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Dez perguntas que sempre ouço sobre o movimento libertário

1. Eu preciso usar gravata borboleta para ser libertário?

Não. Libertários podem ter gostos estranhos sobre moda. Alguns idolatram a gravata borboleta por algum motivo que desconheço, mas não, não precisa.

2. Para ser libertário eu preciso querer bater em todos os não-libertários se não conseguir mostrá-los a luz?

Se você é um libertário, sabe que não há luz. A luz deve ser descoberta por cada um e, aí sim, você será um libertário se achar que a melhor forma de fazer isto é com mais liberdade. Sobre bater nos outros, tal como na esquerda raivosa, o movimento libertário tem pessoas com doenças similares. Não, não acho que isso seja compatível com mamíferos bípedes inteligentes.

3. Só existem pensadores libertários nos EUA? Onde estão os libertários brasileiros na história?

Não. Existem libertários pensantes em vários lugares. O problema é que muitos libertários fazem parte da geração Y e, assim, são preguiçosos. Acham que serão sábios e poderosos por causa do twitter ou de textos superficiais que leram em uma página html. O problema gerado é que eles não pesquisam tanto quanto deveriam (ou quanto afirmam pesquisar) e, portanto, não descobrem o libertarianismo na história do próprio país.

4. Meu amigo libertário acha que eu tenho que ser a favor do aborto para ser libertário. Eu sou libertário em tudo, mas sou contra o aborto. E aí?

E aí, nada. A filosofia libertária não está escrita em um livro sagrado. Há uma gama de libertários muito mais interessante e diversificada, arrisco a dizer, do que, por exemplo, entre os socialistas. Lá a coisa é bem menos rica, diversa e complexa. Bom, esta é minha impressão.

5. Tá, eu li só o primeiro pedaço do livro “Quem é John Galt?” e tenho vergonha de falar isso para meus amigos libertários. O que fazer?

Como eu já disse, 90% dos libertários não leu tudo o que dizem ter lido. Ou estão lendo, ou estão mentindo. A diferença entre os bons liberais e os maus liberais começa por aí. Como é que pode um povo que fala de meritocracia aturar isto? Bem, nem todos aturam. Meus amigos libertários mais próximos lêem para caramba. Assim, não tenha vergonha, tenha, sim a vontade de melhorar e entender mais.

6. Um libertário me falou que Keynes era um imbecil. Tá certo isto?

Não. Seu amigo pode até achar isso, mas se ele leu alguma coisa do Keynes, ele poderá discordar dele, mas não será um sujeito mais inteligente apenas usando palavras de impacto com um tom meio proto-fascista no debate de idéias. Aliás, nem persuasivo é, já que ninguém gosta de debater com gente que xinga, ofende e grita só porque ouve nomes como “Keynes”, “Marx” ou “Fiat 147”.

7. A menina mais bonita da minha turma é libertária. Toda menina libertária é bonita?

Claro que sim. Todo libertário é lindo. Toda libertária é candidata a Miss Universo e Papai Noel existe. Bom, eu acho que podemos dizer que libertários não sentem remorso por ganharem dinheiro trabalhando para atender sua demanda, ao contrário dos não-libertários, que adoram tomar dinheiro dos outros e chamam isso de “trabalho”. Naturalmente, quem valoriza seu trabalho também se preocupa com sua beleza, externa ou interna. Tendo a achar que, libertário ou não, as pessoas querem melhorar. Bom, quanto à menina, vai fundo, cara. O pior que pode acontecer é ela te mandar ler “Quem é John Galt?”.

8. É verdade que libertários só conversam em inglês e são racistas?

Não. Embora a leitura de qualidade – libertária ou não, sorry – está toda em inglês, os libertários não conversam apenas em inglês. Eles não se consideram colonizados por imperialistas luso-hispânicos ou anglo-saxões.  Você poderá conversar com libertários em português (inclusive com sotaques regionais). Ah sim, “racismo”. Racismo, para mim, é aquele pessoal que quer criar uma sociedade diferenciada por critério de raça. Entendeu? Ou preciso desenhar?

9. Meu amigo libertário é cristão. Vocês são filiados à igreja do Reverendo Moon?

Libertários podem ser religiosos ou não. Aliás, quem gosta de igreja é o governo atual, que sempre se aliou a políticos ligados a uma igreja específica (e a militância adora bater em tudo que é igreja não-socialista). Este é um mito criado por detratores (mesmo) que não têm nada para fazer. Talvez seja “falta de namorada” ou de “vida” mesmo.

10. Li sobre libertários e gostei. O que fazer?

Ué? Ler mais, manter a mente aberta e não se deixar levar por gente que se diz conhecedor da verdade. Caso o sujeito insinue que “você não entendeu o libertarianismo porque não leu fulano, beltrano von ciclano ou beltrano da silva, fuja. Este é um panfletário profissional. Cara que não estuda, não sabe o que é pensamento crítico e, por algum motivo freudiano, sente falta de aprovação ou de certezas quase doutrinárias. Pode até ser que seja um socialista sabotador disfarçado. Ou apenas um quadrúpede (sem querer ofender cavalos, bois, zebras e afins).

 

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Quer ser uma pessoa melhor? Pergunte-me como

Você pode ser uma pessoa melhor, como diria Demsetz ou Coase, em várias margens de sua vida. Uma delas é na boa escrita científica. Afinal, pode ser que você queira deixar algo interessante para este mundo selvagem em que vive. É seu caso? Bom, há várias dicas de vários autores, mas uma recente e bacana é esta lista do Michael Munger.

Claro, você também pode ser uma pessoa melhor lendo gibis e pensando nos incentivos econômicos que guiaram a construção deste mercado no Brasil.

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Guerra Cambial?

Não sei muito sobre guerras cambiais, mas posso dizer uma coisa: minhas estimativas preliminares mostram que no período 2006-2013, os retornos cambiais só apresentam duas quebras: uma exatamente no início da crise e outra no início de 2009 (segunda metade de Janeiro daquele ano).

Só para matar a curiosidade, estes resultados foram obtidos a partir de uma base diária coletada no período de 31/12/2005 a 23/08/2013 e, sim, ainda estou tentando entender o que se passou. Agora, o fato é que não vi muita “guerra”, “conflitos”, “mortes” por causa da taxa de câmbio. Nem eu vi e nem os dados me mostraram isso mas, claro, a versão oficial é sempre a mais bonita porque no Brasil há quem goste de lamber botas de autoridades ao invés de pensar.