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Quem aumentou a tarifa de ônibus?

Todos nós sabemos que foi o governo. Sorry, guys, é a verdade.

1. Promessa de diminuir a conta de luz (quase a qualquer custo?) = maior uso de energia elétrica, logo…

2. Intervenções em planos de saúde, setor farmacêutico, restrições de todo o tipo = aumento de custos.

3. Política monetária frouxa e política fiscal escancaradamente frouxa em um procedimento totalmente compatível com aqueles que buscam manipular o ciclo econômico para fins eleitorais = aumento de custos, preços.

4. Encarecimento do trabalho das domésticas = mais desemprego, maiores custos e aumento de demanda por escolas integrais (logo, aumento de preços).

5. Extensão de bolsas (família, etc) sem sequer checar as fraudes – que qualquer um minimamente informado sabe que existe  = maior despesa pública, logo, maior necessidade de impostos ou de qualquer outra forma de aumento de receitas. Logo, pressões sobre custos.

6. Recusa ideológica em deixar o mercado operar e linhas de crédito do BNDES favorecidas para os “campeões” às custas dos perdedores = aumento da dívida pública futura que é, basicamente, aumento de impostos no futuro, logo, maiores custos.

7. Farra do crédito imobiliário = Aumento de demanda por crédito para comprar imóveis, logo, maior pressão para aumento do preço dos imóveis.

Então, mesmo sabendo que esqueci um monte de medidas similares, fica claro que qualquer empresa brasileira, concessionária, privada ou mesmo pública já está com aumento de custos. Os sete itens acima mais os que eu não me lembrei resultou em baixo crescimento e inflação alta. A política heterodoxa, dominante no governo, resultou no que eles diziam ser culpa do “neoliberalismo” (nunca adotado no Brasil, vale dizer).

Logo, por tabuada básica, estas empresas têm duas opções: demissões e retração de atividades ou aumento de preços. Em alguns casos, não é possível (empresas públicas). Em outros, é possível repassar, em algum grau, os custos para o consumidor final. Este é exatamente o caso das empresas de ônibus. Do outro lado, os consumidores têm sua renda real corroída porque o governo atuou de forma a que isso ocorresse. Mesmo não sendo absoluto em termos de poder de estragos econômicos, seu poder não é desprezível.

Qual a opção? Mudar a política econômica e, não se engane, isto significa racionalizar a atuação do governo na economia e esta racionalização é, sim, compatível com mais mercado e você ouvirá falar de liberalismo econômico. Caso você não goste disto, fique emburrado com rótulos ou seja mimado o suficiente pela doutrinação ideológica para não aceitar os fatos (Keynes disse, acho, que é burrice não mudar de idéia quando os fatos mudam, uma frase que cai muito bem aqui), então, vá às ruas pedir mais governo e menos tarifa. Não faz sentido, mas você tem o direito de protestar pelo que quiser, mesmo que a causa seja bonita e sua lógica seja errada.

Agora, se quer protestar com conhecimento de causa, seja você liberal ou não, não dá para pedir tarifa zero, mais governo, menos inflação, mais intervenção governamental, juros baixo e mais crédito. Isso é burrice e não há outra palavra para definir isto. É, mesmo, burrice.

De minha parte, ainda que de forma imperfeita, com um texto pequeno e incompleto, tentei mostrar qual seria a forma de você protestar com um mínimo de lógica. Espero que tenha ajudado.

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