PPGOM

É muito bom vir aqui anunciar que tenho mais amigos e mais trabalho gratificante. Sim, agora sou membro colaborador no mestrado em Economia Aplicada do PPGOM.

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A Ética Budista do Capitalismo

“(…) many of the Buddha’s earliest followers were bankers or traders, which suggests that the taking of interest was not forbidden. Further, Kosambi (1965, pp.178, 182) notes that several hundred years after the death of the Buddha, Buddhist monasteries often lent part of their monetary wealth to merchants and caravaneers to provide needed capital; presumably such loans yielded considerable interest payments”. [Pryor, F.L.  A Buddhist Economic System – in Principle: non-attachment to worldly things is dominant but the way of the law is held profitable, American Journal of Economics and Sociology, 1990, v.49, n.3, footnote 4, p.346-7]

Ok, ok. Caiu a vida fácil de quem achava que a culpa toda era de Weber. Aliás, em Desenvolvimento Econômico, aprendemos que as coisas são bem mais complicadas, certo?

Momento R do Dia

Curiosamente, o Stata e o R possuem um mesmo jeito de “sanduichar” os desvios-padrões (bem, não tão curioso assim…na verdade, ainda bem que são idênticos). Entretanto, por algum motivo que ainda não consegui descobrir, os resultados não batem. Se o autor tem razão e o que há de comum é o uso da famosa HAC1 em ambos, bem, alguém tem que me explicar porque o Ari (Stateiro-mor) e eu (R-zeirense) não conseguimos acertar estes malditos desvios-padrões.

Ah, mudando de assunto, sabe o que uma seita de fanáticos (que dizem que qualquer ação do governo é sempre um crime), o Eike Batista e blogueiros progressistas têm em comum? Patrocínio público.

Dá orgulho ser xingado por gente fanática, não dá?

Você realmente acha que está bem usando só a planilha?

Este breve post do pessoal do Revolution serve não apenas para você usar o R ou qualquer outro pacote estatístico sério. Ele serve para você perceber que o avanço em seu conhecimento consiste, justamente, em não usar planilhas como último recurso, nem como o único recurso em uma análise séria de dados.

Eu diria que o avanço do capital humano é função da efetiva troca de planilhas por pacotes como o SAS, R, SPSS, Minitab, Eviews, Stata e afins. Bem, “eu diria”, mas é uma hipótese. Acho que a complementaridade entre planilhas e estes pacotes é importante em um dado ponto do tempo, mas, ao longo do tempo, eu esperaria um número maior de usuários de pacotes do que em planilhas. Eis minha função do capital humano usando como proxy nosso uso de planilhas e pacotes econométricos.

Aliás, eu gostaria de ter uma pesquisa estatística sobre isto. Como não posso, fico só na idéia e, claro, na espera de que alguém me diga se já existem estudos como este.

Enem…e os incentivos

Então a prova do ENEM está cheia de problemas em sua criação, como a explícita tentativa de vender a todos o marxismo como única forma de análise histórica. Ok. Agora não há mais como negar que o governo não se comporta como um planejador benevolente que maximiza alguma função de bem-estar social mas, pelo contrário, possui interesses muito estritos e que não condizem com a preferência da média dos seus eleitores (nos anos 90, um grupo de autores gaúchos havia denunciado para todo o país este fato em um livro que, não por coincidência, nunca foi reeditado). (*)

Isto, em si, já seria um problema para fazer despertar alguns gigantes. Mas há mais do que isto. Há o problema dos incentivos na correção. Afinal, se estamos falando de correção de provas, não existe isto de “não pode ter notas muito baixas” ou “não pode ter só notas baixas (altas)”. Tome-se como exemplo a questão: 2 + 2 = … , 100 alunos e todos dizem “5”. Pronto, acabou. É zero para os 100.

Sabemos (digo, hoje em dia, não apenas os especialistas sabem, mas sim todos os leigos), desde o divertido Freakonomics, que um problema sério quando o governo elabora provas é a inflação nas notas (grade inflation). Qual o risco do sistema de incentivos descrito na matéria gerar a inflação de notas? O leitor deve verificar por si mesmo na matéria e, claro, questionando os responsáveis do poder público.

Grande nota de rodapé

(*) Obviamente, se os eleitores não são todos marxistas, e se, também obviamente, a História se diz uma Ciência, é, no mínimo, razoável esperar que haja uma quantidade de teorias para se explicar a história que não seja igual ao conjunto unitário. Não é questão de se agradar eleitores, mas é, sim, questão de respeitar sua diversidade. De forma interessante, a Wikipedia brasileira (ou, como gostam alguns, lusófona), não pretende ser tão universalista em sua pretensão enciclopédica quanto outras (vide, por exemplo, a “anglófona”) quando se trata da filosofia da história, por exemplo.

Aliás, eu gostaria de ver um estudo sério sobre o viés ideológico na Wikipedia conforme as versões existentes (existe apenas este, aqui resumido, para a Wikipedia inglesa (ok, “anglófona”)). Será que os coordenadores conseguem, de fato, deixar de lado suas preferências ideológicas ao supostamente editarem os verbetes? Assim como todos nós, os coordenadores da Wikipedia são humanos e, portanto, falhos e auto-interessados. Nada há, em sua natureza humana, que os torne mais “neutros” do que os outros: depende dos incentivos.

Nobel de Economia

Quem ganhou? Shiller, Fama e Hansen!

Só para destacar:

The early excess-volatility findings were challenged on econometric grounds by Marsh and Merton (1986) and Kleidon (1986), who noted that the test statistics used by Shiller (1979, 1981) are only valid if the time series are stationary. This issue was addressed by Campbell and Shiller (1987). They used the theory of cointegrated processes, which had been recently developed by the 2002 Laureates Clive Granger and Robert Engle, to design new tests of the present-value model that allow the processes generating prices and dividends to be nonstationary. The model was again rejected, even under these more general and realistic conditions. The paper by Campbell and Shiller (1987) also was important in showing how cointegration methods can be used as a natural extension of Fama’s (1970) notion of “weak form” tests.

Ou seja, novamente a Econometria se mostra importante para um economista. Nunca é demais lembrar…

Rent-seeking no meio artístico? Só você não sabia…

Esta história das biografias não-autorizadas e o pedido autoritário por censura da parte dos “artistas” mostra o que já sabíamos há tempos: não ninguém mais autoritário do que um bocó poeta com um violão na mão e um formulário de pedido de verbas públicas para financiar sua “arte” na outra. Vocês, que acompanharam “A Economia Política dos Gibis” sabem disso.

Mas para quem não viu o curso, basta ler os jornais. Pedro Sette faz alguns comentários sobre o tema. Difícil defender este bando de “artistas” depois disto.