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Momento R do Dia

Passeios aleatórios reinam…mas são absolutos? Eis um belo exemplo de que as coisas não são tão simples. Mesmo com tanta obviedade – claro que um teste estatístico é apenas um teste e nada mais – existem alunos que me procuram com uma insegurança que confunde religião com ciência (em A Solidão da Cidadania, Alberto Oliva, um grande filósofo carioca, faz bem o ponto de que ciência não te dá respostas para certas questões e vice-versa para a religião. Um dia comento aqui, se é que já não o fiz).

Que insegurança? O sujeito quer que eu lhe diga, como se eu fosse o supremo líder da religião econométrica que ele pode dormir tranquilo porque encontrou um passeio aleatório para chamar de meu loiro. O exemplo bacana do link acima é ótimo para estas circunstâncias. Afinal, meu caro, você tem que aprender a pensar em um mundo de probabilidades, com erros tipo I e tipo II (meu amigo e colega Marcio Salvato ensina isto como ninguém e, mesmo assim, muitos de seus ex-alunos parecem se esquecer disto quando vão ao trabalho empírico comigo).

Olha, você quer que eu te diga que o urubu é um passeio aleatório? Mesmo? Deu preguiça de estudar? Então esqueça as aulas do Marcio, esqueça tudo o que eu falei, enfie sua cabeça em um balde de gelo, segure por 30 segundos e tire. Depois, fale que o urubu é um passeio aleatório, bata no peito e saia correndo grunhindo. Caso consiga fazer fogo, quem sabe, você poderá sair desta. Metaforicamente ou não, é uma chama de esperança.

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