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Oferta, demanda e imposto

Nada muito diferente do livro-texto. Afinal, legalizar um mercado e taxá-lo é o mesmo que não liberá-lo totalmente. Mesmo que o produto seja a maconha.

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5 jabu(o)ticabas que te lembram do fracasso que é o Brasil

O Diogo Costa tem três vídeos que você não pode deixar de assistir para entender o Brasil e o mundo. Já fiz propaganda deles aqui (os libertários (exceções honrosas existem) ficaram felizes, embora eles não sejam muito chegados à reciprocidade quando o assunto é divulgação).

Mas eu tenho também uma listinha de “5” ou “7” para vocês. Hoje, é a lista das cinco características (quase que totalmente) genuinamente nacionais que nos lembram do que é este inferno chamado Brasil.

1. Calçadas feitas para você não andar – Experimente andar pelas calçadas de boa parte das capitais brasileiras. O piso é irregular, quebrado, são totalmente inadequadas para caminhadas, principalmente de idosos. Aí, você fala em setor privado e te chamam de neoliberal. Bem, as calçadas são responsabilidade do poder público municipal (ou estadual?), não? O fato é que são horríveis. Um país que não quer mobilidade dos cidadãos não pode me falar de saúde e segurança.

2. Legalização da extorsão – Como é que pode um sujeito ameaçar arranhar seu carro se você não lhe pagar o quanto ele quiser te cobrar ser um cidadão livre? Bem, na minha cidade eles ganharam até uniformes da prefeitura. Dizem que é política social, inclusiva. Tá bom. Mas se alguém quebrar meu retrovisor, ele é responsabilizado? Quando arranham o carro do sujeito, o que fazer? O descaso é tanto que um percentual não desprezível da população prefere nem fazer o boletim de ocorrência porque a polícia não vai cuidar disto mesmo…

3. Barulho depois das 22 horas – Então é lei que não se pode fazer barulho no prédio depois das 22 horas mas ele acontece. Ok. Você tenta ser razoável, não consegue. Aí vem o poder público e lhe diz que não envia policiais porque não tem contingente, embora adore faturar em cima de quem tomou uma taça de vinho e saiu dirigindo por aí numa logística que não faz o menor sentido (veja como se fazem as “blitz” nos EUA para entender o que digo).

4. Pichações – O que acontece se você sair de madrugada, pichar uns monumentos, prédios, etc e voltar para casa? Nada. Claro, só se um policial te pegar, mas eles não pegam ninguém, caso contrário, divulgariam com alegria. No final do dia, o brasileiro que sai às ruas por mais do que 20 centavos (da boca para fora é este o discurso) não é capaz de viver em uma sociedade apreciando bens públicos como monumentos. Que civilização humana é esta em que as pessoas são obrigadas a cercar estátuas, colocar avisos em muros dizendo o óbvio: que não se picha propriedade pública (ou privada que não seja a do pichador?).

5. Roubos de agulhas – Diz-se que roubar uma agulha e um milhão é a mesma coisa mas os brasileiros parecem discordar. Quantos nunca notaram a malandragem de alguns prestadores de serviços (taxistas, caixas de mercados e lojas) com um “erro” no troco? Há erros e erros, mas você nota que alguns erram mais do que o normal. Alguns vão dizer que é ignorância. Pode ser. Mas eu noto que um percentual não desprezível de pessoas sofre com estas contravenções em diversos lugares. Uma sociedade que não consegue levar a sério um valor simples como a honestidade é uma sociedade que elege representantes políticos que ajudarão seu país?

Bem, estas foram minhas cinco jabuticabas de hoje.