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Excelente argumento do Adolfo: estudante universitário não é menos inteligente do que o resto da população

Bons pontos. Notadamente, os incentivos que nem sempre são percebidos pelos leigos e pelos mais apressados. Todos queremos melhores padrões de ensino, qualidade, vida eterna, dinheiro farto, etc. Mas é verdade: nem todos podem ter esta vida e não me parece socialmente justo dar uma escolha binária para as pessoas (“ou tudo, ou nada”).

A discussão sobre o grau ótimo da regulação estatal está, sim, na ordem do dia. Infelizmente, os meios de comunicação não fazem muita questão de debater este tema.

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Liberais comem em restaurantes melhores?

Recentemente o pessoal divulgou o índice de liberdade econômica da Heritage Foundation e, assim, não resisti a replicar um exercício que fiz há algum tempo com Diogo Costa e Ari em um pequeno artigo que prometeram publicar em um jornal e nunca o fizeram (depois reclamam da esquerda, tsc, tsc…assim até eu obtenho hegemonia cultural gramsciana).

O gráfico abaixo mostra a frequência dos países no ranking dos 50 melhores restaurantes do mundo, de 2003 a 2013. Nota-se claramente a preseça de cinco campeões: França, Itália, Espanha, Reino Unido e EUA. No eixo horizontal do gráfico temos a média do índice de liberdade econômica no período 2002-2013 e, no eixo vertical, a frequência do país no ranking citado, no mesmo período.

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Como não poderia deixar de ser, alguém vai me dizer: como fica este gráfico sem estes outliers? Bem, eis o gráfico.

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Bem melhor, não? De maneira geral, a correlação entre ambos as variáveis é positiva e, claro, o Brasil não é lá o melhor colocado, ainda que a elite paulistana e seus chefs desejem a fama e o sucesso ardorosamente. O nosso colega, o Peru, embora com presença menos frequente, está com uma liberdade econômica média acima da nossa. Claro, para mim, as grandes surpresas são a Austrália, Cingapura e Hong Kong. Bem, nem tanto, porque, lembre-se, tiramos os outliers.

Minha esposa adora bons restaurantes (embora meu bolso reclame…mas graças a Deus, ela trabalha e eu, claro “só dou aula”…) e, com estes gráficos, eu já sei quais serão os prováveis destinos de viagem que ela irá sugerir-me.

Claro, vocês sabem que correlação não é causalidade, mas eu não falei de causalidade aqui. Mas não deixa de ser engraçado pensar na pergunta-título deste post. Ambientes mais liberais são também ambientes nos quais a culinária pode experimentar diferentes combinações (nunca ouvi alguém falar de excelência com pratos inovadores na culinária cubana, norte-coreana ou venezuelana, por exemplo). Talvez haja uma verdade subjacente a estes dados.

Ah sim, a liberdade econômica se encontra aqui e os restaurantes, aqui.