Economia Divertida? Ganhe mulheres com a Economia!

Sim, ela existe e está aqui. Quer mais? Que tal falar de revistas em quadrinhos (gibis) com seus amigos usando…Economia? Eventualmente, você pode ser mais tradicional e pode ganhar a mulher na boate usando um pouco de seus conhecimentos de Econometria.

Econ Journal Watch

Uma das coisas que eu espero em revistas científicas é ver debate sobre métodos, conclusões ou modelos. Ou tudo isto. Não, não se trata de politicagem e de falatório besta. Refiro-me à boa e velha conversa científica.

Em Economia, para ser honesto, só um journal parece satisfazer esta minha estranha vontade: este. “Estranha”? Ou será que os outros é que se perderam?

Neste número, inclusive, há um misto interessante de diálogos entre autores (sempre há isto lá) e algumas boas peças de história do pensamento econômico (o socialismo, diria, empedernido, de nosso primeiro Nobel e a evolução do pensamento ideológico de Milton Friedman).

Repare também nos links laterais, muito legais. Nem todos os journals têm estas estatísticas.

Previsões e modelos de previsão

Minha previsão é a do CPTEC/INPE e ela me indica que não chove hoje. Pior para os burocratas reguladores (e, claro, dos ministérios, já que o ex-presidente dizia que o modelo regulador não era tão bom quanto as estatais…ah o Brasil de Raymundo Faoro…) do setor.

Mas, falando em previsões, eis aqui um curso que eu gostaria de assistir. Claro, a área de séries de tempo é cheia de modelos interessantes e, às vezes, algo obscuros (nada que um Yule-Walker não ajude a resolver).

p.s. Caso você seja um entusiasta de bases de dados, veja a diversidade que existe lá no START, sobre terrorismo no mundo.

IS-LM socialista

Oskar Lange. Quem não se lembra? Um dos primeiros manuais de Econometria foi deste economista polonês que, dizem, foi extremamente criativo nos anos de exílio, quando morou nos EUA, antes de retornar à Polônia no pós-guerra.20140130_152801

Pois é. Hoje vi um artigo que é, praticamente, um exercício de história do pensamento econômico. A partir de um artigo de 1938 de Lange, os autores tentam introduzir uma dinâmica no modelo. Segundo eles, era uma sugestão do autor. Além disso, aparentemente, os autores querem nos convencer de que o mais interessante não é interpretar este modelo de Lange na tradição do IS-LM, mas sim como uma abordagem mista de Marx e Schumpeter (e do próprio Lange).

Bem, aqui está o artigo e um dos autores tem um post sobre o tema aqui. Eu ia ler o artigo original e fazer mais comentários, mas não deu tempo. Vocês terão que ficar mesmo com a foto aí ao lado que me lembra como eu tentei entender aquela formulação de elasticidade do Lange (reproduzida no genial e clássico “Chiang” da época, o “Allen”. Digo, não da minha época, mas na dos meus professores).

Olha, se der tempo, no final de semana, e bater aquela vontade de falar de Oskar Lange, eu volto ao tema. Mas já adianto: não vi, no artigo, se os autores checaram as condições para a dinâmica do modelo (aquelas regrinhas de traço e determinante para ver se converge, diverge ou é ponto de sela e tudo o mais). Talvez algum leitor mais arguto queira fazer isto.

Séries de tempo para todos

Eu sei, eu sei. Você queria mesmo era ver a série de gastos da presidência da república com cartões de crédito, mas, sabe como é, segredo de estado porque estamos em guerrra. Em outros tempos, um automóvel extra na garagem faria 90% dos jornalistas pedirem um impeachment, mas eles são todos de esquerda e, assim, já viu, né?

Ok, talvez eles não se deixem levar pela ideologia. Curiosamente, eles sempre acusam os economistas de se deixarem levar pela mesma, embora se achem livres da mesma. Talvez tenham que passar por um simples teste para entenderem que não são mais iluminados que o resto da humanidade.

Dito isto, vamos para assuntos menos indigestos. Escolhi dar mais uma dica: a de séries de tempo. Não é este nosso título? Pois é. Suponha que você seja mais um professor de Estatística ou de Econometria que precisa mostrar para os alunos como é que se aprende a trabalhar com séries de tempo. Eles, obviamente, com preguiça, vão chorar, rastejar, emular ataques de pânico, ligarão para os pais, subirão pelas paredes, enfim, farão de tudo para não trabalharem. Uma das coisas que farão será dizer que não encontram dados. Bem, é hora de colocar em ação o BOPE (vide figura acima).

Não tem dados? Não mesmo? Bem, aqui vai um contra-exemplo. Não tem nem jeito, né? Aliás, nesta lista, chamo a atenção para esta base aqui, organizada por tema. Ah sim, claro, há também a opção de procurar os links da barra lateral deste blog.

Como bônus, para os amigos de História Econômica (não, não vou falar do Angus Maddison de novo), há uma base muito interessante sobre tráfico de escravos no Atlântico que é esta aqui. Eu sei que não é a melhor base de dados, mas já ajuda, né? Agora, uma dica legal é a MoxLad (antiga OxLad), para aqueles que preferem séries menos irregulares.

Existem muitas séries de tempo por aí, para qualquer um usar em seus estudos ou pesquisas. O problema é que os estudantes ainda não entendem que “estudos” e “pesquisas” não são palavras alienígenas, mas fazem parte de seu dia-a-dia. Aprender a trabalhar com séries de tempo não rende apenas satisfação pessoal ou auto-realização. Rende também algum dinheiro em alguns casos. Ou eu deveria ter dito o contrário?

 

O que você prefere?

Este artigo me deixou curioso sobre um tema avançado – para a graduação brasileira – em Economia: preferências. Todo aluno quer saber de onde elas vieram. Bem, nós assumimos que existem e mandamos bala na álgebra. É mais simples e, se você é aluno de primeira viagem, deveria agradecer a Deus por facilitarmos sua vida.

Agradecer a Deus, mas não deixar de continuar se questionando. Isso significa que você deve tentar construir seu conhecimento da maneira correta: aprenda primeiro muito bem a usar a ferramenta e, depois, procure por alternativas (ou aperfeiçoamentos da mesma). A mesma coisa se dá com o termo “preferências”.

Lembra do post de hoje sobre “cultura”? Pois é a mesma coisa. Eu só comecei a estudar o tema depois apanhar muito (e ainda apanho) da teoria tradicional. Aliás, até prova em contrário, ainda sou da velha guarda pois, de gustibus non est disputandum.

Ah é, falaram para você de interdisciplinaridade mas só te mostraram a porta do partido político do professor? Então esqueça. Há vida interessante na academia e ela inclui relações com a computação, com a matemática, com as ciências biológicas, da saúde, com a história, com a neurologia, etc. Antes de dar o salto, faça como economistas: suba os degraus. O ganho é sempre marginal.

Cultura importa?

Não há muita dúvida: quando você discute seriamente o efeito de “cultura” sobre o desenvolvimento econômico, sim, ela é importante. Nós falamos sobre isto aqui, há três anos. Talvez você ache nosso artigo um pouco técnico. Tudo bem. Tente esta didática aula do Tyler Cowen.

Espero voltar ao tema ao longo deste ano, aqui no blog. Os que me conhecem sabem que é um tema que me interessa. Para variar, sim, mostrarei algumas correlações por aqui. Duas orientandas minhas devem trabalhar no tema este semestre. Só de ter o interesse de algum aluno no tema já é um fato interessante. Mas, claro, há mais.

Mais?

Sim. Mais. Não é apenas o interesse. É também o fato de as pessoas entenderem que “cultura” não pode ser discutida de maneira descuidada. Não tem como alguém me falar de “cultura indígena” – exceto se os índios estiverem isolados de outras tribos e do restante do mundo por uns 500 anos. Qualquer “cultura”, portanto, é constantemente bombardeada por outras culturas, o que torna o tema, portanto, bem menos simples do que pode parecer nosso papo no bar.

Pois bem. Caso você goste do tema, convido-o a trazer links, comentários e mais questões sobre o tema.

A Grande Depressão cá e lá: uma ajuda para os professores de história econômica e seus estudantes angustiados

Um importante debate lá nos EUA – e reproduzido nos livros-texto que usamos – é o da Grande Depressão. Eu diria que é o segundo debate mais interessante (eu prefiro o debate do Cálculo Econômico no Socialismo, mas há quem prefira este). O livro do Dornbusch, co-autorado com Fischer e Startz, tem este quadro exatamente na sua última página, que eu acho ótimo. Salvo engano, o livro do Mankiw também tem algum quadro similar. 20140128_151549-1   Bem, a Grande Depressão (além do Choque do Petróleo) talvez seja um dos maiores divisores de opiniões entre economistas. O pessoal olha para esta tabela e vê Keynes “ganhando” um debate (embora a política monetária e a fiscal estejam, ambas, andando juntas). Outros falam que quem ganha o debate é Friedman. E por aí vai. Nós já sabemos que uma correlação sozinha não faz verão (frase minha, eu sei), embora ajude a começar os trabalhos. Na verdade, acho que o consenso é que a Grande Depressão, realmente, foi um problema eminentemente de falta de ação do FED. Em outras palavras, se é que serve para alguma coisa “vencer” o debate, parece que Friedman venceu, mesmo que Paul Krugman rasgue seus livros. Veja, você pode debater este tema por horas e se der azar de encontrar um daqueles marxistas, verá que o debate pode até perder sentido e ninguém vai ganhar nada (exceto a classe trabalhadora, no fim da história, lá no comunismo). Não vou debater este tema aqui com uma tabela deste tamanho. Então, você pergunta, o que você quer? Tão somente apresentar para vocês os dados para o Brasil em uma tabela similar. Na medida do possível, tentei construir a tabela de forma a que qualquer leitor interessado possa comparar os dois países. Ei-la. depressao_brasil   Curiosamente, raramente eu vejo algum livro-texto de macroeconomia ter a preocupação de mostrar tabela similar para o Brasil. Você tem que consultar os livros de história econômica do Brasil e, mesmo nestes, nem sempre há dados tabulados. Certamente dissertações e teses de boa gente lá da História Econômica existem e já agradeço as referências, caso possam me enviem.

Para as tabelas acima, usei apenas o Peláez e Suzigan – o clássico livro deles sobre a história monetária brasileira – e o surpreendentemente pouco usado livro do Goldsmith (ok, ele esgotou, mas quem em sã consciência, não reedita este livro, ao invés de ficar reeditando livros de autores que…recusaram-se a atualizá-los de propósito?).

Não, não sei quem venceria o debate “política fiscal versus política monetária” no Brasil. Talvez eu discuta isto mais aqui e, com certeza, nas aulas de História Econômica do Brasil que leciono, mais uma vez, neste semestre. Eventualmente encontrarei algum leitor meu por lá (duvido).

Bom, é isso. Eu queria apenas compartilhar com vocês este “bem público” que é a tabelinha acima.

Amostragem e o problema do conhecimento

Uma vez um tolo me veio com esta história: “eu já andei o Brasil todo, sei dos problemas. Você não sabe nada”.

Pois é. Isto me lembra da ingenuidade arrogante de quem acha que, por ter viajado, estudado, andado, dançado, transado com animais, etc, sabe mais do que o outro porque tem “mais experiência”. Faltou ir a alguma aula de filosofia da ciência, não? Você não precisa fumar para saber dos efeitos do cigarro.

Não entendeu? Fique com esta antológica, contada pelo Barão de Itararé. Trata-se do diálogo de Wendel Philips, abolicionista, e um ministro protestante sulista, hostil às suas idéias.

– O senhor é Wendel Phillips, não é?

– Sou, sim, senhor.

– O senhor é o homem que pretende libertar os negros?

– Sim, senhor.

– Então, por que prega por aqui, em vez de ir para Kentucky, onde estão os negros?

Phillips silenciou por um momento. Depois disse:

– O senhor é ministro, não é?

– Sim, sim, senhor.

– E o senhor pretende salvar as almas do fogo do inferno, não é?

– Pretendo, sim, senhor.

– Então – prosseguiu Phillips com sua lógica impecável -, por que o senhor não vai para o inferno?

[Máximas e Mínimas do Barão de Itararé (organizada por Antônio Felix de Souza), 4a edição, Ed. Record, 1985.]

Nada como o bom humor.

Pois é. Caso você seja um destes espertalhões que “já viajaram o mundo inteiro” e, portanto, “sabe mais do que estes ignorantes”, porque “tem um doutorado na vida”, fica aí meu aviso (e também do Thomas Sowell em Os Intelectuais e a Sociedade (É Realizações, 2011): o verdadeiro conhecimento está espalhado por aí. A amostragem, em Estatística, ainda é o menos pior dos males. Bom, mas se você insistir, siga o conselho de Phillips e vá para…

Momento R do Dia (GoogleVis)

Aproveitando a deixa, olha aqui que bacana. Feito com dados do Almanaque Abril. Como é que eu fiz isto? Usei um programa para o R, o GoogleVis. Experimente passar o mouse sobre as fatias.

Ok, quando tiver um gráfico mais interessante, eu mostro aqui. Por enquanto fiquem com este. Caso você também queira brincar, consulte este post. Eu basicamente mudei umas duas coisas e fiz minha pesquisa adicional. 🙂

O tal “passthrough” e nós

Em um excelente capítulo de PAEG e Real – dois planos que mudaram a economia brasileira, organizado por Alkimar Moura (FGV Editora), Pastore e Pinotti fazem vários exercícios simples de análise econômica. Por exemplo, há quem goste de usar diagramas de dispersão ao contar uma história.

Sobre a economia brasileira, no período 1957-68, por exemplo, os autores falam do financiamento do déficit público, na época, fortemente relacionado à inflação (via expansão na oferta de moeda). Em algum momento, surge o assunto que alguns tanto gostam: o passthrough. Qual? Aquele tradicional, no qual uma depreciação no câmbio nominal é transmitido para o câmbio real e também para o nível de preços, gerando inflação.

Como visualizar isto? O aluno de Ciências Econômicas que já passou por dois períodos em nossa faculdade já teve mais do que suficiente para pensar em como resolver isto. Veja, são três variáveis e duas relações importantes: câmbio real e nominal; câmbio nominal e inflação.

Caso haja algum passthrough, então você esperaria que a correlação fosse positiva entre a inflação e o câmbio nominal, certo? Afinal, lembre-se, o câmbio é fixo, o governo o desvaloriza e, se há respingos nos nível de preços, devemos ter inflação.

Pastore e Pinotti mostram que praticamente não havia efeito passthrough no período. Claro, há mais a se dizer sobre isto e sabemos que a correlação, em si, não diz muita coisa (mas, lembre-se: o texto citado é fértil em evidências empíricas e justificativas teóricas para estas correlações). Entretanto, alguém poderia querer repetir o exercício para períodos posteriores.

Economia não é Física e, portanto, relações institucionais podem mudar e isto é uma praga. Sabemos que é difícil fazer cortes amostrais com base apenas em períodos de governos (quatro em quatro anos) ou em outros critérios (pós-crise, pós-choque do petróleo, antes do mensalão, etc). Não é muito diferente de algumas outras ciências sérias e sabemos que muita discussão inútil (e algumas úteis) surgem apenas por conta deste “problema da delimitação da amostra”.

Pois bem. Eu disse isto tudo para justificar que, arbitrariamente, escolhi aqui uns períodos para que os que gostam do tema possam falar mais sobre o pasthrough. Primeiramente, já está claro que não dá para fazer uma análise de longo prazo com a amostra toda. Lá do IPEADATA eu peguei a taxa de câmbio nominal, o IPCA e o IPC dos EUA. Com os índices na mesma base, calculei a taxa de câmbio real e parti para as correlações.

Primeiramente, note que, embora gostemos de amostras grandes, a primeira coisa a se notar – dado o que falei antes sobre mudanças institucionais – não dá para falar muita coisa sobre o período todo.

tudo

 

Assim, vamos aos sub-períodos.

heterodoxa

 

Financiamento inflacionário? Olha, eu diria que sim, embora os congelamentos de preços e outras medidas esdrúxulas resultem no primeiro diagrama de dispersão bem confuso, no qual não se consegue ver um padrão claro de comportamento entre o câmbio real e o nominal.  Já o segundo diagrama de dispersão mostra que desvalorizações cambiais não impactavam na inflação. Vamos aos governos FHC (em um único conjunto de gráficos), às duas administrações da Silva (que alguns chamam de Lula) e Dilma. Seguindo em frente…

fhc

 

A impressão que me dá é que, novamente, não há muito passthrough embora o padrão de correlação nulo no segundo gráfico tenha se alterado. A inflação fica praticamente constante para qualquer nível de taxa de câmbio nominal (exceto uns poucos perdidos lá no canto superior esquerdo). Não me ocorre nada aqui para explicar a diferença do padrão deste para o gráfico anterior, mas vamos em frente.

lula1

 

Aqui já vemos uma mudança no padrão do passthrough, com uma correlação positiva. E na segunda administração do da Silva (ou do Lula)?

lula2

 

Aqui, diferentemente dos anteriores, a correlação é baixa, mas o padrão de dispersão é diferente da era heterodoxa ou do governo FHC. Ao contrário do primeiro mandato, a mudança na política econômica parece visível nos dados. A inflação não está mais próxima de zero mas também não parece haver efeito passthrough.

dilma

 

Finalmente, com os dados até Set/2013, temos a administração Rousseff, com característica similar ao segundo mandato do presidente da Silva. Eu arriscaria dizer que a volta da heterodoxia ao poder no segundo mandato de da Silva e sua manutenção na administração Rousseff não é algo que os dados desmintam. Pelo menos não nestes gráficos.

E agora?

Bom, agora é hora de digerir estes dados. Como eu disse, a aplicação estatística aqui é muito básica e é necessário consultar um livro de Economia Brasileira para checar a história deste período todo. Também é interessante pensar em outras relações (outras variáveis) para o período. Mas eu queria destacar a flexibilidade da análise econômica e também como é que se inicia o pensamento sobre um problema econômico. Meu amigo Reginaldo é “o cara” para assuntos de passthrough. Vou torcer para que ele se interesse em comentar estes diagramas de dispersão. Não apenas ele, mas vocês, meus dois leitores, também.

Restaurantes e Liberdade Econômica (quase um momento R do dia)

Ok, pessoal. O WordPress.com não se mostra muito simpático ao Google Docs e eu ainda estou aprendendo a usar um outro recurso, do R. Então, ontem eu passei a noite toda por aqui, tentando algumas soluções. Não foi vitorioso, mas não saí sem nada. Assim, criei um blog apenas para os gráficos de planilhas do Google Docs e, para inaugurar, um gráfico não tão explicativo assim, de um tema sobre o qual falei aqui, semana passada. Espero que gostem.

Em breve, coloco mais correlações (mais) interessantes por aqui.

A importância de se melhorar a qualidade da análise de marketing no Brasil

Não, não vou gastar horas. Nem palavras. Vou apenas dar uma ilustração, esta. Tem tanta coisa nesta oferta de emprego, que a primeira coisa que a maior parte dos leitores sentirá é um misto de surpresa e terror. 

Pronto, não preciso dizer mais nada. Ah, a galera do “mas aqui a gente usa regra de três e está tudo bem” nem precisa vir comentar.

Momento R do Dia: Bitcoins e (uma pretensa introdução superficial a uma conversa posterior sobre) Quebras Estruturais

bitcoin2

O momento R do dia é um pouco mais simples hoje, embora com mais frases. Primeiro, os dados acima são de 2013-01-01 até ontem (sábado) e tive que copiar e colar daqui.

Os dados são diários e, para isso, devemos trabalhar com o pacote zoo. Eis alguns comandos:

library(zoo)

teste <- read.zoo(“bitcoin3.csv”, header=TRUE, sep=”,”, format = “%m/%d/%Y”)

head(teste)

Os comandos acima importam os dados da planilha bitcoin3.csv, ordenados por coluna. Para fazer o gráfico acima, aproveitei-me da simplicidade do pacote lattice.

library(lattice)

xyplot(teste$Weighted_Price)

O gráfico acima, assim, é a série do preço, digamos, médio, do mtgox, a série de bitcoins mais longa que encontrei (embora ela tenha um problema no meio de 2011, motivo pelo qual eu tive que trabalhar com uma série menor (e o gráfico acima é um subconjunto desta série menor). O problema é alguma anomalia que ocorre de 20 a 25 de junho de 2011. Não sei a causa (e agradeço a quem souber).

Eu planejava fazer um post maior, sobre quebras estruturais, mas este gráfico é tão esdrúxulo – começa praticamente estacionário e muda de comportamento – que resolvi deixar esta discussão para depois. O fato é que, fazendo uma rápida análise, não consegui ver alguns fatos destacados por este jornalista.

Há vários testes de quebras estruturais em R e pretendo, ao longo dos próximos meses, usá-los aqui, com vocês. Mas entre minha intenção e a realização da mesma passam muitas quebras estruturais…

p.s. esta conversa toda sobre bitcoins e quebras começou numca conversa com o prof. Diogo Costa que, por algum motivo, ficou curioso sobre este mercado. Um outro aluno, o Jean, também queria discutir este tema. Eu, particularmente, não tenho o menor interesse em bitcoins, exceto como o de uma série adicional para exercícios de Econometria de séries de tempo. Bom, caso eu perceba que vá ganhar dinheiro com isto, aí é que vocês não me ouvirão falar mais disto por um bom tempo. ^_^

p.s.2. Ok, assim que sobrar um tempinho, eu coloco uma análise básica de quebras aqui, só para satisfazer os mais depravados.

Mini-carros

Não, não são carros da Lego. São aqueles mini-carros (nome inglês) , chamados de K-cars no Japão. Aí vai o trecho:

A Honda representative told Asahi that since 64 percent of K-car drivers are women, this option was incorporated specifically to attract them. A good portion of K-cars are bought as second cars, for shopping and shlepping the kids around. In the past, these women bought compact cars, but they’re switching over to Ks.

Nissan and Daihatsu have upped the ante by also offering windshields that cut ultraviolet rays, something else women demand. In addition, K-cars now have much roomier interiors than in the past and larger cargo areas. In truth, there isn’t much difference, performance-wise, between a K and a standard compact.

Which is why the U.S. is even angrier than before, because that makes the so-called trade barrier even higher to scale. Due to regulations and consumer sentiment, K cars aren’t marketable in America, and the Big 3 automakers aren’t going to manufacture them only for one market, but that could be changing. India seems ravenous for K-cars and Suzuki is quickly setting up factories and joint ventures on the sub-continent.

Vale dizer, os carrinhos são úteis para a família e a demanda é mais ou menos bem conhecida; 64% são mulheres, logo, a diferenciação do produto é voltada para este público.

Agora, engraçado mesmo é a existência de barreiras (provavelmente por conta do lobby das montadoras daquele país) para a importação destes simpáticos automóveis.

Turismo e Restaurantes

Falando em turismo (post anterior), o mesmo Euromonitor tem um vídeo sobre o tema. O que me deixa mais curioso nesta história de viagens turísticas é o turismo gastronômico. Talvez seja a hora de voltar a ler algo sobre comidas étnicas lá na página do Tyler Cowen. Aliás, eis algo a se pensar quando for comer fora.

Agora, cá para nós, viagem bacana – que ainda vou fazer – é visitar o Japão do norte ao sul, não apenas Toukyou (Tóquio). Além da comida japonesa, em si, deliciosa (para mim), eu gosto mesmo é de experimentar cervejas. Assim, começando lá em Hokkaidou (quem sabe, uma visita às cervejarias da Sapporo? Ou ao museu?) até Okinawa e sua cultura exótica (e sua cervejaria Orion) cuja propaganda gratuita está aí no alto.

Eu sei que vocês conhecem “saquê” como uma bebida alcóolica específica, um “vinho de arroz”. Originalmente, “saquê” é usado como uma palavra para qualquer bebida alcóolica, o que me remete a esta divertida música.

 

 

Cenários

O pessoal do Euromonitor divulgou novas previsões para algumas variáveis-chave e países. Estão aqui. Sim, embora o crescimento previsto seja lento (mas o que é “lento”, meu Deus? Depois de 2008, eu acho ótimo qualquer crescimento..), as previsões são otimistas quanto a uma retomada de crescimento mundial um pouco mais sólida.

Será que finalmente chegamos lá? Nem todos são otimistas (veja as análises de Pelaez, por exemplo).