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Por que a inflação não cede?

Só lembrando:

1. o governo apoiou os supermercados proibindo sacolas de plástico

2. o governo tentou tornar lei (não sei se conseguiu) os 10% dos restaurantes

3. o governo aumentou custos para farmácias de manipulação e as demais: Anvisa e suas sucessivas regras

4. o governo aumentou os custos das operadoras de saúde com um discurso “pró-consumidor” meio “assim-assim”.

5. o governo gerou demissões de domésticas como consequência de seu desejo de mudar a economia de forma bolivariana.

Agora, venha me falar de logística, da falta de ação do governo, etc. É mais ou menos o oposto, né? Depois algum pseudo-economista aparece aqui e vem falar que o governo tem que “acabar com a teoria quantitativa da moeda” ou que “a inflação é inercial, não tem nada a ver com a moeda”, ou ainda que “a culpa é dos empresários que não baixam os preços”.

Quando o governo tenta amordaçar o STF e o ministro da fazenda tem a coragem de vir a público mostrar que não sabe nada de ciclos político-econômicos sem gerar qualquer protesto da sociedade (e mesmo da raquítica oposição), então está na hora de rever seus conceitos.

Quem ganha Bolsa-Família já percebeu que as ações do governo já corroem 6% de sua bolsinha. Alguns mais espertos já perceberam que a bolsa tem custo e parte do custo é coberto via impostos e endividamento público. Logo, seria desejável que o governo cuidasse de seu endividamento ou dos impostos. Papagaiar por aí que “vamos forçar a queda dos produtos da cesta básica” é um sinal de que o desespero atingiu o coração de quem não entende como a economia funciona mas tenta, a todo e qualquer custo, intervir nos preços relativos.

Resultado? Inflação, desemprego e crescente insatisfação.

p.s. Não, não adianta pagar uma guerrilha virtual para falar bem do governo no Twitter. Inflação é algo que se sente no bolso, não no Twitter.

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Vale a pena morar na capital?

Eis a pergunta de todos que moram em Sampa (a cidade mais legal do Brasil). Bem, este é, claramente, uma pergunta econômica. Afinal, quem não se lembra do modelo da produção doméstica, de Gary Becker?

Pois é. Agora, vamos aos dados brasileiros? Veja o que dizem os autores deste estudo do IPEA.

p.s. O problema deste texto é que os autores parecem ter esquecido do conceito de um “Abstract” (“Resumo”). Ficou imenso. Fora isto, é um bom texto. Sim, parece que estamos vivendo mais “engarrafados”… Os autores são cuidadosos nas conclusões, mas parece que não há dúvidas sobre a piora.