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Séries de tempo para todos

Eu sei, eu sei. Você queria mesmo era ver a série de gastos da presidência da república com cartões de crédito, mas, sabe como é, segredo de estado porque estamos em guerrra. Em outros tempos, um automóvel extra na garagem faria 90% dos jornalistas pedirem um impeachment, mas eles são todos de esquerda e, assim, já viu, né?

Ok, talvez eles não se deixem levar pela ideologia. Curiosamente, eles sempre acusam os economistas de se deixarem levar pela mesma, embora se achem livres da mesma. Talvez tenham que passar por um simples teste para entenderem que não são mais iluminados que o resto da humanidade.

Dito isto, vamos para assuntos menos indigestos. Escolhi dar mais uma dica: a de séries de tempo. Não é este nosso título? Pois é. Suponha que você seja mais um professor de Estatística ou de Econometria que precisa mostrar para os alunos como é que se aprende a trabalhar com séries de tempo. Eles, obviamente, com preguiça, vão chorar, rastejar, emular ataques de pânico, ligarão para os pais, subirão pelas paredes, enfim, farão de tudo para não trabalharem. Uma das coisas que farão será dizer que não encontram dados. Bem, é hora de colocar em ação o BOPE (vide figura acima).

Não tem dados? Não mesmo? Bem, aqui vai um contra-exemplo. Não tem nem jeito, né? Aliás, nesta lista, chamo a atenção para esta base aqui, organizada por tema. Ah sim, claro, há também a opção de procurar os links da barra lateral deste blog.

Como bônus, para os amigos de História Econômica (não, não vou falar do Angus Maddison de novo), há uma base muito interessante sobre tráfico de escravos no Atlântico que é esta aqui. Eu sei que não é a melhor base de dados, mas já ajuda, né? Agora, uma dica legal é a MoxLad (antiga OxLad), para aqueles que preferem séries menos irregulares.

Existem muitas séries de tempo por aí, para qualquer um usar em seus estudos ou pesquisas. O problema é que os estudantes ainda não entendem que “estudos” e “pesquisas” não são palavras alienígenas, mas fazem parte de seu dia-a-dia. Aprender a trabalhar com séries de tempo não rende apenas satisfação pessoal ou auto-realização. Rende também algum dinheiro em alguns casos. Ou eu deveria ter dito o contrário?

 

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O que você prefere?

Este artigo me deixou curioso sobre um tema avançado – para a graduação brasileira – em Economia: preferências. Todo aluno quer saber de onde elas vieram. Bem, nós assumimos que existem e mandamos bala na álgebra. É mais simples e, se você é aluno de primeira viagem, deveria agradecer a Deus por facilitarmos sua vida.

Agradecer a Deus, mas não deixar de continuar se questionando. Isso significa que você deve tentar construir seu conhecimento da maneira correta: aprenda primeiro muito bem a usar a ferramenta e, depois, procure por alternativas (ou aperfeiçoamentos da mesma). A mesma coisa se dá com o termo “preferências”.

Lembra do post de hoje sobre “cultura”? Pois é a mesma coisa. Eu só comecei a estudar o tema depois apanhar muito (e ainda apanho) da teoria tradicional. Aliás, até prova em contrário, ainda sou da velha guarda pois, de gustibus non est disputandum.

Ah é, falaram para você de interdisciplinaridade mas só te mostraram a porta do partido político do professor? Então esqueça. Há vida interessante na academia e ela inclui relações com a computação, com a matemática, com as ciências biológicas, da saúde, com a história, com a neurologia, etc. Antes de dar o salto, faça como economistas: suba os degraus. O ganho é sempre marginal.