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A produção industrial é manchete…vamos falar dela então!

O prof. Pastore afirma, com razão, no Estadão hoje que não é fácil interpretar os sinais emitidos pela série da PIM-PF, conhecida como produção industrial mensal, divulgada pelo IBGE. Ele está certo. O problema de extração de sinal não é trivial, exceto em problemas triviais, claro.

Pois é. A notícia é que a PIM-PF, na série dessazonalizada, caiu 3.5%. O leitor mais frequente sabe que já andei brincando com a série da PIM-PF por aqui. Hoje eu não vou apresentar previsões desta série, mas apenas um gráfico (ah sim, gráficos e tudo o mais feitos no software livre R).

pim_pf_2014

 

O que temos aqui é a produção industrial logaritmizada (lprod), no período Jan/1991 a Dez/2013. Não lhe tirei a sazonalidade e, portanto, o leitor deve tomar cuidado antes de comparar meu texto com a divulgação do IBGE ou qualquer outro artigo sobre o tema.

Ah sim, no gráfico, você pode observar, eu apliquei um destes testes de quebras estruturais endógenas, só para ver o que ele poderia me dizer, gerando os cortes verticais no gráfico. As barras vermelhas no eixo horizontal são os intervalos de confiança para as quebras estimadas (os meses de quebra são: Abr/1994, Abr/2000, Fev/2004 e Abr/2007) e não vamos entrar em detalhes sobre isto aqui deixando como lembrete aos leitores que, sim o prof. Pastore tem razão: não é trivial estudar a série.

Outro gráfico que acho extremamente didático para ajudar a entender uma série de tempo é o que está aí embaixo.

lprod_month

 

 

Repare no eixo horizontal. O que temos aí são os meses. Então, “J” significa que o primeiro rabisco ali, à esquerda, são os valores da variável alinhados cronologicamente, sempre para Janeiro. Ou seja, vemos que a produção industrial havia crescido persistentemente (ou quase, há umas pequenas quedas, mas nada que interrompa a trajetória de subida observada) desde 1991, em todos os “Janeiros”. A barra horizontal é a média dos valores de todos os valores de Janeiro na amostra.

Para todos os meses temos retas positivamente inclinadas com uma perigosa inflexão ao final (ou seja, nos meses dos anos mais recentes). Eis aí o mau desempenho da indústria de que todos falam. Eu não dessazonalizei a série, mas os que o fizeram acabaram de divulgar na imprensa suas tristezas com a esta série…

Os leitores que cursam Econometria certamente acharão este post simples, incompleto e meio bobo. Mas se os outros leitores, os que não são muito próximos à área, ou que estão iniciando seus trabalhos em Economia por este semestre chegarem aqui e aprenderem algo novo, já estou satisfeito. Atiçar a curiosidade é sempre bom. Bem, quase sempre.

 

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Playstation

O Igor fez um longo – e ótimo – texto sobre o preço do Playstation 4 no Brasil. A análise de custos é bem detalhada e o leitor mais afeiçoado aos jogos destes caros brinquedos verá que o autor não faz apenas a “aritmética” dos custos, contábil, por natureza.

Ele levanta pontos de economia política ao final do post. Divirta-se!