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Excelente texto

Sandel virou moda. Eu até comprei o primeiro livro dele. Um monte de exemplos intrigantes (e implausíveis, mas, ok, é o mundo teórico) e tal. Aí chegou no momento do livro em que ele iria criticar os libertários. Pensei: agora vai ser uma dura batalha.

Entretanto, é a pior parte do livro. Eu achava que estava sozinho nesta crítica, mas vejo que, em geral, Sandel não conseguiu vencer a batalha. É o que diz McCloskey.

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Aperfeiçoando bases de dados

Barro & Ursúa (2006), acabo de saber, têm uma série de PIBs per capita que são um avanço em relação às séries de Angus Madison. O melhor de tudo é que, ao contrário de vários pesquisadores brasileiros, que adoram usar fundos públicos para coletar dados, criar séries e depois dizerem que as séries são deles (e não mostram nem para os parceiros sexuais, cachorros e vizinhos!), Barro deixou a base disponível para qualquer um.

Espírito científico é isso aí!

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Economia Política dos Gibis – cronograma

Aos que acompanham o curso online de História Econômica do Brasil deste que vos fala, o interessantíssimo A Economia Política dos Gibis, informo que o nosso cronograma de aulas é o seguinte:

09/09, em algum momento da tarde, vai ao ar a segunda aula.

12/09, pela manhã, vai ao ar a terceira aula.

Não percam! Você encontra lá no meu canal, a sequência de aulas na playlist Video-aulas para que te quero.

Ah sim, serão onze encontros ao todo, ok?

p.s. Você encontrará lá outras video-aulas independentes sobre dicas de monografia, econometria, etc. As do curso estão numeradas (Aula 1, Aula 2, etc).

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História Econômica Agradável

Acho que a melhor forma de se trabalhar ainda é tentar unir seus interesses com sua profissão. O K.J. Borowiecki, por exemplo, deve ser um destes caras. Estava aqui, sonolento, folheando a Cliometrica (v.7, n.3, Set/2013), e topei com um artigo dele sobre os diferentes padrões de migração de compositores (sim, compositores de música clássica) em situações de guerra e paz.

Na bibliografia do artigo vi que o sujeito tinha mais um artigo. Resolvi procurar mais sobre ele e encontrei o link acima. Não é incrível o que a riqueza promove em termos de divisão de trabalho? Aqui no Brasil, um sujeito mal mal consegue pesquisar sobre um tema parecido e já é chamado de “não-economista” por economistas que não conhecem um palmo à frente do chão da faculdade em que fizeram o Ph.D (e ainda fazem gracinha dizendo que faziam tantas listas de programação dinâmica que não tinham tempo para outra coisa).

Em países do mundo civilizado, contudo, as coisas são ligeiramente melhores. Até mesmo na Polônia Dinamarca faz-se pesquisa mais interessante do que na selva brasileira. Não que não haja gente interessante por aqui, claro. Eu mesmo conheço uns três. Mas, é fato, como já disse George Stigler (interpretando Adam Smith) que a extensão da divisão do trabalho, de fato, é função do tamanho do mercado.

A prova de que isto aqui ainda é paroquial é o tamanho diminuto da ANPEC. Claro, com o passar dos anos, e com tanta gente ruim, boa e mais ou menos entrando no mercado, esta relação deverá mudar um pouco. Em 20 anos a gente volta a falar sobre o tema. Espero ter um ambiente social melhor do que o atual. Afinal, sou um otimista (!).

p.s. (5 minutos depois de publicar…) Vejam que genial a ementa do curso do cara.