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Qualidade do ensino

Teorema Fundamental do Ensino: Se o professor não lê journals e não faz pesquisa, sua qualidade de aula é menor e muito mais baseada na repetição de aulas anteriores. Isso só agrada estudantes preguiçosos e demais despreocupados com a qualidade do que se ensina.

Se você nunca experimentou, colega, tente. Você verá como seu humor melhora, sua vida, etc. Talvez até melhore seu casamento e seu relacionamento com os amigos de futebol.

Agora mesmo, eu vou separar uns textos aqui para ler. Quero entender melhor a Grande Depressão e também preparar uma introdução ao “q de Tobin” mais interessante para os alunos. Contudo…

Teorema Fundamental do Ensino – dark side: Se o aluno faz Economia porque alguém decidiu para ele ou porque ele não está nem aí para sua escolha profissional, os esforços do professor que lê journals e também dos demais não terão qualquer efeito no aluno, aumentando sua probabilidade de reprovação.

Obviamente, haveria um Teorema para estudantes, mas ele é uma versão simplificada dos dois primeiros. É natural que um aluno que goste de Medicina se interesse por pesquisas em Medicina. Assim também o é em Economia ou Letras. Ocorre que a massificação do Ensino Superior (coisa boa, chance de diminuir o analfabetismo funcional do que chega na faculdade) significa que, estatisticamente, poucos se interessarão por pesquisas.

Outro desestímulo é a Burrice Encastelada, ou BE. Funciona assim: o cara vai fazer um estágio ou arruma um emprego, chega cheio de novas tecnologias para melhorar o processo produtivo mas encontra um chefe que não entende uma regra de três composta que acha que aprender novas tecnologias significa um “fardo” ou a chance de perder seu emprego. Não é à toa que muita gente boa queira trabalhar em empresas de tecnologia…

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Incentivos e um pouco sobre bons “journals”

Os trabalhos mais interessantes em Economia, para mim, não estão no Quarterly ou no AER ou na Econometrica. Claro que há muita coisa importante lá, mas aplicações interessantes de economia ou econometria aparecem sempre em alguns journals menos considerados pelo radar hard science. Por exemplo, o excelente Cliometrica. Veja só que artigo bacana este sobre incentivos no século XVI.

Outro journal que aprecio muito é o Journal of Law & Economics (e seus parentes nacionais: o journal da AMDE e o da UCB). Há também o Economics and Human Biology, cuja ligação com a História Econômica é, hoje em dia, mais do que conhecida e, arrisco dizer, óbvia.

Claro, há os pequenos comunicados de resultados de pesquisa como o Economics Bulletin, com resultados de trabalhos sempre interessantes, não necessariamente ligados a um único tema. Neste sentido, também é bacana acompanhar os journals de econometria aplicada (fui “acusado”, no V Congresso da AMDE,  de não me interessar mais por Teoria Econômica e sim por Econometria Aplicada pelo malandrão do Ronald). Assim, melhor do que o R Journal, só mesmo o Journal of Statistical Software.

Bem, vamos lá ler um pouco.