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Na era da globalização (e graças a ela), o folclore nacional é que dá lucro – o caso da Galinha Pintadinha

Notável matéria no Estadão de hoje sobre o maior sucesso nacional, creio, desde Mônica e Cebolinha. Sim, estou falando da Galinha Pintadinha. Alguns ótimos pontos da matéria:

1. As produções “piratas” (ou caseiras) são não apenas bem-vindas, como ainda dão lucro para a dupla de criadores. Lição para muita gente que acha que “direito autoral” é igual a “cláusula (supostamente) pétrea”.

2. Os empreendedores souberam aproveitar o que eu chamaria de legado de Câmara Cascudo (nosso grande folclorista). O autor da matéria insinua – e eu concordo – que a fonte do sucesso (senão a principal fonte) são as músicas folclóricas nacionais, reinterpretadas pela turma da Galinha Pintadinha.

Este segundo ponto é importante porque há um discurso – idiota, mas sempre repetido, apesar das evidências empíricas em contrário – de que “a globalização malvada e feia destruiu a cultura nacional”. Mentira. A globalização é um fenômeno mais ou menos intenso e começou com a primeira migração de algum ancestral nosso (refiro-me aos macaquinhos, só para não ficar muito sem datação histórica). Digo mais, ninguém no BNDES criou uma política industrial para o “setor estratégico” de desenhos de galinhas pintadinhas. Graças a Deus! Assim os empreendedores criaram, cresceram e hoje lucram satisfazendo crianças aqui e lá fora (sim, isso mesmo).

Câmara Cascudo estaria contente se vivo estivesse (creio eu).

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