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Sustentabilidade da Dívida (Abenomics, novamente)

Eu sei, eu sei, não importa o tamanho da dívida sobre o PIB, mas sim sua sustentabilidade (porque prazer ela não proporciona…). Correto. Mas aí alguém dizer que não entende o porquê do governo japonês aumentar o imposto sobre consumo em Abril é-me um mistério. Afinal, 230% do PIB em dívida bruta (e numa trajetória bem mais robusta de crescimento do que o restante da OCDE, eu diria) não é um número desprezível (página 13 do documento).

O que dizem os analistas? Veja por você mesmo aqui e aqui. O segundo estudo, do NBER, por sinal, conclui que a dívida pública japonesa não é sustentável. Assim, voltando ao nosso tema de sempre, não sei se dá para ser otimista como alguns blogueiros como Scott Sumner ou Marcus Nunes. Posso estar enganado – geralmente estou, principalmente à esta hora da noite em pleno Carnaval – mas o crescimento econômico não-explosivo (em termos de dívida pública japonesa) parece depender dos aumentos de salários que o Primeiro-Ministro Abe anda tentando induzir em conversações com o setor privado. Claro, falta a questão da desregulamentação (a parte, digamos, microeconômica da Abenomics).

É, o tema é interessante mesmo…

p.s. depois eu faço um outro post sobre testes econométricos para a sustentabilidade da dívida…se eu conseguir resistir aos outros temas…

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