldas

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