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A Economia Comportamental também erra

Muita gente que não entende muito de Economia não pode ouvir o termo: “a teoria econômica está em crise”, que já procura paradigma até em caixa de Eskibon. Como sabemos, a teoria econômica não está em crise e nem há paradigmas concorrentes relevantes até o momento. Alguns querem ver a economia comportamental como uma “revolução” (e se puderem incluir um marxismozinho aqui e ali, aí ficam todos dando pulinhos). Já vi muita gente que não leu nem o livro do Mankiw me falar que pessoas não têm racionalidade e precisam de babás (geralmente, eles mesmos…digo, esta “gente” citada) porque leu em algum caderno de cultura de jornal que existe uma tal de “racionalidade limitada” ou “economia comportamental” ou, sei lá, “retornos crescentes de escala”.

A lista não termina nunca e sempre peca pela tradicional “cultura do pensador” (Joseph Love, já citado aqui e alhures) que lê um livro da coleção Primeiros Passos e sai por aí como se soubesse resolver todos os exercícios do livro do Varian (digo, do Intermediate Microeconomics, não daquele para bebês que se usa para alfabetizar graduandos em Teoria dos Preços).

Pois é. Mas ainda há salvação! Basta você parar de ler posts apenas e dar uma olhada com mais calma na bibliografia especializada. Este post, por exemplo, é um bom início para quem acha que “economia comportamental mostrou que estava tudo errado”.

Algumas pessoas acham que isso é só “acadêmico” (é sempre a preguiça de estudar, geralmente seguida daquela desculpa marxista para não estudar: para que estudar se o mundo precisa de gente que faça algo, mesmo que não entenda o que está fazendo – geralmente escrito de forma mais bonita, acho, em algum texto do Marx teen sobre Feuerbach) e ficam só no Almanacão da Turma da Mônica sem perceber que até para entender o mercado de quadrinhos tem Teoria Econômica.