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Onde estão as propostas?

Olha só a quem interessa isso tudo.

Ah… agora entendi…se o governo cuida mal dos transportes, vamos dar mais governo aos transportes! “Virada à direita”, gritam os querem colocar o bode na sala para depois tirá-lo, e, no final, a proposta é estatizar.

Agora é a hora de mostrar que tanto dinheiro investido em idéias libertárias não foi apenas para reproduzir brigas de libertários norte-americanos no Brasil. Estou ansioso para ver as propostas efetivas dos que são contra as estatizações para este caso. Afinal, anos e anos de falatório libertário deve ter gerado alguma proposta efetiva para problemas de bens públicos e externalidades, não é? Ou não existe um único libertário brasileiro que não tenha estudado políticas públicas ou, melhor ainda, problemas urbanos? Vou ficar triste se for este o caso.

Fora do movimento libertário “oficial” (este mundo das instituições), as únicas sugestões que ouvi até agora foram a do Leo Monasterio e também, por alto, uma breve menção a um caso empírico de Brasília, por parte do Adolfo Sachsida (embora ele defenda a concorrência, não há mudanças de preços em seu exemplo, o que me deixa em dúvida sobre se, de fato, os casos que ele cita realmente são efeitos da concorrência ou apenas uma correlação espúria).

Comentários que não sejam propostas efetivas não serão publicados. Não pessoal, nada de generalidades, de exemplos que se aplicam a Michigan, mas não aqui, etc. Eu conheço a teoria e sei das consequências não-intencionais e também dos debates “sexo-dos-anjos” sobre se existem ou não externalidades. Entretanto, a solução para o transporte urbano é uma demanda imediata. Assim, vamos nos esforçar para embasar as propostas nos dados do Brasil (nossas instituições, diria North, são nosso problema (diria Leff?)).

Aos mais exaltadinhos: as tentativas de xingar ou bagunçar a ordem do blog, também estão descartadas.